O Vento Pela Fechadura (The Wind Through the Keyhole) – Stephen King

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Oi! O fim do ano está tão próximo, que quase dá para tocá-lo com os dedos estendidos, e eu mal posso esperar! Nesse meio tempo, tenho resenhas muito legais e um post muito especial pra sair, então fiquem ligados! Pra concluir mais uma série – vão ficar pelo menos cinco para serem concluídas em 2014 – hoje trago o último volume da série “A Torre Negra” a ser lançado, mas que deve ser lido – se você não leu a série ainda – entre o quarto e o quinto livro. Explico tudo mais pra frente no post, não se preocupem. Hoje é dia de “O Vento Pela Fechadura”.

Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“No meio do caminho entre o Palácio Verde e Calla, o pistoleiro Roland Deschain e seu ka-tet – Jake, Susannah, Eddie e Oi, o trapalhão – são obrigados a acampar numa cidade fantasma. Caso contrário, seriam congelados com a chegada súbita e mortal de uma borrasca, tempestade única ao Mundo Médio. Para afastar o tédio da espera, Roland distrai o grupo com uma história de seu passado. Porém, no centro dessa lembrança, o jovem Roland, do passado, também narra uma fábula de sua infância, registrada em seu livro favorito: “O vento pela fechadura”. A lenda do menino Tim e suas aventuras em busca do mago Merlyn acabam revelando muitas verdades sobre Gilead, o Mundo Médio e o Pistoleiro.”

Bom, esse livro narra uma pausa entre os acontecimentos de “Mago e Vidro” e “Lobos de Calla“, onde os pistoleiros correm riscos com uma tempestade perigosíssima, que só existe no Mundo Médio. Quando Roland resolve contar mais um pedaço de sua juventude, acaba por narrar uma história que era sua preferida quando criança, assim, “O Vento Pela Fechadura” é uma história dentro de uma história dentro de uma história.

As personagens são basicamente o ka-tet, com a adição de uma personagem tão minúscula que nem vale mencionar, mas dentro do passado de Roland acabamos por conhecer outro de seus companheiros de infância, Jamie de Curry, que o acompanha na missão em que é enviado pelo pai. As personagens secundárias nesse livro até são interessantes, mas foi de Jamie que gostei, pois é bem diferente de Alain e de Cuthbert, os outros amigos do passado de Roland.

Sobre a história em si, o que posso dizer é que fiquei dividida. A história é até interessante e bem narrada, não nega seu autor; além disso, pude matar as saudades dos pistoleiros, e essa foi a melhor parte, mas a verdade é que mesmo que a história seja boa, ela era completamente desnecessária para a série em si. Não é que ela não traga novos elementos e informações interessantes sobre a busca da Torre, mas eu simplesmente fiquei com a sensação de que, se esse livro não tivesse existido, não teria feito muita diferença. Assim, gostei do livro e logicamente o recomendaria para quem quer conhecer a série da Torre com toda a completude, mas se você leu a série e não sabe se quer ler esse livro, não se sinta obrigado: a verdade é que dá pra passar sem ele!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos e até a próxima!

Série “A Torre Negra”:

01- O Pistoleiro

02- A Escolha dos Três

03- As Terras Devastadas

04- Mago e Vidro

05- Lobos de Calla

06- Canção de Suzannah

07- A Torre Negra

4.5- O Vento Através da Fechadura

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A Torre Negra (The Dark Tower) – Stephen King

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Você fala a verdade, sai, e eu digo obrigado.

Stephen King – A Torre Negra

Oi! Semana começando e uma série que vai terminando: depois dessa resenha de hoje só falta mais um livro, lançado anos depois da conclusão da série e que não é essencial para o entendimento da história da Torre. Explicarei isso melhor na próxima resenha, por enquanto vamos ficar com “A Torre Negra”, último livro da série homônima.

