O Noivo da Minha Melhor Amiga (Something Borrowed) – Emily Giffin

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Oi! Primeiramente eu gostaria de agradecer a todos que, de uma forma ou de outra, me parabenizaram pelo aniversário do blog! Foi um dia muito legal, em que eu ganhei até abraços de parabéns, tamanha a repercussão do post! Eu não poderia estar mais feliz! Em segundo lugar, cá estou eu com a resenha da semana, um livro que eu li anos atrás e que me despertou sentimentos confusos e divididos – que até hoje não se resolveram bem. É dia de “O Noivo da Minha Melhor Amiga” (caso clássico de nome intraduzível).

somethingborrowed

““O Noivo da Minha Melhor Amiga” conta a história de Rachel, uma jovem advogada de Manhattan. A moça, sempre vista por si mesma e por seus amigos como a “certinha” e bem-comportada, muda radicalmente no seu aniversário de trinta anos, após a festa oferecida por sua melhor amiga, Darcy. Meio deprimida por chegar aos trinta sem o marido e os filhos que imaginava ter a essa altura da vida, Rachel se excede na comemoração e termina a noite na cama com Dex, seu grande amigo de faculdade e noivo de Darcy. Até a noite em que ficou com Dex, Rachel era o modelo de filha e amiga perfeita, embora se visse como um fracasso. Nunca transgrediu as leis, nem mesmo as de horário de trabalho, ao contrário da egoísta, narcisista mas irresistível Darcy, em torno da qual Rachel e, posteriormente, Dex sempre orbitaram. Enquanto a boa moça e tímida Rachel teve alguns poucos namorados e conseguiu um emprego estável porém sem graça num escritório de advocacia, a linda e popular Darcy namorou todos os bonitões do colégio, construiu uma glamourosa carreira de Relações Públicas e sempre conseguiu tudo o que quis, inclusive manipular e obrigar Rachel a fazer o que desejava. Agora, após a noite com o noivo da melhor amiga, Rachel acorda determinada a esquecer para sempre o fatídico encontro, mas acaba descobrindo que sempre amou Dex. E, apesar da amizade a Darcy, começa a perceber que ela não é exatamente o que se espera de uma melhor amiga. À medida que a data do casamento se aproxima, Rachel se desespera com a urgência da decisão que precisa tomar e acaba passando por uma profunda reavaliação de sua vida, para concluir que “certo” e “errado” são conceitos muito relativos.”

Eu não lembro como esse livro foi parar na minha mão. Sequer me lembro se o li em ebook ou em forma física. O que me lembro é que eu li a história super depressa e que revirei a internet atrás do segundo volume – acho que até hoje ele não foi traduzido e publicado no Brasil! A história acaba por te envolver tanto que nem parece com um chick-lit tradicional, pelo menos pra mim! Sempre que leio livros desse gênero acabo com a impressão de que eles não ficam na minha mente, no sentido de me deixar intrigada. São um alívio, um calmante, livros em que eu sei que tudo vai dar certo e que vai acontecer um final feliz, e não livros que vão me deixar pensando sobre as atitudes das personagens. Pois é, aqui eu fiquei cheia de conflitos!

É que lendo a história, por mais que eu visse que a Darcy era realmente uma vaca manipuladora, não consegui achar certa a atitude da Rachel de continuar saindo com o Dex. A primeira vez que os dois ficam juntos eu até tentei racionalizar (“estavam bêbados, nem sabiam o que estavam fazendo”, etc.), mas depois disso já achei a coisa toda errada! Por que não falar com a Darcy? Abrir o jogo, resolver o problema? Por que continuar se vendo pelas costas dela, tornando a coisa toda desleal e mais feia do que já era no início? Aí o conflito: e quando eu notei que o Dex, na realidade, sempre amou a Rachel, e só ficou com a Darcy porque ela o manipulou pra isso? Por que ele não foi mais forte? Por que a Rachel não demonstrou o que sentia? Por que a Darcy continuou com alguém que visivelmente não a amava tanto assim? São perguntas demais e eu ainda não tenho a resposta, mas sei que o segundo livro foi mais fácil de digerir que o segundo – o fato de seguir uma fórmula mais tradicional provavelmente tem algo a ver com isso.

Apesar de provavelmente parecer que não, eu gostei bastante do livro! Não é uma leitura das mais fáceis, mas eu acho que dá pra aprender com livros e situações assim. Sobre o título intraduzível eu falo na resenha do próximo livro, assim pelo menos não dou mais spoilers do que deveria!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós, bom feriado e até a próxima!

