Pigmaleão (Pygmalion) – George Bernard Shaw

Oi! Já que na última resenha mencionei as várias histórias legais que li no início do ano, achei uma boa ideia falar um pouco sobre mais uma dessas histórias que li por causa da faculdade. Hoje é, de novo, uma peça, e uma que eu sempre quis ler, mas, por algum motivo, nunca encontrava tempo! É dia de conhecer Pygmalion, que deu origem ao famoso “My Fair Lady”.

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Pigmaleão conta a história de Eliza Doolitle, uma vendedora de flores ambulante na Londres do início do século 20. Sua linguagem é uma afronta à língua inglesa, seu vocabulário, paupérrimo e de baixo calão, e sua pronúncia, uma desgraça. Um eminente fonético impõe a si mesmo um desafio: reeducá-la e faze-la passar por uma dama da sociedade. Mas esse será apenas o início dessa comédia deliciosa em que Shaw denuncia as diferenças sociais e de classe.

Eu assisti “My Fair Lady” anos atrás, porque amo a Audrey e vejo qualquer coisa em que ela esteja, mas não conhecia a história. Acabei por gostar do musical, e quando descobri que era inspirado em uma peça fiquei, obviamente, doida pra conhecer de onde vieram aquelas músicas que ficam na minha cabeça o tempo todo, mas nunca tinha a oportunidade. Quando vi que era leitura obrigatória em uma das minhas aulas de literatura inglesa, fiquei feliz – e ainda mais quando vi que o autor era o Shaw.

Bom, a peça é boa, interessante e fácil de ler e entender. Existem algumas versões que cortam duas cenas na peça, então eu li duas diferentes para ver o texto de duas formas, mas se você pegar uma versão que, por acaso, não tenha as tais duas cenas, não se preocupe, porque não vai prejudicar seu entendimento. A história é bem parecida com o que vemos no filme, e Henry Higgins é bem machista e grosseiro, e existem teorias baseadas no uso de certas expressões do texto em inglês, que ele seria gay, e, por isso, não se apaixonaria por Eliza – essa paixão seria produto da imaginação dos leitores. É, com certeza, algo a se pensar, já que muda alguns aspectos na peça, mas dos dois modos é uma leitura interessante.

Gostei mesmo foram das personagens: Eliza foi minha preferida, já que demonstra força e coragem, ainda que seja bem ingênua e ignorante para algumas coisas. Gostei também da Senhora Higgins, que é bem razoável e que não cede aos caprichos do filho. Apesar de ter simpatizado com o Coronel Pickings ainda acho que ele tem seus momentos de bobalhão em que acha bonito qualquer coisa que Higgins faça, então perdia a paciência com ele de vez em quando. Claramente não fui muito com a cara de Higgins, mas é uma personagem necessária, e ajuda a formar um conjunto interessante com as outras, para que a história fique completa. No geral, gostei bastante da peça. Não é a melhor coisa que eu já li na vida, vou dizer, mas é realmente muito boa. Recomendada!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!


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