Proof – David Auburn

Oi! Mais uma semana que começa, mais resenhas novas. Hoje escolhi uma peça que li para a faculdade no início do ano (e, spoiler, o mesmo vai acontecer várias vezes ainda, já que eu fiz mais de uma matéria de literatura). Essa não entra na categoria “sempre-quis-ler-e-finalmente-tenho-uma-desculpa”, já que eu não a conhecia. Hoje é dia de “Proof”, que virou filme e que também não foi traduzida no Brasil (infelizmente!).

proof

“A peça conta a história de Catherine, filha de Robert, um gênio matemático recentemente falecido, professor da Universidade de Chicago, e sua luta com o que herdou do pai – o gênio matemático e uma doença mental. Após a morte de Robert, seu ex-aluno de pós-graduação, Hal, descobre uma prova de mudança de paradigma sobre números primos no escritório de Robert, o que traz à tona muitos questionamentos: quem escreveu a prova, Robert ou Catherine? Pode Catherine provar ser a autora de uma prova matemática complexa? Terá ela a doença do pai – e estará delirando sobre ter escrito a prova? Enquanto a prova em si deixa todos confusos e sensíveis, Catherine ainda tem de lidar com o fato de estar se envolvendo romanticamente com Hal e com a visita de sua irmã, Claire, que quer levá-la para Nova York – ainda que Catherine queria permanecer em Chicago.”

Essa peça foi muito premiada, e o meu trabalho final na matéria de Literatura Norte-Americana foi sobre ela, então eu a li e reli várias vezes. Gosto de como o título tem um duplo sentido, de como Catherine, mesmo dentro de toda a sua fragilidade e momentos de fraqueza, tem momentos de força interior extrema, e de como a peça em si se construiu.

Como é uma peça, pode ser que um leitor não acostumado ao texto teatral estranhe um pouco, mas não é nenhum bicho de sete cabeças, e dá pra entender tudo o que acontece na história. Não há uma figura de narrador, o que de certa forma é bom, já que o leitor fica ainda mais livre para ter suas impressões sobre as personagens sem tantas influências externas – ainda que as rubricas deem algum direcionamento. Eu encontrei a peça no youtube, ou pelo menos uma das versões dela, e gostei da visão que o diretor teve, já que se combinava com a minha, mas o audiobook que ouvimos durante a aula – falo desse método do meu professor na próxima vez que resenhar algo que li na matéria dele – era terrível! Catherine soava chorona e resmungona, nada como eu a tinha imaginado.

Aliás, falando em Catherine, foi minha personagem preferida. Me dividi muito em relação a Claire, de quem eu gostava e desgostava, e não gostei muito de Hal. Robert, o pai de Catherine e Claire, foi uma personagem neutra pra mim, então não diria nem que gostei nem que desgostei dele. Não há personagens secundárias de quem se falar, então posso dizer que, como conjunto, as personagens foram bem mistas em vários aspectos, mas que formaram um conjunto bem razoável com a narrativa. Gostei muito da história, e recomendo bastante!

Espero que tenham gostado! Bom fim de semana para todos nós e até a próxima!


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