Peter Pan (Peter Pan and Wendy) – J. M. Barrie

Oi! Já que demorei pra postar a última resenha, hoje madruguei pra compensar! Escolhi falar de um livro que passei anos querendo ler, e que, finalmente, comprei e li, no fim do ano passado, depois de passar na livraria e encontrar uma edição linda em capa dura! Vamos conhecer a história do “menino que não queria crescer”, porque hoje é dia de “Peter Pan”.

“‘A Terra do Nunca’ é o lar de Peter Pan, um menino que nunca cresceu. Em uma de suas visitas a Londres, Peter conhece a jovem Wendy Darling, a quem convida para viajar com ele para a Terra do Nunca e se tornar a mãe de sua gangue de Meninos Perdidos. Voando pelo céu noturno para a Terra do Nunca, Wendy e seus irmãos John e Michael logo se envolvem em aventuras maravilhosas com a índia Princesa Tiger Lily, a leal fada Sininho, e o inimigo de Peter, o sinistro pirata de mãos de gancho conhecido como Capitão Gancho. A ideia de viver para sempre como criança soa divertida, mas há um preço a pagar: será que Wendy e seus irmãos vão ficar na Terra do Nunca ou vão voltar para casa e crescer – como faz a maioria das crianças?”

Como eu contei ali em cima, eu sempre tive vontade de ler esse livro, e, quando encontrei essa edição linda da Barnes&Noble, com as ilustrações que faziam parte da edição original, não pude resistir! A única coisa que não gostei em relação à edição do livro, é bom dizer, é que o título original não foi mantido – “Peter Pan and Wendy” virou “Peter Pan” -, e considerando-se que o livro está em inglês, o título deveria ter sido mantido.

À parte dessas considerações sobre a edição, a história é muito mais do que eu imaginava. Claro que contém aquelas aventuras que já conhecemos por causa das diversas adaptações da história, mas há um acréscimo de várias outras. A história é infantil, então é divertida e fluida, dá pra ler com calma e facilidade. Barrie criou um mundo bem fantástico e divertido, e em determinado momento todos querem morar na fantástica Terra do Nunca – mas não em todos.

As personagens são muito boas, e minha preferida é Wendy. Gosto de como ela é doce e gentil com todos, e como banca a mãe, mesmo sendo uma criança, imitando a própria genitora – são momentos divertidos aqueles em que ela e Peter brincam de ser mãe e pai dos Meninos Perdidos. Falando em Peter, surpresa, não posso dizer que gostei dele. A verdade é que Peter me deu uma espécie de nervoso! Não sei se vou conseguir me explicar bem, mas o fato é que, à medida que eu ia lendo, sentia que essa ideia de não crescer, esse medo do desconhecido que é a vida adulta, ia me deixando ansiosa, e eu terminei o livro com essa sensação de que, mesmo a história sendo muito boa e muito bonita, eu não ia querer morar na Terra do Nunca.

Crescer, enfrentar o desconhecido, desbravar uma vida nova que não se conhece, pode até ser assustador, mas faz parte do ciclo natural da vida, e fiquei com uma sensação de tristeza, medo e ansiedade misturados ao ver como Peter rejeitava essa ideia. Aliás, algumas das coisas que ele dizia me deixaram tão agoniada que terminar o livro me deixou numa confusão de sentimentos. Aqui vai minha recomendação sobre ele: leia. É uma história bonita e bem escrita, que ensina muito e que diverte. Não se preocupe com como Peter se comporta, afinal, pode ser que você não sinta nada do que eu senti – e mesmo que sinta, o livro vale a pena, eu continuo recomendando veementemente.

Espero que tenham gostado! Bom fim de semana para todos e até a próxima!


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