Lembrança (Remembrance) – Meg Cabot

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Oi! É, eu sei: mal vem aqui e quando vem resenha dois livros seguidos da mesma autora. Perdoem-me, mas eu acordei precisando de finais felizes – ou começos felizes, acho que depende de como você encara. O que importa é que vim aqui, né? Ando procurando pequenos sinais de normalidade, e depois de alcançar parte disso com a minha própria casa é a vez de tentar com o blog. Já que não estou fazendo sentido nenhum e falando sozinha, é hora de resenha. Sem mais delongas, é dia de “Lembrança”, último (?) livro da série “A Mediadora”.

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Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“Meg Cabot retorna com uma divertida e sexy continuação da saga de Suzannah Simon, a menina que via fantasmas… e os ajudava a passar para a luz. Agora, mais velha e experiente, tudo que Suze quer é causar uma boa impressão no primeiro emprego desde sua formatura — e desde o noivado com o Dr. Jesse de Silva, ex-espírito e sua alma gêmea. Como não bastasse, um fantasma de seu passado resolve aparecer. E esse não é um espectro que ela possa mediar. Afinal, Paul Slater está bem vivo, milionário e, ainda por cima, é o novo proprietário da antiga casa de Suzannah. Aquela na qual conheceu Jesse. Isso não seria um problema se ela não tivesse acabado de descobrir que uma antiga maldição poderá transformar seu amado num demônio, caso seu antigo local de descanso seja demolido, como Paul pretende. Agora ela precisa dar um jeito em Paul, que a está chantageando sexualmente — isso mesmo… ou ela dorme com ele, ou perde Jesse —, enquanto tenta ajudar uma caloura assombrada por uma menininha muito poderosa…”

Como eu mencionei na resenha anterior, a Meg resolveu reviver séries (alô, Diário da Princesa…) e felizmente “A Mediadora” saiu da geladeira, porque eu adoro a história da Suze. Gosto do fato de ela ser cheia de personalidade, não ser mega inteligente mas ser durona e corajosa. Ver como ela está anos depois do primeiro final da série foi super legal, porque deu pra ver que, enquanto muita coisa mudou, o essencial continuou como sempre foi. O Jesse ficou um tantinho esquisito, mas ainda assim foi legal vê-lo, um médico dedicado e que é bom no que faz, um sonho antigo (eu sempre me alimento da alegria dos sonhos alheios, aparentemente). A linha narrativa e a estrutura da história seguem o mesmo estilo das anteriores, então se encaixaram bem na série como um todo. Senti falta de ver mais a família da Suze, que não aparece toda, só um dos irmãos tem destaque, e eu nem posso contar o porque sem estragar uma parte super legal da história. A Gina também está bem presente, mas parece que tem algo mal resolvido, assim como Adam e CeeCee, o que me faz pensar que esse, talvez, não seja o fim da história e mais livros venham por aí – tomara!

Continuo recomendando a série! É bem escrita, divertida e excelente pra distrair a cabeça de outras coisas – dá até vontade de me enrolar na cama e esquecer meus problemas e responsabilidades só pra reler do primeiro ao último livro.

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!

Série “A Mediadora”:

01- A Terra das Sombras

02- O Arcano Nove

03- Reunião

3.5- O Sonho de Toda Garota

04- A Hora Mais Sombria

05- Assombrado

06- Crepúsculo

6.5- O Pedido

07- Lembrança


O Pedido (Proposal: A Mediator Novella) – Meg Cabot

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Oi! Nem acredito que estou aqui fazendo resenha, porque minha quinta está tão cheia de coisas que paro a cada dois minutos para resolver algum problema – e ainda não é nem meio dia! Como eu não podia deixar de vir aqui, uma resenha curtinha de uma história também curtinha mas muito boa. É dia de “A Mediadora”, que, este ano, ganhou um novo final (Meg tá com tudo revivendo essas séries…).