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Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

Recomeçando onde o livro anterior parou, Roland e Eddie estão no Maine enquanto Jake, padre Callahan e Susannah estão em Nova York. Depois de se encontrar com Susannah e se despedir do padre, Jake encontra um caminho de volta para o Mundo Médio, para onde também voltam Roland e Eddie. Faltando pouco para chegar à Torre e fugindo de Mordred Deschain, o filho de Roland com Mia, filha de ninguém (o Chapinha), o ka-tet tem que enfrentar os agentes do Rei Rubro enquanto o caminho individual de cada um vai sendo traçado.

Terminar a série foi, para mim, muito dolorido. É o tipo de história que realmente te prende, e ao mesmo tempo que eu queria saber o final e ver como a saga da Torre terminava, não queria me despedir das personagens às quais me apeguei.

A narrativa é ótima, e a mistura de mitologias só deixa o livro mais rico – procurem por “Mordred” no google e vão entender do que estou falando. Gosto muito da escrita do King, e mesmo que não fique tão fã das histórias de terror pelas quais ele ficou realmente famoso, sei que “A Torre Negra” é uma história que vai ficar comigo.

As personagens são as mesmas dos livros anteriores, com acréscimos ocasionais de personagens secundárias que ajudam a história a andar. Dessas secundárias gostei muito de Cullum, que ajuda Roland e Eddie a encontrar o caminho dentro do Maine. Além disso gostei bastante da participação do próprio King nesse volume. É melhor que a participação no livro anterior, certamente.

A série se encerra nesse livro, e o próximo a ser resenhado, “O Vento Através da Fechadura” se passa, na realidade, entre “Mago e Vidro” e “Lobos de Calla”, mas se você não quiser não precisa lê-lo; vou explanar um pouco mais sobre isso na resenha dele.

Uma série excelente, com uma mitologia fantástica e que, se demora pra te prender, quando o faz não te deixa mais. Muito mais do que recomendado!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos e até a próxima!

Série “A Torre Negra”:

01 – O Pistoleiro

02- A Escolha dos Três

03- As Terras Devastadas

04- Mago e Vidro

05- Lobos de Calla

06- Canção de Suzannah

07- A Torre Negra

4.5 – O Vento Através da Fechadura

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Canção de Susannah (Song of Susannah) – Stephen King

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Oi! Antes de começar o post devo avisar que essa semana será especial: além das resenhas habituais de hoje e de quarta, teremos uma no sábado, então fiquem ligados. Estamos quase chegando ao fim de mais uma série aqui no blog, que é a “A Torre Negra”, mas ao invés dos sete livros iniciais, incluirei o oitavo, que se situa entre “Mago e Vidro” e “Lobos de Calla”, e que vou resenhar ao final dos sete originais (e aí explico como funciona essa de entrar no meio da série). Por enquanto, fiquemos com o sexto livro, “Canção de Susannah”.

Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

Depois de concluir sua missão em Calla, o ka-tet precisa se separar para encontrar Susannah (e Mia dentro dela) e salvar a rosa: Jake e Callahan vão atrás de Susannah e Rolland e Eddie vão atrás de Tower, para salvar o terreno. Os quatro vêm para o nosso mundo, e enquanto Jake e Callahan rumam para Nova York – onde Susannah e Detta estão lutando para manter Mia viva até que possa parir o chapinha -, Rolland e Eddie vão para o Maine, onde Tower simplesmente não parece colaborar. Nesse meio tempo, Susannah faz descobertas importantes sobre a Torre, e percebe que Mia entrou em um acordo em que não conhecia todas as cláusulas. O tempo está passando…

Bom, este é o segundo menor livro da série, e apesar de fazer parte da saga da Torre (e, consequentemente, da vida de Rolland), é centrado em Susannah e seus problemas para ter o bebê (ou chapinha, como Mia o chama). Como ele é centrado em Suze, acaba por ser um livro bem mais psicológico do que os anteriores, pois é na cabeça dela que muita coisa sobre a Torre e sobre cada uma das personagens se esclarece.

