As Terras Devastadas (The Waste Lands) – Stephen King

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Última resenha da semana e é hora de Roland e seu ka-tet atravessarem “As Terras Devastadas”, ainda em busca da Torre Negra, no livro que realmente começou a me atrair feito um ímã para aquela que é considerada a maior obra de Stephen King. Nesse livro eu comecei a ter um vislumbre melhor da mitologia que envolve a Torre, e comecei a ver sentido em algumas coisas que até então não estavam muito bem explicadas, então comecei a me envolver de verdade. Preparem-se para a resenha do próximo livro: foi meu preferido na série e partiu meu coração mil vezes!

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Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“Neste terceiro volume da série, Roland, o último Pistoleiro, se aproxima ainda mais da Torre Negra de seus sonhos e pesadelos – atravessando um deserto amaldiçoado em um mundo macabro que é uma imagem distorcida do nosso próprio mundo. Junto com Roland estão dois daqueles que ele levou consigo para esse universo: o ex-viciado nova-iorquino Eddie Dean e Susannah, nova identidade da mulher que combina em um mesmo corpo duas personalidades distintas. À sua frente estão as extraordinárias revelações sobre quem ele é e o que o motiva em sua busca. E contra ele se perfila uma legião cada vez mais numerosa de inimigos, humanos ou não. À medida que o ritmo da ação e aventura, da descoberta e do perigo se acelera cada vez mais, o leitor é irremediavelmente absorvido por um drama espetacular ao mesmo tempo assustador como um pesadelo… e estranhamente familiar.”

Bom, as personagens em “A Torre Negra” são basicamente as mesmas ao longo da série, aparecendo, em cada volume novo, algumas secundárias que ajudam a conduzir a história. Nesse livro o ka-tet de Roland finalmente se completa, e a novidade maior é ver a interação entre cada um dos membros desse grupo. Roland passa por uma fase difícil durante a história, e é bem sofrido acompanhar a luta dele para recuperar a razão, mas quando isso acontece é como um banho fresco em um dia quente! Jake é uma personagem de que eu gosto bastante, me identifico com ele: ainda tão criança, e tão precoce, sofrendo problemas de gente grande. Também fui assim quando criança, mas não acho que tenha tido a mesma coragem dele. Gostei de vê-lo interagir com Roland, e gostei de ver a família que o ka-tet vai se tornando, mesmo que a contragosto (principalmente da parte de Eddie).

A história desse livro é tensa, dura, mas bem gratificante: finalmente começamos a entender direito o que é a Torre Negra, o que ela representa para o mundo (mas só dá pra ver a extensão dela na alma do Roland no próximo livro). O único outro livro do Stephen King que eu tinha lido antes dessa série foi “Os Olhos do Dragão”, e ele não me deixou tão tensa quanto essa série! Passei uma boa parte do tempo me sentindo como uma corda que foi muito esticada e que pode quebrar a qualquer momento! Acho que, até aqui, não estava acostumada a esse tipo de leitura, e olha que me orgulho de ler de tudo, sem preconceitos prévios (se vou gostar do livro, ou não, já é outra coisa…). Gostei bastante desse livro, se fizesse um ranking da série, ficaria para mim, em termos de preferência, em segundo lugar (fiquei surpresa ao me dar conta disso! Só percebi enquanto escrevia…). Muito recomendado!

Espero que tenham gostado! Bom restinho de semana (e fim de semana), e até a próxima!

Série “A Torre Negra”:

01 – O Pistoleiro

02- A Escolha dos Três

03- As Terras Devastadas

04- Mago e Vidro

05- Lobos de Calla

06- Canção de Suzannah

07- A Torre Negra

Para ajudar a entender os termos da série, clique aqui e acesse uma wiki que pode ajudar!


