Rats Saw God – Rob Thomas

Oi! Desculpem a demora para postar, me enrolei um pouquinho na faculdade! O livro de hoje é um que eu não conhecia; conhecia seu autor mas só por seus trabalhos na TV. Isso até o Dudu, amigo da minha irmã que já virou amigo da família inteira, me dar o livro de presente de aniversário. Hoje é dia de “Rats Saw God” – e pra quem se interessa, seu autor, Rob Thomas foi o criador, roteirista, produtor executivo e diretor de “Veronica Mars”, série que descobri (e amei) por causa do Duds!

“Para Steve York, a vida era boa. Ele tinha notas altas na escola, amigos em quem podia confiar, e uma menina para amar – e ela o amava de volta. Agora, ele passa seus dias drogado e não vivendo, simplesmente existindo. Mas seus dias de drogas e distração – e seus demônios pessoais – levaram a uma grave falta de motivação, e Steve corre o risco de reprovar em seu último ano do Ensino Médio, arruinando suas chances de entrar para a faculdade. Steve não teria saída, até que seu conselheiro escolar, sr. Jeff DeMouy, resolve fazer um acordo: se ele escrever um artigo de cem páginas, sobre qualquer assunto que seja, ele pode se formar. Steve topa, sem se dar conta que esse artigo pode salvar mais do que apenas suas notas: pode ajudá-lo a resolver seus problemas.”

Bom, peguei o livro sem saber sobre o que era a história e comecei a ler num dia em que estava na fisioterapia, no fim do ano passado. Não consegui parar mais e terminei assim que voltei pra casa, tamanho fascínio a história exerceu sobre mim!

A narrativa é em forma de diário, dividida entre o agora – o artigo que ele escreve para DeMouy – e o ano anterior, quando estava vivendo com o pai e criando uma nova vida para si – e sendo feliz nela. Não sabemos o que aconteceu para mudar Steve tão completamente, mas à medida que a história passa vamos descobrindo, e a combinação de seus problemas é bem interessante: alguns são tipicamente adolescentes, como os problemas que tem com o pai pós-divórcio, e outros são mais complexos, como seu relacionamento com Dub, a namorada que ele tem no Texas (o “agora” se passa na Califórnia).

O estilo do Rob Thomas tem muito daquilo que ele fez na TV (pelo menos que ele fez em VM): momentos do cotidiano se alternam com cenas mais importantes de forma bem divertida através de diálogos rápidos e cheios de tiradas geniais, e os grandes momentos da história são partes surpreendentemente comuns do cotidiano de um adolescente – menos um, que, vou dizer, apesar de já ter visto acontecer de perto achei surpreendente.

As personagens são muito boas, e é interessante vê-las sob a perspectiva de Steve. Gostei muito de Sarah, sua irmã mais nova – que parece ser mais velha, de tão bem resolvida -, de DeMouy e do próprio Steve. Não gostei de Dub desde o início, mas foi o pai de Steve quem mais me surpreendeu: Steve o descreve, inicialmente, como um homem frio, a quem ele chama de “o astronauta” (não é um apelido aleatório, é mesmo a profissão do pai), mas acabamos por descobrir que há mais por baixo da superfície do que se pode imaginar. Personagens e história se juntaram para formar um livro muito bom, que eu recomendo muito!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos e até a próxima!

P.S.: Dudu, de novo, obrigada pelo livro! Foi uma leitura fantástica e um presente maravilhoso, nunca vou me esquecer! 😀

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