Quanto você lê?

Dia desses, enquanto limpava minha estante, notei, novamente, que meus livros não são apenas de literatura ou técnicos da faculdade. Tenho livros sobre todos os assuntos possíveis, ou em forma física, ou em ebook, isso sem contar os que peguei emprestado ao longo da vida.

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Parte dos meus livros de literatura inglesa e literatura norte-americana

Na minha estante tenho livros de literatura, linguística, teoria da literatura, línguas estrangeiras, biografias, moda, ballet, de indicação de outros livros… basicamente qualquer assunto que me chame a atenção acaba indo parar na minha estante, e aí há um padrão: não importa se faço buscas na internet, se procuro a ajuda de profissionais das minhas áreas de interesse, se vou a palestras e cursos… tudo o que eu gosto de estudar e conhecer vai parar na minha estante.

Sempre disse que era apaixonada por livros, sempre disse que ler era certamente minha maior paixão, mas até parar para notar que até o ballet foi parar na minha estante, acho que não tinha percebido como os livros são a maior parte da minha vida – e um detalhe: todo mundo já tinha notado essa minha característica!

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Línguas estrangeiras, linguística, literatura, gramática, educação; esse é um pedaço da estante de livros da faculdade

Isso me faz pensar sobre o papel dos livros na vida de cada pessoa, e pergunto para vocês: quanto vocês leem? Qual é o papel da leitura na vida de vocês? Quantos livros vocês leem em uma semana, em um mês, em um ano? Já pararam para pensar se os livros alteram algo em vocês? E se alteram, quanto alteram e o quê alteram?

Sempre advoguei que os livros ajudam a formar o caráter, ensinam lições valiosas, nos divertem e podem nos ajudar a ver o mundo de uma forma diferente; percebo isso em mim há muitos anos, e todo mundo sabe que as histórias que leio se tornam parte da minha história pessoal, e que as personagens são minhas melhores amigas, mas será que cada um de vocês já parou para olhar para dentro e (re)questionar a importância da leitura?

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Nível de amor à leitura: viajar e trazer 8 livros e um e-reader na mala…

Esse não é um texto para oferecer respostas, é para abrir questionamentos; para fazer com que cada um olhe para seus hábitos e perceba se a literatura, se o hábito da leitura faz parte de sua vida ou não. As imagens que ilustram o post são dos meus livros e das minhas estantes, que muita gente já me pediu pra mostrar. Se quiserem dicas de livros de outros assuntos que não literatura e que eu não só tenho na estante como também adoro, é só clicar no botãozinho de ler mais, e, se quiserem resenhas mais detalhadas de algum deles, é só pedir.

A Parisiense (La Parisienne) – Ines de la Fressange

“Quais são os segredos do bom gosto parisiense? Ines de la Fressange – ícone da elegância na França – conta o que aprendeu sobre estilo e beleza durante décadas de experiência na indústria da moda. Ela dá conselhos de como se vestir com o encanto das parisienses e sugere um guarda-roupa a partir de apenas sete itens básicos e bons acessórios, que garantem produções práticas e elegantes. Suas fontes preferidas para verdadeiros achados e soluções de vestuário, beleza e decoração – disponíveis on-line e em Paris – são acompanhadas por fotografias de moda, nas quais a modelo é sua filha, e por desenhos assinados pela própria Ines. Esse guia inclui endereços da Paris secreta da autora: hotéis, restaurantes, spas, lugares fora do circuito turístico oficial e uma seção feita sob medida para a diversão das crianças. Escrito com humor e verve, em colaboração com a jornalista de moda da Elle, Sophie Gachet, A parisiense é o roteiro fundamental para conhecer os endereços mais charmosos da capital francesa.”