A personagem nova que aparece nesse livro é, de longe, a mais interessante de todas que vimos até agora: o próprio Stephen King. Explico: em 1999, King sofreu um acidente que o deixou entre a vida e a morte, e seus fãs ficaram preocupados que ele morresse sem terminar a história da Torre (quanto carinho, não?), que até ali só tinha chegado até “Lobos de Calla”. Toda a obra dele sofreu uma influência, direta ou indireta, desse acidente, e com sua maior empreitada/obra não podia ser diferente. Os pistoleiros devem se encontrar com King e convencê-lo a continuar escrevendo a história da Torre, para que possam chegar ao final de sua missão.

A escrita é tão excelente quanto o restante da série e os elementos psicológicos são de tirar o fôlego. Ainda assim, no meu ranking pessoal da série, este livro fica em 5º lugar. Não conseguiu me conquistar tanto quanto os outros, e foi, definitivamente, superado pelo último. Ainda assim é um ótimo livro e essencial para o entendimento da série: recomendo! Se tiverem a oportunidade, não deixem de conhecer a saga da Torre!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos e até a próxima!

Série “A Torre Negra”:

01 – O Pistoleiro

02- A Escolha dos Três

03- As Terras Devastadas

04- Mago e Vidro

05- Lobos de Calla

06- Canção de Suzannah

07- A Torre Negra

4.5 – O Vento Através da Fechadura

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Lobos de Calla (Wolves of the Calla) – Stephen King

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Oi! Para a última resenha da semana resolvi continuar com uma série que está um tanto atrasada. Demorei com este livro porque o anterior foi realmente o meu preferido, e escrever a resenha dele me sugou um pouco a vontade de continuar resenhando a série; precisava de um tempo dela, mas agora cá estou para continua-la: hoje é dia de “Lobos de Calla”.

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“Depois de sair de uma Topeka alternativa e escapar do mago Randall Flagg, o ka-tet de Roland chega à vila de Calla Bryn Sturgis, onde encontram o Padre Callahan (“A Hora do Vampiro”, em inglês “Salem’s Lot”). O povo da cidade pede aos pistoleiros que o defenda da ameaça dos Lobos — cavaleiros mascarados que surgem uma vez a cada geração para roubar metade das crianças do local e devolvê-las semanas depois, física e mentalmente incapacitadas. Enquanto isso, na Nova York de 1977, a Corporação Sombra planeja atacar o terreno baldio onde floresce a Rosa, manifestação da Torre Negra no mundo atual. O ka-tet tem, então, duas missões: defender o povo da cidade de Calla e proteger a Rosa em Nova York; o relógio corre e o tempo diminui, e as duas missões são dificultadas pelo estranho comportamento de Suzannah, que está sofrendo as consequências de uma atitude que tomou no início da jornada pela Torre.”

Esse livro é bem carregado de tensão, já que o ka-tet descobre uma limitação de tempo entre a NY de 1977 e a cidade de Calla, o que significa que a batalha contra os Lobos deve terminar em um momento quase exato, e os planejamentos para essa mesma batalha são entremeados com viagens para proteger a Rosa. Além disso, o ka-tet percebe que Suzannah está grávida do demônio que a violentou em “As Terras Devastadas”, o que acaba criando outra “missão”: proteger Suzannah de si mesma, do bebê que carrega, e da mãe do bebê, uma personalidade chamada Mia, filha de ninguém, que está “morando” no corpo de Suze. Todas essas missões e tarefas já seriam motivo suficiente para deixar o leitor ligado, mas King não ia deixar tudo assim tão simples: o livro é recheado de referências – diretas e indiretas – a livros, filmes e HQs, além de entremeado com outro livro dele, “A Hora do Vampiro” (que eu ainda não li).

As personagens são as mesmas dos livros anteriores acrescidas dos moradores de Calla e do Padre Callaham. Gostei do Padre, que pelo resumo que ele faz de sua história parece um homem atormentado, mas minhas personagens preferidas foram as mulheres da cidade, que formam as “Irmãs de Oriza” e que mostram, de novo, o poder que as mulheres têm dentro de si (a maioria delas, inclusive, é mais corajosa que a maioria dos homens da cidade).

