A Revolução dos Bichos (Animal Farm) – George Orwell

Oi! Acho que chegamos à última homenagem de aniversariante do ano. Hoje é aniversário do meu pai, e escolhi falar de um livro que, até onde sei, ele não leu, mas de que com certeza gostaria. Hoje é dia de “A Revolução dos Bichos”.

“A Revolução dos Bichos” é uma fábula sobre o poder. Oprimidos por seus donos, trabalhando de forma escrava e correndo o risco de morrerem quando não podem mais colaborar para a economia da granja, os bichos da “Granja do Solar” resolvem se rebelar. Depois de expulsarem os humanos da granja e tomarem controle da situação, os bichos estão mais felizes e mais livres, e a granja prospera. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos, que sufoca os bichos, que, além disso, devem lutar contra os humanos de fora, que não aceitam uma granja dominada por animais.

Esse livro estava no quarto da minha irmã, foi um presente da minha mãe, e eu estava doida pra ler. Assim que surgiu o tempo corri para fazê-lo, e gostei demais da história. Pra quem prestou atenção nas aulas de história, percebe logo que a história é uma sátira à União Soviética comunista, e que os porcos representam o poder que se corrompeu, apesar de seu início teoricamente bom, buscando o bem maior. A narrativa tem momentos tão cômicos que eu ria sozinha em casa, parecendo uma maluca, mas também tem momentos que dão um desespero gigante: dava nervoso ver como os animais eram ingênuos, como estavam sendo enganados, e como eram crédulos em relação aos porcos, efetivos governantes da granja (mais alguém identificando outras situações aqui?).

As personagens são os animais da granja, e nem preciso dizer que não gostei dos porcos nem um pouco, né? Gostei dos cavalos, Sansão e Quitéria, que se mantiveram honestos, mas não posso dizer que gostei dos dois o tempo todo. A ingenuidade deles me deixou muito nervosa, e os outros bichos seguiam a mesma linha! Não tive personagens preferidas nesse livro, mas gostei da representação de personagens reais que eles foram. Esse foi o primeiro livro do Orwell que eu li e gostei muito da narrativa dele. Com certeza lerei outros, e com certeza recomendo este!

Escolhi este livro para homenagear meu pai porque ele gosta de leituras assim, consideradas mais clássicas. Já compartilhamos alguns livros e acho que ainda vamos compartilhar muitos, já que divido com ele esse gosto por literatura clássica, ainda que seja mais aberta com meu gosto literário. Somos, aliás, assim em personalidade: dividimos muita coisa, mas também somos incrivelmente diferentes, e eu aprendi a amar essas diferenças. Papai, feliz aniversário! Te amo muito, tenho orgulho de você e de ser sua filha. Que seu dia seja iluminado e que esse novo ciclo que se inicia traga toda a paz e a felicidade que você merece.

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!

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