Penelope (Penelope) – Marilyn Kaye

Oi! Sempre fico empolgada para assistir adaptações cinematográficas dos meus livros preferidos, e sempre acabo me decepcionando. Sou daquelas que não consegue dissociar uma história da outra e acabo ficando brava com como as coisas foram desenvolvidas. Pouquíssimas vezes gosto de adaptações para o cinema/TV, e aconteceu isso com o livro da resenha de hoje… até eu descobrir que ele foi escrito à partir da história do filme! A resenha de hoje é do filme que virou livro, “Penelope”.

Não consegui uma imagem melhor da capa que eu gosto, então peguei um cartaz do filme, que deu origem a uma das capas alternativas.

“Penelope” é um conto de fadas moderno. A história se passa em nossa época, e nela conhecemos Penelope Wilhern é uma jovem mulher de 25 anos e muito rica. Ela tem a vida com a qual qualquer garota sonharia, e tudo o que quiser em suas mãos… menos o que ela mais quer: liberdade. É que Penelope nasceu sob uma maldição que assombrava sua família há anos: seu tataravô se apaixonou por uma das empregadas da casa e teve um filho com ela. Só que ele não se casou com a moça, afinal, era o herdeiro de uma família rica e importante que nunca permitiria uma união dessas. A tal empregada ficou tão triste que se suicidou, e a mãe dela, que era uma bruxa, rogou uma praga na família Wilhern: a próxima menina a nascer teria cara de porco, e a maldição só seria quebrada quando alguém de sua classe, alguém de sangue azul, a aceitasse como ela é. Os anos passam, Penelope nunca saiu de casa na vida, e seu cotidiano simples é composto de suas flores e seus pequenos prazeres, além dos encontros que sua mãe arranja para que ela possa se casar – com jovens de sangue azul que nunca nem veem Penelope, sempre protegida por um vidro. Quando ela se apaixona por um rapaz que não pode se casar com ela, Penelope resolve fugir, e acaba vivendo tudo o que queria e até mais, além de descobrir um bocado sobre si mesma.

A história é toda fofa, bem simples e com jeito de pré-adolescência. O livro em si não apresenta tão profundamente as personagens, mas a maldição (e o que acontece com ela) fica tão bem explicada que acabei por gostar bastante da escrita. O filme (não tem como não falar dele, já que originou o livro) trouxe uma Penelope incrível, meiga mas forte e decidida, e as personagens são muito bem desenhadas.

As personagens não são tão aprofundadas e desenhadas no livro, vemos isso melhor no filme, mas fiquei com a impressão de que os detalhes factuais foram melhor explicados no livro. Gostei de Penelope, logicamente, além de ter gostado muito de Max (o tal rapaz por quem ela se apaixona). Acho que formam um casal muito fofo, que acaba por crescer junto ao longo da história. A mãe de Penelope é um pé no saco de chata, tanto no livro quanto no filme, mas acho que não dá pra evitar. Consegui relevar a chatisse dela pensando em como – pelo menos na cabeça dela – tudo o que ela fazia era para o próprio bem da filha. O repórter que atormentou a vida de Penelope, Lemon, é uma criatura surpreendente, e Annie, sua amiga, é uma mulher muito decidida e divertida. No geral, as personagens são incríveis, e fora a mãe de Penelope, gostei de todo mundo.

Acho que, no fim das contas, as histórias se completam. Indicaria, para quem quer conhecer, que veja o filme e depois leia o livro, aí dá pra ter uma noção bem construída da história. Eu adorei, achei bem fofa, e recomendo com amor!

Espero que tenham gostado! Bom restinho de semana e até a próxima!


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