Darcy & Rachel:

01- Something Borrowed (O Noivo da Minha Melhor Amiga)

02- Something Blue


Noiva por Acidente (Accidentally Engaged) – Mary Carter

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Oi! Desculpem a demora para sair a resenha de hoje! Eu levantei com dor de cabeça, então tive que tomar remédio e deitar de novo até melhorar, por isso me atrasei. De qualquer modo, como apesar das férias estou num humor esquisito, bem mais ou menos, escolhi um livro também bem mais ou menos. É dia de “Noiva por Acidente”.

noivaporacidente

“Clair Ivars é uma jovem vidente com o objetivo de fazer uma jornada espiritual para esquecer o iminente casamento do ex-marido com uma bailarina. Após uma leitura do tarô muito diferente, o caminho de Clair se cruza com o da família Heron. Por meio desse encontro, ela conhece os atraentes Jack e Mike. Existiria de fato amor à primeira vista? O homem certo se materializaria um dia? ‘Aquilo que tem de ser será’ seria uma expressão verdadeira? Tais questionamentos, que sempre habitaram sua mente, agora teriam de ser respondidos de uma vez por todas. Mesmo que para isso precisasse contar com a ajuda da avó e mentora – falecida há mais de vinte anos. ‘Noiva por acidente’ é uma moderna comédia romântica pontuada por momentos de suspense, ação e mistério. Irreverente e eletrizante, o livro parte de uma viagem despretensiosa para atingir uma trama complexa e deliciosa, capaz de emocionar, envolver e surpreender o leitor o tempo inteiro.”

Bom, o problema desse livro é a quantidade de informações em um espaço tão pequeno. Claire, pra começar, tem uma vida bem conturbada, então ela conta de seu passado e eu já comecei a me cansar aí. Logo depois disso, quando ela começa a se envolver nessa confusão com Jack e Mike, as coisas ficam mais complicadas, porque ela vai para a casa da família e aí acontece um caso de identidade trocada. Além disso existe a confusão amorosa. E a clarividência dela se evidencia, colocando-a em problemas o tempo todo. E tem um suposto fantasma. Ufa, cansei só de falar. A história não é ruim, veja bem, é até divertida, cheia de toques te sarcasmo, mas tudo acontece rápido demais e é meio difícil acompanhar sem ficar irritada com a autora.

As personagens são bem ok, mas acho que só gostei mesmo do suposto fantasma e de Claire. Não posso contar mais do que isso pra não estragar o livro, mas vale dizer que as personagens não me encantaram tanto assim, portanto não são a parte mais curiosa da história. Não é um livro ruim, só é simples e bobo, e existem chick-lits melhores, com o mínimo de procura. Eu li este daqui porque minha irmã o ganhou de presente e eu não consigo não ler os livros que tem na minha casa, ainda que não sejam meus. De todo modo, recomendo como uma leitura de ônibus ou avião, só pra passar o tempo mesmo.

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


Melancia (Watermelon) – Marian Keyes

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Oi! Minha semana segue boa, espero que a de vocês também! Hoje acordei meio sem criatividade, no entanto, e aí resolvi falar de um livro que li há muitos anos, diretamente sequestrado da estante da minha irmã. Vamos de “Melancia”.

“Foi demais da conta para Claire o dia do nascimento da sua filha. Ao acordar no quarto do hospital depara com o marido olhando-a na cama. Deduzindo tratar-se de algum tipo de sinal de respeito, ela nem suspeita de que ele soltará a notícia da sua iminente separação. Em seguida, dá meia-volta e deixa rapidamente o quarto. De fato, ele sai quase correndo. Com 29 anos, uma filha recém-nascida e um marido que acabou de confessar um caso de mais de seis meses com a vizinha, Claire se resume a um coração partido, um corpo inteiramente redondo, aparentando uma melancia, e os efeitos colaterais da gravidez. Claire volta a morar com sua excêntrica família: duas irmãs, uma delas obcecada pelo oculto, e a outra, uma demolidora de corações; uma mãe viciada em telenovelas e com fobia de cozinha; e um pai à beira de um ataque de nervos. Depois de muitos dias em depressão, bebedeira e choro, Claire decide avaliar os prós e contras de um casamento de três anos. E começa a se sentir melhor. É justamente nesse momento que James, seu ex-marido, reaparece, para convencê-la a assumir a culpa por tê-lo jogado nos braços de outra mulher.”