A Escolha dos Três (The Drawing of the Three) – Stephen King

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Oi! Faz uma bela segunda feira em Brasília, iniciando minha última semana de aulas do semestre (o 2º/2012 ainda…) e última semana de trabalho no MRE. Não vou chorar minhas pitangas sobre isso, pelo menos não agora. Quero ficar bem calma e feliz pra fazer boas provas amanhã, mas a verdade é que sempre fico meio tensa e ansiosa, então, pra combinar com esse humor, a resenha de hoje continua a série “A Torre Negra” com o segundo volume da saga, “A Escolha dos Três”.

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Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“Um derradeiro confronto com o homem de preto revela a Roland, nas cartas de um baralho de tarô, aqueles que deverão ajudá-lo em sua busca pela Torre Negra: o Prisioneiro, a Dama das Sombras e a Morte. Para encontrá-los, o último pistoleiro precisará atravessar três intrigantes portas que se erguem na deserta e interminável praia do mar Ocidental. São portas que o levam a um mundo diferente do seu, em outro tempo, de onde ele deverá trazer seus escolhidos: Eddie Dean, um viciado em heroína; Odetta Holmes, uma bela jovem negra que perdeu as pernas em um medonho acidente e sofre de misteriosos lapsos de memória; e o terceiro escolhido, a Morte, que vai embaralhar mais uma vez o destino de todos. A primeira porta o leva à Nova York dos anos 1980 e a Eddie Dean. A segunda transporta o pistoleiro à mesma cidade, mas dessa vez na década de 1960. A Dama das Sombras que Roland encontra atrás dessa segunda porta é Odetta Holmes. Roland e Eddie não demoram a descobrir que a mente de Odetta abriga também a malévola Detta Walker, num evidente distúrbio de dupla personalidade. Com o terceiro escolhido, A Morte, as cartas tornam a se embaralhar e a busca de Roland pela Torre Negra sofre uma nova e imprevisível reviravolta.”

A história se desenvolve melhor nesse livro, é bem mais interessante que o primeiro, e eu li rapidamente. Bom, pelo menos depois que a primeira porta aparece. Eddie, a primeira personagem nova a aparecer, é um jovem bonito e no caminho da destruição: viciado em heroína e carregando drogas em um avião para libertar o irmão do criminoso Enrico Balazar, não parece ser alguém que durará muito mais na vida. Roland intervém para ajudá-lo a se livrar de Balazar e o leva para seu mundo, o que não agrada Eddie nem um pouco, ainda mais depois que Roland joga suas drogas no mar. Odetta é doce, educada, inteligente; não demonstra resistência ao mundo de Roland, e chama a atenção de Eddie. Detta é agressiva, maldosa e cruel; não gosta de ter sido levada ao estranho mundo do Pistoleiro, e tenta retornar de todas as formas. Não vou falar de Jack Mort, pois seria um spoiler muito grande. O que posso dizer é que é um alívio ver que essa peregrinação do Pistoleiro não será tão solitária, e que apesar de não termos um vislumbre tão bom assim das personagens, elas já começaram a me conquistar.

“A Escolha dos Três” é um bom livro, mas eu não sei se é porque eu gostei muito mais dos próximos que não consigo considerá-lo ótimo. É, no entanto, bem escrito e interessante. Não é o melhor da série (para mim é o 4º, “Mago e Vidro”) e passa longe de ser o melhor que já li, mas é essencial para o entendimento da série, e, como eu disse na resenha d’O Pistoleiro, a série é excelente. Eu a terminei logo depois daquela resenha, e fiquei muito feliz com o final. Leiam, não vão se arrepender!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós, e boa sorte pra mim.

Série “A Torre Negra”:

01 – O Pistoleiro

02- A Escolha dos Três

03- As Terras Devastadas

04- Mago e Vidro

05- Lobos de Calla

06- Canção de Suzannah

07- A Torre Negra

Para ajudar a entender os termos da série, clique aqui e acesse uma wiki que pode ajudar!