501 Grandes Escritores (501 Great Writers) – Julian Patrick

“Ilustrado por fotos, desenhos, pinturas e capas, ‘501 Grandes Escritores’ reúne grandes nomes da literatura mundial, desde Homero aos escritores contemporâneos, passando pelos movimentos e estilos. Esta coletânea oferece uma avaliação crítica do conjunto da obra de cada autor e explica por que eles merecem ainda ser lidos. Os escritores aqui presentes foram escolhidos por fatores como reconhecimento público e crítica, originalidade e influência intelectual. Entre eles não estão apenas os que escreveram poesias ou romances, essa seleção abarca diferentes gêneros, incluindo ficção científica e infanto-juvenil, memórias e autobiografias, contos e novelas, peças e ensaios, entre outros. Apresentados em ordem cronológica, os 501 autores formam um painel do desenvolvimento da literatura ao longo de mais de dois milênios de história. Foram inseridos 24 nomes de autores brasileiros, além dos três que já apareciam na edição inglesa.”

Anatomia da dança (Dance Anatomy) – Jacqui Greene Haas

“Anatomia da dança apresenta de maneira clara a relação única entre o desenvolvimento dos músculos e a estética do movimento. Aprenda a modificar os exercícios propostos de modo a atingir áreas específicas, aprimorando a flexibilidade e reduzindo a tensão nos músculos. Saiba como personalizar um programa de treinamento tomando por base seu estilo de dança, suas habilidades e metas, além de suas necessidades individuais. Os principais destaques deste livro incluem: – mais de 200 ilustrações coloridas; – 82 dos mais efetivos exercícios de dança, movimento e performance, sendo que cada um deles foi desenvolvido visando alcançar o alinhamento perfeito, o equilibrio ideal, a respiração correta e ainda a prevenção de lesões; – figuras que capturam a dança em movimento enfocando os músculos trabalhados em cada um dos exercícios apresentados.”

O Espaço Literário (L’espace Littéraire) – Maurice Blanchot

pippi 2 digitalizado2“Este livro é um marco da renovação teórica e expressiva das letras e do pensamento europeu da segunda metade deste século. Com raciocício metódico e intuição genial, Maurice Blanchot realiza uma investigação abrangente sobre o processo de criação literária. A partir de uma certeza/indagação fértil e original – a da solidão essencial da obra artística e a de sua irredutibilidade e outras linguagens – o autor empreende um mapeamento do espírito do homem moderno, interrogando e sondando a experiência radical de Mallarmé, Kafka, Hölderlin e Rilke, entre outros. O desespero vivo, o fascínio da morte, o afastamento de Deus, a estranheza da arte, o mundo obscuro da inspiração – elementos que pontuam as obras desses autores – são como ciclos e passagens de um itinerário que nos leva ao cerne da significação e ao horizonte de significados da literatura – ela é a fronteira do vivenciável e o limite do dizível.”

E é isso, gente! Espero que vocês tenham gostado do texto, que pensem sobre isso e que me contem o quanto leem, também! 😉

Bom fim de semana para todos e até a próxima!


4 thoughts on “Quanto você lê?

  1. Oi, Nina.
    Adorei o seu texto e os livros também fazem parte da minha vida.
    Todo mês eu faço uma bela faxina na minha estante e às vezes, no meio da limpeza, me sento no chão e fico admirando meus livros… Não olho para os livros como bens materiais adquiridos ao longo do tempo, mas sim como amigos que fiz e continuo fazendo! Cada história é um mundo de possibilidades e até aquelas mais bobinhas que já li fazem parte de quem eu sou! De alguma forma, absorvo cada palavra de um livro e essas palavras passam a fazer parte de mim, como células no meu corpo!! Exagero?! Não mesmo!!
    Sempre tive uma relação de amor pelos livros e que me desculpe meu marido, mas esse amor eu não troco por nada!
    Beijos
    Camis

    • Camis, faço minhas as suas palavras! Meu namorado sabe que tem que me dividir com as histórias que eu vivo nos livros, e que as palavras no papel me transportam para um mundo só meu, onde ninguém me alcança. E realmente, eu não troco por nada! =)

      Beijos!

  2. Pingback: O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada) - Lauren Weisberger

  3. Pingback: A Parisiense (La Parisienne) – Ines de la Fressange

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