Como boa parte dos chick-lits que eu li, peguei na estante da minha irmã. É o gênero literário preferido dela, então ela sempre tem alguma coisa na estante. “Melancia” é dos mais “diferentões” do gênero, mas é uma leitura bem legal.

A narrativa da Marian é bem diferente, bem própria, mas é fácil de ler. Muita gente não gosta dela porque ela usa elementos da própria vida para compor seus livros, e ela teve uma vida meio trágica – nesse livro mesmo ela aborda depressão pós-parto e começa a falar um pouco de abuso de drogas. Eu não me incomodei, e achei até que foi um sopro de ar fresco um livro para entretenimento que não é tão previsível quanto seus pares.

As personagens são muito legais. Gostei muito de Claire, porque ela é muito determinada e tratou de dar a volta por cima depois da rasteira que levou da vida. De sua família, gostei de seu pai, meio avoado mas com um coração enorme e muito divertido. Não gostei muito das irmãs, dois exemplares de criaturas desmioladas e mimadas, e nem preciso dizer que o ex-marido merece total desprezo, né? No geral, as personagens e a história conversaram bastante bem, formando um conjunto orgânico. É um livro divertido mas não propriamente engraçado. Não vai mudar a vida de ninguém, mas com certeza vai render umas boas risadas. Recomendo!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos e até a próxima!


Sara Sem Silicone (Mine Are Spetacular!) – Janice Kaplan e Lynn Schnurnberger

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Oi! Mais uma sexta em que eu nem saberei o que é descanso, mas estou feliz. Não sei vocês, mas eu detesto me sentir parada e inútil, então ter muito pra fazer me faz bem, ainda que me deixe muito cansada. Para dar uma descontraída nesse fim de semana cheio de coisas, escolhi um livro descontraído, que li diretamente sequestrado da estante da minha irmã. Venham conhecer a Sara, em “Sara Sem Silicone”.

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“O primeiro marido de Sara fugiu para a Patagônia há oito anos, deixando-a com um bebê. Quem se importa? Ela acaba de se mudar com o filho para a casa do noivo, Bradford, por quem está perdidamente apaixonada. O mundo de Sara parece perfeito, até que a ex-mulher de Bradford resolve aparecer trazendo a tiracolo a filha adolescente, que está louca para reunir os pais, sua melhor amiga está em um relacionamento complicado – e não parece saber disso -, sua vizinha e amiga, Berni Davis, está lidando com uma gravidez de gêmeos (depois de ter largado uma bem sucedida carreira como empresária, em Hollywood, para construir uma família), e seu ex-marido resolve retornar, declarando um amor sem fim que só faz Sara ficar mais confusa. Como lidar com tantos problemas e a pressão da idade, que vem chegando e trazendo questionamentos – sobre colocar silicone, por exemplo?”

Eu sinceramente não me lembro de como esse livro foi parar na estante da minha irmã, mas lembro que depois que ela terminou de ler e disse que tinha gostado, eu peguei pra conhecer também. Dei boas risadas e achei que o livro é um bom representante de seu gênero literário – dentro dos chick-lits que eu já li, inclusive, este é um dos melhores.

A história é divertida e fácil de acompanhar. Apesar de a protagonista ser Sara, suas amigas – Berni, a nova mamãe, e Kate Steele, a melhor amiga que é dermatologista de celebridades – também têm papéis de destaque na narrativa, e seus conflitos também são um pouco mostrados. Como a história se passa no condomínio onde Sara mora, um lugar finíssimo chamado Hadley Farms, onde as mulheres são lindas e educadas, mas tremendamente fúteis, as tensões são engraçadas. Sara tem que conviver harmoniosamente com todas, mas não se parece em nada – ou quase nada – com a maioria delas, e alguns diálogos do livro são muito divertidos por mostrar exatamente essas diferenças.

As personagens são muito boas, e minha preferida foi mesmo Sara. Sendo uma mulher real, que trabalhou e criou seu filho com todo o amor do mundo, ela tem, de repente, que lidar com pessoas e ambientes bem diferentes do que está acostumada, mas se sai muito bem na tarefa. Gostei de como ela lidou com os problemas que apareceram no livro, já que o que mais tem por aí são chick-lits cujas protagonistas são incrivelmente imaturas – e isso me dá nos nervos. Além de Sara, adorei Berni! Divertida e inteligente, ela não perdeu seu lado mulher-de-negócios quando resolveu ser mãe em tempo integral – e quando isso fica visível, as risadas são certas!

