Pássaro do Paraíso (Little Bird of Heaven) – Joyce Carol Oates

Olá! Mais uma semana chega ao fim com mais uma resenha de compensação. Hoje escolhi falar de mais um dos livros que comprei em Boston, pelo maravilhoso preço de 1 dólar, mas que, ao contrário do outro livro que comprei nesse sistema – Testimony – não gostei muito. Vamos conferir o que eu achei do primeiro trabalho que li da Oates – por sinal, tenho que ler uma obra dela para a faculdade, só não me lembro qual é!

“Na cidade de Sparta, no norte dos Estados Unidos, conhecemos a história de Krista e Aaron, dois jovens nascidos em condições desiguais, cujos destinos se cruzam em um momento dramático de suas vidas. Zoe Kruller, a jovem mãe de Aaron, mantém uma relação proibida com Eddy Diehl, pai de Krista. Quando Zoe é brutalmente assassinada, a culpa recai sobre Eddy, que tenta provar sua inocência em meio à crescente ruína das duas famílias. Por duas décadas Oates acompanha a vida de Krista e Aaron. Marcados desde cedo pela morte, cada um acusa o pai do outro pelo assassinato, mas acabam se aproximando por meio de uma paixão estranha e irrefreável. Em meio à atmosfera violenta e depressiva da cidade-personagem Sparta, os dois jovens têm de refazer suas vidas, sem a ajuda dos outros. ‘Pássaro do Paraíso’ é uma combinação de romance erótico e violência trágica nos Estados Unidos em fins do século XX.”

Bom, como eu disse lá em cima, esse foi o primeiro livro dessa autora que eu li, então não tinha nenhum tipo de expectativa, a não ser no que tangia a história, que a sinopse fez parecer bem interessante. À medida que ia lendo, no entanto, ia me decepcionando mais e mais.

A narração em si é muito bem feita: a autora é excelente em descrições, e dava pra pintar um quadro muito real do que acontecia, mas a história, o modo como foi contada e como se desenvolveu – as circunstâncias que envolviam as personagens e as atitudes das mesmas frente às tais circunstâncias – foram me deixando mais e mais enjoada do livro, de que acabei por não gostar.

As personagens principais, Krista e Aaron, são tão mal resolvidas, mesmo antes da tragédia da morte, que era inevitável que crescessem assim. Ainda assim, no entanto, conseguiram a proeza de tomar atitudes tão idiotas, especialmente um com o outro, que entraram para meu ranking pessoal de personagens mais chatas da literatura. Krista é imatura e ingênua ao ponto da burrice, e essa “ingenuidade” só se acentua ainda mais com seu óbvio complexo de Édipo. Aaron é violento e grosseiro. Os dois juntos formam uma das duplas mais difíceis de suportar; pra completar, não foram nem um pouco ajudados pelas personagens secundárias, também elas desinteressantes e chatas. No todo, um livro de que não gostei, e que não recomendo.

E por hoje é isso! Espero que tenham gostado da resenha, bom fim de semana para todos e até a próxima!


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