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Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“O último lugar em que Suze Simon espera estar durante o Dia dos Namorados é um cemitério. Mas isso é o que acontece quando você é um mediador – amaldiçoado com o “dom” de se comunicar com os mortos. Foi assim que Suze acabou nas sepulturas de um par de fantasmas cujo drama de não termina com a morte. É o trabalho de Suze levá-los para o “destino final”. Mas os fantasmas não são os únicos com problemas. A razão de Suze estar passando o Dia dos Namorados com os mortos-vivos, em vez de seu namorado, Jesse, é porque ele está tendo muita dificuldade para se ajustar à vida após a morte… não é surpreendente, considerando o fato de que ele costumava ser um fantasma também…”

Acredito que esta novela tenha sido publicada no Brasil em ebook, mas não tenho certeza porque comprei meu ebook na amazon americana – não ando muito paciente pra esperar as traduções chegarem. De qualquer modo o importante é a história, e essa é legal mas não a melhor da série. Foi legal ver como chegamos ao pedido de casamento da Suze, já que ela não é exatamente a criatura mais romântica e/ou tradicional do mundo, enquanto o Jesse é exatamente isso. A única coisa triste pra mim nesses dois últimos livros que foram lançados, é que eles não trazem uma participação muito forte da família da Suze, que eu adorava ver. Falo um pouco mais sobre isso – e sobre a Gina – na resenha do último (?) livro da série. O que posso dizer deste é que é muito bom. Recomendo!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!

Série “A Mediadora”:

01- A Terra das Sombras

02- O Arcano Nove

03- Reunião

3.5- O Sonho de Toda Garota

04- A Hora Mais Sombria

05- Assombrado

06- Crepúsculo

6.5- O Pedido

07- Lembrança


A Morte da Luz (Dying of the Light) – George R. R. Martin

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Oi! Sinto que o novo ano está começando a aparecer no horizonte – e me dou conta de que devo ser mais maluca do que achava, afinal, já é a segunda semana dele! Como tive um fim de semana agridoce, vendo amigas queridas (o que me deixa feliz) mas me despedindo, porque cada uma voltava para seu respectivo lar (o que me deixa saudosa), escolhi resenhar um livro que ganhei de presente de uma delas. É dia de “A Morte da Luz”.

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“Um planeta está prestes a morrer, seu caminho se afasta das estrelas que trazem vida àquele lugar. Suas 14 cidades, construídas rapidamente quando o planeta passou por perto de uma grande estrela, também estão moribundas. Worlorn não é o planeta que Dirk t’Larien imaginava, e Gwen Delvano não é mais a mulher que conhecera. Ela está ligada a outro homem e a esse planeta moribundo preso no crepúsculo, seguindo em direção à noite sem fim. Em meio à paisagem desoladora, há um violento choque de culturas, no qual não há códigos ou honra e uma batalha se espalhará rapidamente.”

Eu já conhecia o trabalho do Martin por causa dAs Crônicas de Gelo e Fogo, e quando conheci a Mari na Itália – dividíamos o apartamento com outras 6 meninas! – conversamos sobre os livros dele. Ela estava relendo um dos volumes da série, não me lembro qual, e isso começou o assunto. Ela me mandou “A Morte da Luz” pelo correio, uma espécie de presente de aniversário, natal e páscoa ao mesmo tempo, segundo ela. Linda que só!

Este livro, pra mim, mostra o mesmo problema que “As Crônicas”: Martin é criativo e constrói boas histórias, com uma beleza inesperada… mas não sabe como começá-las bem! Demora até entrar no universo que ele cria, demora até você sentir empatia pelas personagens e demora até dar pra entender a mitologia que cerca os acontecimentos principais. Aqui eu acabei por não sentir empatia nenhuma por Gwen, a única personagem feminina da história. Até gostei de Dirk, mas a verdade é que as melhores personagens são Garse e Jaan Vikary, que dividem uma das amizades mais lindas que eu já vi. Jaan, aliás, é uma personagem que merecia ser ainda melhor explorada do que foi, porque eu senti mil facetas escondidas ali, precisando ser exploradas! Apesar do início difícil, o livro é bom, com uma história legal e boas personagens. Recomendo, independente de não ser a maior fã do autor!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


Animais Fantásticos e Onde Habitam (Fantastic Beasts and Where to Find Them) – J. K. Rowling

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Oi! Ainda não me sinto inserida neste ano novo! Parece que ainda é dezembro e que ainda estou fechando ciclos. Como acordei com esse sentimento esquisito, quase como se eu estivesse em dois lugares ao mesmo tempo, escolhi falar de um livro que já devia ter sido resenhado há anos – mas que está vindo parar aqui no ano em que vai ao cinema! É dia de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, mais um livro extra da série Harry Potter.

