Brás, Bexiga e Barra Funda – Antônio de Alcântara Machado

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Oi! Acordei cansada, nunca um bom sinal, e me resolvi por uma resenha mais curtinha, mas de um livro de que gostei muito. Hoje é dia de “Brás, Bexiga e Barra Funda”, que eu li no Ensino Médio e que ficou comigo desde então.

“Brás, Bexiga e Barra Funda” é um livro de contos que retrata as situações cotidianas dos imigrantes italianos moradores dos bairros homônimos. Em cada pequeno conto, uma fração do universo desses imigrantes se revela, e podemos conhecer um pouco mais suas alegrias, tristezas, lutas e vidas.

Eu li esse livro para uma das etapas do PAS, lá no Ensino Médio, e gostei muito de cada pequeno universo que descobria ali. As histórias são organizadas em forma de artigos de jornal, utilizando-se de expressões ítalo-brasileiras da época, e pintam um retrato vivo da sociedade paulistana nos anos 20, além de trazerem situações que todo descendente de italianos pode identificar. Como a narrativa foi muito ligeira e direta, devorei o livro rapidinho – além disso, ele não é muito grande. Minha edição tem 78 páginas – então é um bom livro pra quem ainda não tomou gosto pelo hábito da leitura.

Como são várias histórias, são várias personagens, não dá pra falar de cada uma sem ter que falar de cada conto, o que ia acabar estragando um pouco a graça de quem quer realmente ler o livro. O que não posso deixar de falar sobre elas é que são muito bem descritas, além de muito interessantes. Fiquei muito encantada com como cada uma se encaixava tão bem na história que estava vivendo. Acho que sem personagens tão bem feitas, aquelas pequenas situações cotidianas não teriam o mesmo sabor, a mesma graça. Acho que foi por elas que gostei tanto desse livro! “Brás, Bexiga e Barra Funda” é excelente, e eu recomendo muito!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos e até a próxima!


Cinco Minutos – José de Alencar

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Oi! Ainda de repouso mas já bem melhor vim trazer uma resenha curtinha, porque preciso de tempo pra terminar algumas coisas. Hoje vou resenhar um conto, mas um que é um pouco maior do que as pessoas costumam considerar um conto – se tiverem interesse, pesquisem um pouco sobre a definição de conto e verão como ela não é exata nem mesmo entre os estudiosos de literatura!  Hoje é dia de José de Alencar e seus “Cinco Minutos”.

“Um rapaz perde seu ônibus por cinco minutos e, ao entrar no seguinte, senta-se casualmente ao lado de uma mulher cujo rosto estava coberto por um véu. A moça permite que ele lhe segure as mãos e lhe beije o ombro. A fim de localizar sua amada misteriosa, o narrador vai descobrindo mais detalhes sobre sua musa e espanta-se com os recursos da moça para permanecer incógnita. Várias viagens são necessárias até que o mistério se resolva e o casal possa encontrar a felicidade.”

Bom, a história é curtinha, tem entre 50 e 60 páginas, a depender da edição, mas é bem interessante. A narrativa de Alencar é um tanto floreada para descrever os sentimentos dos jovens e os dois são meio exagerados – fruto de suas idades e da época em que a história se passa – mas tudo se junta para formar uma combinação adorável e uma história leve e gostosa de ler.

As personagens principais são as que mais aparecem, e as secundárias servem apenas para fazer a história andar, sem terem enredos próprios ou histórias secundárias a serem desenvolvidas. É uma narrativa epistolar, então tudo é contado do ponto de vista do rapaz, D., que dirige a carta a uma prima. O nome de sua amada só é revelado quase ao final da história, e é interessante perceber como personagens cujos nomes sequer conhecemos podem nos cativar tanto.

Li essa história quando era bem novinha, devia ter uns 10 anos, e depois a reli para uma prova na faculdade. Foi bom reler e saber que tantos anos depois eu ainda gostava da história, e que ela era tão doce quanto me lembrava! Já mencionei que adoro José de Alencar, então fica mais uma recomendação de uma obra dele!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


As Mil e Uma Noites (هزار و یک شب)

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Oi! Pra quem se interessa, ainda estou de cama; também estou em contagem regressiva para quarta feira, quando devo saber se posso tirar a bota e bailarinar por aí. Nesse meio tempo resenho três vezes por semana e tento me distrair. Hoje trago algumas das minhas histórias preferidas, que leio e releio desde criança; é dia de “As Mil e Uma Noites”.

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“As Mil e Uma Noites” conta várias histórias dentro de uma história maior: o sultão Shahriar é traído pela esposa, e, como vingança, decide casar-se com uma esposa nova a cada dia, mandando executá-la após a noite de núpcias, para nunca mais sofrer com a infidelidade. Com muitas mulheres morrendo, seu reino está em desespero, e nada parece mudar até que a filha mais velha do grão-vizir, Sherazade, pede para ser a próxima a se casar com o sultão. Contando histórias que o maravilham, ela se mantém viva, na esperança de que a vingança do sultão se aplaque e que o reino não sofra mais com o castigo dado às mulheres.

Ganhei essa edição do livro que ilustra o post quando era criança. Eu e minha irmã lemos as histórias e nos encantamos profundamente, e, já mais velha, decidi comprar essa mesma edição novamente, para tê-la em minha biblioteca pessoal – a que ganhamos na infância ficou sendo da minha irmã. Hoje já sei que não é a melhor compilação nem a melhor tradução das histórias, e tenho planos de comprar uma edição melhor e mais completa, mas mantendo a primeira versão a conquistar meu coração.

