Quando Nietzsche Chorou (When Nietzsche Wept) – Irvin D. Yalom

Oi! Estava aqui escolhendo a última resenha da semana, em dúvidas sobre o livro a ser escolhido, quando me dei conta de que li esse livro há seis anos (!!!) e nunca tinha falado dele. Se não me engano ele foi uma bela sensação quando lançado, e virou filme, que eu não vi. Hoje é dia de “Quando Nietzsche Chorou”.

“Friederich Nietzsche, o maior filósofo da Europa, está no limite de um desespero suicida, incapaz de encontrar cura para as insuportáveis enxaquecas que o afligem. Josef Breuer, médico distinto e um dos pais da Psicanálise, aceita tratar o filósofo com uma terapia nova e revolucionária: conversar com Nietzsche e, assim, tornar-se um detetive na sua cabeça. Pelas ruas, cemitérios e casas de chá da Viena do século XIX, estes dois gigantes do seu tempo vão conhecer-se um ao outro e, fundamentalmente, conhecer-se a si próprios, com a ajuda informal de Sigmund Freud, jovem amigo de Breuer que o ajuda a colocar novas perspectivas no tratamento. E no final não é apenas Nietzsche que exorciza os seus fantasmas. Também Breuer encontra conforto naquelas sessões e descobre a razão dos seus próprios pesadelos, insônias e obsessões sexuais.”

Bom, o livro não é extenso, mas pode ser cansativo em algumas partes. Não porque seja chato, mas porque os diálogos de Breuer e Nietzsche são carregados das teorias do segundo, como se essas conversas – que na realidade nunca aconteceram – tivessem sido a base para seu livro mais famoso, “Assim Falou Zaratrusta”. Vou ser bem franca e admitir logo de cara que filosofia não é exatamente minha área, e meus conhecimentos de teóricos e suas obras são de segunda mão, repassados pela Ju, uma das minhas melhores – e mais inteligentes, diga-se de passagem – amigas; daí vem minha observação sobre a possível canseira que o livro pode dar no leitor, mas de forma alguma isso desmerece a obra. O livro é bem escrito e muito interessante.

Das personagens, devo dizer que me identifiquei com o próprio Nietzsche, mas calma, não sou uma pretensiosa: me identifiquei com ele porque ele sofre de enxaqueca, assim como eu, e eu sei muito bem o que é ficar torturada pela dor! Sinceramente, quando eu lia as descrições das crises dele, parecia que estava me vendo, não teve como não me compadecer dele. Breuer também foi uma personagem de que gostei, apesar de ter achado que ele foi pintado de forma ligeiramente pueril. Não gostei muito de Freud, mas como ele não aparece tanto assim, achei isso bom. Como personagem secundária, Lou Salomé é, sem dúvidas, o grande destaque!

No todo, o livro é muito bem escrito e inteligente, com boas personagens e uma situação narrativa bem diferente do que se vê por aí, então recomendo! Para ler e pensar, não só colocar de volta na estante.

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos e até a próxima!

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