O Pistoleiro (The Gunslinger) – Stephen King

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Oi! Eu sei que não devia começar mais uma série já que devo ter pelo menos três que ainda não foram encerradas mas não pude resistir! Eu comecei a ler o primeiro livro da série “A Torre Negra”, “O Pistoleiro”, quando tinha 16 anos, no terceiro ano do ensino médio. Minha amiga Chris me emprestou e eu comecei a ler na mesma hora, ávida! O problema é que o primeiro livro parece um teste de resistência!

“O Homem de Preto fugia pelo deserto e o Pistoleiro ia atrás.”, começa o livro. E continua assim, nessa perseguição, por basicamente toda a narrativa. Claro, outras coisas acontecem, outras pessoas aparecem (mas, acreditem, esse momento DEMORA a chegar) e aí parece que a história está caminhando. Só que ela para de novo! E mais um pouco de emoção vem, e aí… mais lerdeza na narrativa! O que aconteceu, tantos anos atrás, quando peguei o livro emprestado com a Chris? Devolvi sem terminar de ler e pensei “daqui uns anos, quando eu desenvolver o dom da paciência, eu pego pra ler de novo”. Bom, ano passado parei pra pensar e achei que tinha desenvolvido o tal dom o suficiente pra conseguir terminar. Consegui mesmo, mas foi um quase enorme! Como eu já falei sem parar sobre minha história com o livro, que tal conferir uma sinopse “oficial”?

“Conheça Roland Deschain, último descendente do clã de Gilead, e derradeiro representante de uma linhagem de implacáveis pistoleiros desaparecida desde que o Mundo Médio onde viviam “seguiu adiante”. Para evitar a completa destruição desse mundo já vazio e moribundo, Roland precisa alcançar a Torre Negra, eixo do qual depende todo o tempo e todo o espaço, e verdadeira obsessão para Roland, seu Cálice Sagrado, sua única razão de viver. O pistoleiro acredita que um misterioso personagem, a quem se refere como o homem de preto, conhece e pode revelar segredos capazes de ajudá- lo em sua busca pela Torre Negra, e por isso o persegue sem descanso. Pelo caminho, encontra pessoas que pertencem a seu ka-tet – ou seja, cujo destino está irremediavelmente ligado ao seu. O pistoleiro não conseguirá chegar sozinho ao fim da jornada que lhe foi predestinada. Na verdade, sua aventura se estenderá para outros mundos muito além do Mundo Médio, levando-o a realidades que ele jamais sonhara existir.”

Quando eu disse que o livro é um teste de resistência não quis dizer que ele é ruim, mas sim que é maçante. Eu compreendo, agora que estou no fim da série, que esse ritmo era importante para que o leitor ficasse preparado para o restante da história, que é bem mais dinâmica nos próximos volumes. É como se aqui precisássemos nos purificar para a jornada, e sentir um pouco o que são todos esses anos em que Roland perseguiu o homem de preto.

Aliás, falando em Roland, ele é bem durão. A história se passa em um mundo que parece um Velho Oeste americano, misturado com nossa realidade atual, a Idade Média e ainda uma realidade nossa que tenha evoluido ao contrário (da máxima tecnologia a um ponto onde energia é coisa de cidades grandes!), e Roland parece saber de tudo (com a passagem da série dá pra ver que não é bem assim, mas no início, não). Outra personagem importante é John “Jake” Chambers, um garoto que aparece no caminho dele e que representa o filho que Roland nunca teve. O menino é doce nesse primeiro livro, mas isso muda mais pra frente. E chega de resenha que se não eu entrego o final!

Resumo da ópera? Eu adorei a série, vou começar a ler o último livro agora, e recomendo com gosto que se vocês começarem a ler, tenham paciência: a narrativa melhora a partir do segundo livro. Leiam o livro, tenham uma ótima semana, beijos e até a próxima!

Série “A Torre Negra“:

01 – O Pistoleiro

02- A Escolha dos Três

03- As Terras Devastadas

04- Mago e Vidro

05- Lobos de Calla

06- Canção de Suzannah

07- A Torre Negra