Sr. e Sra. Smith (Mr. and Mrs. Smith) – Cathy East Dubowski

Oi! Agora que o carnaval finalmente acabou posso resolver todos os problemas pendentes pós-viagem, e estou animada. Para me manter no espírito, resolvi resenhar um livro divertido, que me fez rir bastante. Hoje é dia de conhecer melhor os Smith.

smith

“Jane Smith é charmosa, sexy, bem sucedida e inteligente, uma rara combinação de deusa doméstica e empresária experiente. John Smith é rico, ousado, atlético e inteligente, um cara que bebe seu uísque da mesma maneira como subiu ao topo dos negócios de construção: straight up. Apesar de parecerem ser o par ideal, a centelha desapareceu do casamento. Isto é, até que eles ganham sessões gratuitas com um terapeuta de casais. O que eles mantêm escondido de seu terapeuta e um do outro, eles confiam nos diários que devem escrever: Jane e John Smith são, na verdade, assassinos de aluguel que trabalham para organizações rivais – e seus próximos alvos são… um ao outro! E assim começa o tipo de jogo de gato-e-rato que os atraiu em primeiro lugar – uma roleta russa que ou os levará a uma paixão com a qual a maioria dos casais só pode sonhar… ou a assassinato a sangue frio.”

Eu li esse livro há pouco tempo, entre 2011 e 2012, se não me engano, e tinha visto o filme quando foi lançado, então fiquei bem curiosa para descobrir se o filme tinha originado o livro (como foi o caso de Penelope), ou se tinha sido da forma mais tradicional, com o livro inspirando o filme. Minhas pesquisas até o momento se mostraram inconclusivas para essa descoberta – sempre quis dizer isso! – então vou dizer apenas que, seja como for, uma obra é muito parecida com a outra.

O livro é contado sob o ponto de vista de Jane e de John, alternadamente. Eles narram suas aventuras nos diários que devem escrever por sugestão do terapeuta, e, à medida em que escrevem, vão se soltando mais e mais, e acabam por revelar mais seus segredos – e é aí que seus verdadeiros empregos aparecem. No começo do livro eles também narram uma pequena parte no escritório do terapeuta, e ali parecem desconfortáveis e perdidos – um contraste interessante com a narração do diário. Esse tipo de narração, como eu já disse várias vezes por aqui, é um dos meus preferidos, e achei que ficou bem interessante no livro, já que além de serem dois pontos de vista, são dois diários diferentes, e não me lembro de já ter lido algo assim antes. Diários são submundos pessoais, já que neles, teoricamente, você desnuda a alma, e eu adorei ver dois de uma vez.

As personagens são até bem boas, mas não têm nada de fantástico. Gostei do casal principal e achei que o relacionamento dos dois é bem divertido. Como se completam bastante, gostei muito dos resultados trazidos pelas interações deles, mas o que tem de mais incrível termina por aí. As personagens secundárias e os amigos dos dois são bem sem graça; acabei por não me interessar por nenhum em particular para poder destacar aqui.

No geral o livro é divertido e leve. É pequeno, então é uma boa leitura rápida para se distrair, mas obviamente não é nada edificante ou a melhor coisa que alguém vai ler na vida.

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos e até a próxima!

P.S.: não se esqueçam que teremos três resenhas por semana até eu compensar todas as resenhas não-feitas de fevereiro!


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