Como eu disse lá em cima, esse é um dos melhores chick-lits que eu já li! É inteligente e divertido, além de ter protagonistas maduras que lidam bem com seus problemas – claro que há insegurança e atitudes que pensamos que não combinam com “adultos”, mas a verdade é que sempre estamos crescendo, e é normal ter algumas crises de identidade de vez em quando. Recomendo bastante o livro como um exemplo de bom chick-lit!

Espero que tenham gostado! Bom fim de semana para todos e até a próxima!


Todo Mundo que Vale a Pena Conhecer (Everyone Worth Knowing) – Lauren Weisberger

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Oi! Com tanta coisa para fazer nos últimos tempos, não tinha nem me dado conta de que sexta feira que vem é feriado. Fiquei pensando, então, como ia fazer com as resenhas de reposição de fevereiro. Não decidi ainda, mas aviso vocês na quarta. Enquanto isso, vamos para a resenha de hoje, de Lauren Weisberger, autora de “O Diabo Veste Prada”, hoje é dia de “Todo Mundo que Vale a Pena Conhecer”.

“Bette Robinson só anda apressada pelas ruas de Manhattan, correndo pra baixo e pra cima, em seu emprego “semi-escravidão” no banco UBS. Ela já está cansada das 80 (!) horas de trabalho semanais, do cubículo claustrofóbico e das detestáveis frases-do-dia de seu igualmente detestável chefe. Aos 27 anos, a impulsiva Bette tem a certeza de que não vai sentir saudades do emprego. Ela decide se arriscar: simplesmente pede demissão, diz adeus e bye-bye. Graças a um tio colunista social, Bette conhece a diretora da Kelly & Company, a agência de RP e Eventos mais bacana de Nova York. De uma hora para outra, ela tem um emprego novinho em folha, cuja principal exigência é ver e ser vista. As novas responsabilidades de Bette passam a ser – morra de inveja! – frequentar as boates mais descoladas de Nova York e organizar as festas mais concorridas, de preferência as que atraiam celebridades como Jerry Seinfeld, Jay-Z e James Gandolfini. Mas é claro que tudo tem um preço, e, no caso de Bette, pode ser sua integridade e sua felicidade.”

Quando escolhi esse livro na livraria, foi na esperança de ler algo bem parecido com “O Diabo”, e considerando-se que era da mesma autora, parecia a escolha certa. Minhas expectativas não foram exatamente cumpridas, vou explicar o motivo.

Começando pelas personagens hoje, Bette é uma moça que esconde as coisas: esconde que faz parte de um clube do livro que só fala de “romances trash”, esconde da melhor amiga, Penelope, sua opinião sobre seu recém-noivado, esconde esconde esconde. No fim, acabei achando que ela não sabe o que quer da vida – o que é ok, difícil é saber o que você quer – e que, por isso, se deixa levar por qualquer sugestão que dão a ela. Sammy, o cara que se torna seu interesse amoroso, é o juiz: por ter se mantido fiel à cidadezinha onde nasceu, acha que é melhor que todos aqueles que preferem mudar de lugar e profissão. Penelope, a melhor amiga, é cega para os defeitos do noivo, e prefere acreditar que o casamento vai ser super feliz, ainda que as evidências digam o contrário. No fim, só gostei do tio de Bette, Will, e do marido dele, Simon, já que pelo menos os dois são coerentes.

A história é um problema, também: fiquei com a distinta impressão de que a autora, querendo repetir o sucesso de “O Diabo”, tentou escrever um universo muito similar, e o tiro saiu pela culatra: o livro parece uma cópia barata e com uma história meio forçada. Se as situações de Andy e Miranda eram baseadas no mundo real, as situações de Bette parecem exageros cruéis do que acontece no meio – ainda que eu não duvide que sejam reais. No fim, apesar dos momentos divertidos que Bette nos proporciona, especialmente no início da narrativa, não gostei muito do livro. É uma leitura pra quem quer só passar o tempo, mas mesmo assim eu sugeriria outros: esse daqui é bem decepcionante, infelizmente.

Espero que tenham gostado! Bom fim de semana para todos e até a próxima!