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“Este livro é adotado pelos professores da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e considerado uma obra-prima. Atribui-se a ele a responsabilidade pelo bons resultados dos alunos nos exames de Trato das Criaturas Mágicas. A obra não é recomendada só para estudantes! “Nenhuma casa bruxa está completa se não possuir um exemplar.” Trata-se de um guia com mais de 80 espécies de animais e seus respectivos hábitos, costumes e origem. Este exemplar lançado no mundo dos trouxas é uma duplicata do exemplar de Harry Potter, editado, inclusive, com notas informativas que ele e seus amigos fizeram à margem das páginas. Segundo Scamander, ‘Animais’ já está em sua 52ª edição e esclarece, entre outras dúvidas, o significado de animal para a comunidade mágica, fornece sua classificação, a percepção dos trouxas sobre esses seres, ensina como e por que mantê-los ocultos em habitats seguros e faz um histórico das normas impostas pelo Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas do Ministério da Magia, ao longo dos séculos, para preservar as feras fantásticas e assegurar aos bruxos o prazer de apreciar seus poderes e beleza.”

Na mesma época em que ganhei “Quadribol”, minha mãe comprou “Animais”, e como os dois são super fininhos eu precisei de basicamente algumas horas para terminar as leituras. Se não estou enganada, isso aconteceu entre o lançamento do quarto e do quinto (ou do quinto e do sexto) livros, o que significa que eu estava carente do universo mágico do Harry, e os livros foram bons paliativos.

Assim como “Quadribol”, “Animais” não é essencial para o entendimento da série, mas ajuda os fãs a entenderem o cânon um pouco melhor além de matar saudades de personagens muito queridas, já que o livro é uma “cópia” do livro do Harry, e contém várias anotações engraçadas dele e do Rony. Minha edição é a britânica (essa da imagem que ilustra o post), e tem 88 páginas, então já dá pra ver como é realmente rápido de ler. Não há muito mais o que dizer, a não ser que eu, pra variar, recomendo muito a leitura!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!

Livros extras da série Harry Potter:

1- Animais fantásticos e onde habitam

2- Quadribol através dos séculos

3- Os contos de Beedle, o bardo


Os Contos de Grimm (Kinder- und Hausmärchen) – Jacob e Wilhelm Grimm

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Oi! Acho que acordei meio nostálgica, lembrando de coisas agradáveis da minha infância, e aí resolvi escolher um livro especial pra resenhar. É o livro mais antigo que eu tenho, é de quando eu era criança, e me embalou vezes infinitas. É dia de conhecer um pouco mais as histórias mágicas dos irmãos Grimm em “Os Contos de Grimm”.

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Essa é a capa da edição que eu tenho, mas tirada da internet. A minha cópia está tão velhinha que não dá pra digitalizar e colocar aqui, e eu não achei uma imagem melhor, desculpem!

“Esse livro apresenta 49 contos clássicos dos irmãos Grimm. São histórias que, mesmo após dois séculos, continuam atuais, pela mestria com que foram contadas. Os autores passaram a vida pesquisando e transcrevendo contos populares e lendas e entraram para a história pelo seu feito. Hoje existem milhares de edições e adaptações de seus contos. Entre essa grande variedade, esse livro tem um diferencial: é mais completo no Brasil (com 49 contos) e é fiel aos textos dos autores, pois foram traduzidos direto do alemão, língua dos irmãos Grimm, pela consagrada escritora Tatiana Belinky, sem transformações no enredo dos contos.”

Eu tenho esta edição há tantos anos que não tenho ideia de quando foi que ela entrou na minha vida. Há uma inscrição feita dentro com o meu nome e o da minha irmã, um coração e a data 19/04/98, tudo em letrinha garranchada de criança (não sei de qual de nós duas), mas eu acho que o livro já estava aqui em casa há mais tempo. O fato é que esta edição, por ter mais histórias, me ensinou desde cedo algumas que não são conhecidas pela maioria das pessoas e algumas que ninguém que eu conheça já tinha ouvido falar.

Como são muitas histórias e muitas personagens, vou dar uma opinião mais geral sobre o livro; a linguagem é bem simples, pode ser compreendida por crianças sem nenhum problema. Isso não quer dizer que não vá agradar aos adultos, afinal a linguagem é simples mas não é infantilizada, então até hoje, quando eu leio pra minha sobrinha mais velha, me sinto tão animada quanto – ou até mais que – ela! É um livro delicioso de ler, cheio de histórias diferentes das que já conhecemos, e com finais mais próximos dos originais – tem vilão morrendo do jeito que, à época, se acreditava que mereciam! Um livro pra ler e reler, desde a infância até a vida adulta, quantas vezes e nos momentos que você achar necessário, sem contra indicação! Mais do que recomendado!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima! (E fiquem ligados: sexta tem mais post sobre a viagem!)