Gostei muito da história desse livro, mas ele foi o que me deu mais claramente a sensação de que eu só vou entender cada milímetro de narrativa no dia que ler/vir absolutamente tudo que King faz referência (não estou dizendo que isso é ruim, mas que a obra é bem mais complexa do que eu imaginei no início, quando comecei a ler). No meu ranking – bem pessoal – da série esse livro fica em 3º lugar, portanto mais do que recomendado.

Espero que tenham gostado! Bom restinho de semana e até a próxima!

Série “A Torre Negra”:

01 – O Pistoleiro

02- A Escolha dos Três

03- As Terras Devastadas

04- Mago e Vidro

05- Lobos de Calla

06- Canção de Suzannah

07- A Torre Negra

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Mago e Vidro (Wizard and Glass) – Stephen King

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Oi! Hoje a resenha é – finalmente! – do meu livro preferido da série “A Torre Negra”, “Mago e Vidro”. Já aviso de antemão que o livro é bem triste e dramático, mas belíssimo! Stephen King me surpreendeu várias vezes ao longo da leitura da série com sua capacidade de contar vários tipos de histórias!

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Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“A estranha e inesquecível odisseia de Roland de Gilead em busca da Torre Negra continua. No quarto volume da série imaginada por Stephen King, novos perigos ameaçam o destino de Roland. Mago e Vidro retoma a eletrizante narrativa interrompida em As Terras Devastadas. Depois de enfrentar a terrível ameaça do monotrilho Blaine, o último pistoleiro e seus seguidores desembarcam na cidade de Topeka, no Kansas, e retomam o caminho do Feixe de Luz que conduz à Torre Negra. Roland revela então aos companheiros a história de seu passado, e a trágica perda de seu grande amor de juventude, a bela Susan Delgado de Hambry, no baronato de Meijis.”

O livro basicamente conta a história de amor de Susan e Roland. O Pistoleiro começa narrar sua história mais ou menos na página 100 e termina quase no final, e é nessa narrativa dele, finalmente, que podemos entender até onde ele vai pela Torre. A primeira coisa que eu gostei nessa história foi o fato de poder montar uma cronologia melhor da história do Roland. Até aqui só tinha vislumbres do que tinha acontecido com ele desde que se tornara um pistoleiro, e “Mago e Vidro” preencheu bem essas lacunas. A segunda coisa de que gostei muito foi a oportunidade de conhecer seus amigos de escola, companheiros de seu primeiro ka-tet, Curthbert Allgood e Alain Johns; Bert se parece bastante com Eddie no jeito brincalhão que tanto irrita Roland, e Alain lembra Jake, com sua sensibilidade fora do comum. A terceira coisa que me encantou, e que tornou esse livro meu preferido, foi a história de amor de Roland e Susan.

Susan é uma moça bela e corajosa, que é obrigada pela tia, Cordelia, a fazer coisas que não quer para “ajudar a família”, como por exemplo se comprometer a ser amante do Prefeito Hart Thorin. Ela se apaixona por Roland, que entrou na cidade disfarçado, e acaba por ajudá-lo com a missão que, originalmente, o levou ao baronato de Mejis. Os dois se tornam amantes, e Roland, com a ingenuidade de um menino de 14 anos, tenta manter a relação em segredo ao mesmo tempo em que faz as investigações ordenadas pelo pai e tenta lidar com os Caçadores do Grande Caixão, uma estranha irmandade que parece ter uma influência maligna na cidade de Hambry. Como acontece com quase todos que se envolvem com Roland, o destino de Susan não é feliz, mas não vou dizer o que acontece. O que vou dizer é que, se você está lendo a série e chegou até aqui, já deve ter notado que não dá pra abandonar a leitura. E se você, como eu, for muito “manteiga derretida”, seu coração vai se partir, muitas vezes e em muitos pedaços! Leiam, se puderem! É uma série maravilhosa, o livro é super bem escrito e Stephen King me fez sentir com 14 anos de novo, experimentando o primeiro amor (e um bem dramático, diga-se de passagem!).

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos e até a próxima!

Série “A Torre Negra”:

01 – O Pistoleiro

02- A Escolha dos Três

03- As Terras Devastadas

04- Mago e Vidro

05- Lobos de Calla

06- Canção de Suzannah

07- A Torre Negra

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