Como é uma compilação de várias histórias (várias mesmo! Algumas têm histórias dentro de histórias dentro de histórias!) não dá pra fazer resumo de cada uma, mas dá pra falar do livro de uma forma mais geral; a narrativa é mágica, completamente incrível e daquele tipo que te transporta imediatamente para o mundo narrado. Como essas histórias fazem parte de uma tradição oral e seguem troncos diferentes dentro do mundo árabe pode ser que haja diferenças de tradução e estilo narrativo em cada compilação, mas não posso dar certeza – ainda – sobre isso.

Como são milhares de personagens e não dá pra falar de cada uma, quero falar de Sherazade; ela é corajosa e muito inventiva, e acaba por criar essa forma de salvar todas as mulheres do reino de um destino terrível. Gosto muito dela e de como ela pode contar com a irmã, Dinazade, para ajudá-la a pôr o plano em prática.

A edição que tenho pode não ser a melhor de todas, mas a verdade é que me cativou e conquistou minha atenção desde criança, e até hoje eu releio as histórias. Na minha opinião é um livro imperdível, que eu recomendo para qualquer pessoa, de qualquer idade!

Espero que tenham gostado! Bom fim de semana para todos e até a próxima!


Várias Histórias – Machado de Assis

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Oi! Hoje é aniversário da minha mamma, e eu queria homenageá-la, não só pelo simples fato de ser minha mãe e uma mulher maravilhosa, mas porque minha paixão por livros e leituras veio das histórias que ela me contava, desde que estava grávida de mim; até pensei em falar do livro que, segundo ela, era meu preferido na infância, mas achei que “A banheira da Alice” não era lá a coisa mais complexa do mundo para se resenhar, então me decidi pelo primeiro livro do Machado de Assis que li – e entendi, mas isso é história pra outro post – e que foi presente dela: “Várias Histórias”.

O livro compila as histórias publicadas em jornais entre 1884 e 1891. Cada história tem uma temática, elas não se completam nem servem para dar continuidade umas as outras. Minhas preferidas desse livro são “A Cartomante” (que virou filme em 1974 e 2004 – vale dizer que eu não vi nenhuma das duas versões, não sei se são boas) e “Um Apólogo”, e a que eu menos gosto – por um trauma da faculdade, também assunto pra outro post – é “Uns Braços”; vou falar um pouquinho de cada uma dessas três pra ilustrar melhor.

“A Cartomante” conta a história do triângulo amoroso entre Rita, Camilo e Vilela, que é movido e levado à cabo pela Cartomante, charlatã misteriosa que ilude a todos e que, ainda assim, influencia os pensamentos e emoções das personagens. “Um Apólogo” é uma história incrível, que mostra um diálogo entre uma linha e uma agulha; elas discutem para saber quem é mais importante e essencial, e a quantidade de metáforas existentes para o nosso mundo é enorme, e o final é interessantíssimo (e engraçado). “Uns Braços” conta a história de Inácio, um jovem que mora na casa do patrão, o solicitador Borges, e que se interessa por dona Severina, a esposa do patrão; o conto tem esse nome pois dona Severina anda sempre com os braços à mostra, o que, na época, era sinal de vulgaridade e informalidade.

Gosto de “A Cartomante” por seu elemento ligeiramente sombrio, misterioso! Esse tipo de história sempre me encanta e me chama a atenção, e talvez seja por isso que goste tanto de ler romances policiais! “Um Apólogo” é uma história engraçada e que nos faz pensar, apesar de parecer tão simples; me lembra um pouco as fábulas de Esopo, de que eu tanto gosto. “Uns Braços” nunca me chamou muito a atenção, e depois do tal trauma na faculdade eu tomei um pouco de raiva do conto. Mas não se prendam pela minha opinião! Leiam, é um dos contos mais famosos de Machado!

O livro como um todo é uma ótima forma de conhecer a obra de Machado de Assis. Começando por histórias pequenas, dá pra ir se acostumando com o estilo de escrita dele antes de passar para um livro maior, então, se você quer começar a ler Machado, “Várias Histórias” pode ser um ponto de partida interessante!

Espero que tenham gostado! Boa semana, e até a próxima!

P.S.: Feliz aniversário, mamma! Obrigada por ser quem é e ter me ajudado a ser quem sou! Eu te amo!


Meu amor é um vampiro – Várias autoras

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Oi gente! Então, eu já achei a proposta super interessante por ser uma coletânea de contos de autores brasileiros, ainda mais sobre vampiros, que é um tema que eu gosto desde pequena! Só que obviamente que ele ia ter que esperar muito na minha lista, já que eu quero mais livros do que posso comprar, então já tinha perdido as esperanças de lê-lo, até que… tchanananã! Eu o ganhei em uma promoção do Lost! kkk! Alegria! “Meu amor é um vampiro” é o livro da vez!

Quando o livro chegou eu segui a ideia da Ju que ela contou no blog depois que leu o livro: ler o livro aos poucos, pra absorver a emoção de cada conto. Ao contrário da Ju eu nunca tive esses problemas, engulo o livro e consigo sentir a emoção de cada história separadamente, mas ter lido só dois ou três contos de cada vez serviu pra aumentar a experiência!

Não vou resumir cada conto, porque eles são pequenos e se eu tentar resumir vou estragar a graça deles, mas tenho que dizer meus favoritos! E são eles: “O Presente”, da Valeria Hadel, “A Rosa e  O Negro”, da Nazareth Fonseca, e “Nix”, da Giulia Moon. Recomendo demaaais a leitura, porque além de ser ótimo, divertido e emocionante, o livro é brasileiro, e nós devemos incentivar nossos artistas, que escrevem histórias tão maravilhosas, não é mesmo? Além disso é bom ver vários tipos de vampiros pela perspectiva de autores nossos: com a moda dos vampiros já sabemos como os gringos os adaptaram, mas tinha ficado faltando o que os brazucas acharam!

Espero que tenham gostado! Beijos a todos e até a próxima!