Selva de Batom (Lipstick Jungle) – Candace Bushnell

Oi! Segunda resenha da semana e com esse solzão em Brasília resolvi escolher um livro leve. Da autora de “Sex and The City” (é, o seriado – e os filmes – foram baseados em um livro), hoje é dia de “Selva de Batom”, outro livro que virou seriado.

O livro conta a história de três amigas, Wendy Healy, Nico Reilly e Victory Ford. As três são mulheres incrivelmente bem sucedidas em suas carreiras, e as três figuram na lista das 50 pessoas mais importantes da cidade de Nova York. Wendy é a presidente de uma produtora de filmes, casada e mãe de dois filhos; enquanto ela trabalha e provém pela família, seu marido fica em casa e cuida dos filhos, e essa inversão de valores de uma família tradicional causa muita briga entre os dois, deixando os filhos no meio do fogo cruzado. Nico é a editora-chefe de uma revista que ela ajudou a renascer das cinzas; é casada e tem uma filha de 12 anos, mas seu casamento está em crise, e ela não sabe o que é sexo há mais de dois anos. Victory é estilista, e a única solteira e sem filhos; ela sempre sabota seus relacionamentos por medo de se ferir e de prejudicar sua carreira. As três precisam umas das outras para superar as dificuldades do dia-a-dia, em seus relacionamentos pessoais e no trabalho. Afinal, o mundo é uma selva; Nova York é uma Selva de Batom.

O livro é bem interessante. Gostei de ver o girl power das três amigas, que não têm medo de enfrentarem os desafios para serem bem sucedidas e felizes. Ao mesmo tempo dá pra ver que não dá pra ter tudo, ou pelo menos que é bem difícil, já que as três têm suas próprias dificuldades para superar, seja na vida pessoal ou no trabalho, onde sempre tem alguém querendo puxar seu tapete – ainda mais em uma cidade como Nova York, que é cheia de gente workaholic e disposta a qualquer coisa para subir na vida profissional.

A narrativa é bem direta, fácil de ler e de entrar naquele mundo. Alguns momentos foram divertidos, mas não vou dizer que é o ponto forte da Candace, porque não é. Apesar de ter gostado das situações em que as três amigas se meteram – e como saíram delas – também achei que pelo menos uma delas podia não ser tão emocionalmente ferrada. Isso fica reforçando que se uma mulher trabalha fora, leva sua carreira a sério, não é capaz de gerir sua vida pessoal, o que, para mim, é ridículo. Claro que eu entendi a mensagem, mas fica uma observação.

Em termos de personagens, fiquei satisfeita. Achei que Nico, Victory e Wendy foram muito boas demonstrando como as mulheres – e, vamos encarar, qualquer ser humano – podem chegar onde quiserem, se trabalharem para isso. Das três, minha personagem preferida foi Victory, porque apesar de não ser capaz de manter um relacionamento de tantas paranoias, era a mais disposta a tentar equilibrar as coisas, sem abrir mão de quem era. Não fui muito fã de algumas das atitudes de Nico, mas acho que no final ela soube voltar para o caminho mais sensato.

No geral, é um livro bem razoável, que eu recomendaria sim, mas tem coisa melhor por aí. Se quiser um pouco de girl power, esse é o livro pra você, mas se quiser rir, procure alguma autora com uma veia mais humorística. Nessa linha, Meg Cabot, Marian Keyes e Lauren Weisberger.

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana e até a próxima!


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