Os Contos de Beedle, o Bardo (The Tales of Beedle, the Bard) – J. K. Rowling

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Oi! Com mais uma semana que começa, achei que o livro de hoje precisava ser um incentivo pra aguentar o tranco – sempre tenho a impressão que as últimas semanas são as mais difíceis! Como contos de fada sempre tiveram um papel especial na minha vida, e os desse livro são especiais, hoje é dia de um dos meus livros mais queridos, “Os Contos de Beedle, o Bardo”.

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“Os contos foram traduzidos das runas originais pela por Hermione Granger, a partir do velho exemplar herdado por ela. São cinco histórias de fadas diferentes entre si. Histórias populares para jovens bruxos e bruxas, contadas há gerações aos filhos à hora de dormir. Pouco se sabe do passado de seu autor, apenas que Beedle, o Bardo, teria nascido em Yorkshire no século XV e possuía uma longa barba, mas suas histórias foram passadas de geração em geração e têm ajudado muitos pais bruxos – não muito diferente dos contos escritos para pequenos trouxas. Assim como em alguns contos de fadas, as histórias de Beedle podem assustar criancinhas, mas, por outro lado, as inspiram a serem honestas e a usarem seus poderes para o bem, algo que Dumbledore ressalta a todo momento em suas anotações.”

Quem leu a série Harry Potter, já sabe que Os Contos tem um papel importante no último livro da saga, e que é ali que se encontram as respostas para solucionar o grande conflito entre Harry e Voldemort. O livro foi inicialmente impresso em apenas sete cópias, todas manuscritas e decoradas com pedras preciosas; seis deles foram presentes para pessoas envolvidas com a série “Harry Potter” e especiais para J. K., e o sétimo foi leiloado para benefício de uma das instituições de caridade para as quais ela contribui. Como o público ficou muito curioso com a história, ela acabou por publicar da forma tradicional, e assim elas chegaram até nós!

As histórias são mesmo contos de fada para bruxos, e, assim como os contos de fada trouxas, trazem ensinamentos e lições de moral, além de notas e explicações de alguns fatos e significados feitas pelo professor Dumbledore, então se você não leu Harry Potter, ainda pode entender os contos e os detalhes mágicos que eles trazem. Não dá pra falar de cada conto individualmente, porque são só cinco, e isso acabaria com a graça da leitura, mas dá pra dizer que são todos bem legais e que meus favoritos são “O Conto dos Três Irmãos” e “O Coração Peludo do Mago” (que também é, por sinal, bem macabro)! É um livro curtinho, que dá pra ler depressa – o meu foi presente de uma pessoa muito querida, que ia viajar e sabia que eu sentiria saudades; ganhei o livro para me fazer companhia durante a ausência, o que não funcionou porque eu o devorei no minuto que cheguei em casa! Tenho um carinho enorme pela série inteira e por esse livro em especial, então, recomendo!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!

Livros extras da série Harry Potter:

1- Animais fantásticos e onde habitam

2- Quadribol através dos séculos

3- Os contos de Beedle, o bardo


O Herdeiro – Emerson David de Lima Andrade

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Oi! Quase não saí da cama hoje, prenúncio de uma semana que não começa muito bem. Acabei por escolher falar de um livro que detestei, apesar de ter esperado, de verdade, que não fosse o caso. Hoje é dia de “O Herdeiro”, que foi um presente da minha mamma e do meu padrasto.

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“Cercado por um mistério inacabável, Devid Darkvield e seus amigos Henrique Todstone e Angel Dawning começaram a passar por provações alucinantes onde o pior tende sempre a piorar. Quando um grupo de fragmentos misteriosos de um meteorito começa a afetar os seres humano, Devid, Henrique e Angel adquirem poderes sobrenaturais. O problema é que com essa epidemia se alastrando e tudo parecendo inteiramente cercado pela dúvida, Devid será obrigado a caçar esse fragmentos antes que tanto poder caia nas mãos erradas. Nessa busca ele enfrentará criaturas inimagináveis como aliens, seres flamejantes e até mesmo dragões, mas o pior será deparar-se com Orion, um vilão implacável que não medira esforços para conseguir o que tanto quer. Juntos, os três embarcaram numa jornada onde o fim parece não chegar e onde o perigo é constante. Além disso, a Terra está ameaçada por uma terrível profecia e o tempo parece está contra eles. O Grupo X (Equipe formada por Devid, Henrique e Angel) terá que escolher entre proteger seus familiares ou salvar o mundo. Uma escolha difícil que fará Devid vivenciar seus piores pesadelos. E nesse verdadeiro jogo contra o tempo, eles irão aprender da maneira mais dificil os verdadeiros valores da vida e da amizade. Um acontecimento história está para acontecer e Devid e seus amigos terão suas vidas modificadas de uma forma tão drástica que nada mais será igual.”

Achou vários erros na sinopse? Achou que está mal escrita e mal revisada? E que a história parece longa e confusa? Todos esses são problemas que estão no livro – e provavelmente estão na sinopse porque ela foi escrita pelo próprio autor na página do livro no skoob. Geralmente eu uso uma sinopse oficial e dou minha opinião sobre o livro depois e no caso deste aqui a própria sinopse revelou alguns dos maiores problemas que eu encontrei.

Eu realmente queria ter gostado do livro, já que foi um presente e que eu logo soube que tinha sido escrito por um adolescente brasileiro: nem todo mundo consegue ser publicado, ainda mais em um mercado que prioriza as traduções de best-sellers, então eu queria conhecer a história que tinha ajudado este menino a se publicar… infelizmente me pareceu que o livro não foi revisado ou editado, já que a história em si é formada por 261 páginas que se assemelham muito à sinopse. Sem contar que as personagens são simplesmente as piores que eu já vi: o protagonista, Devid, é um chato e chorão que numa página resolve não lutar mais e na seguinte está correndo em direção às batalhas gritando frases de efeito. Seus amigos são apenas maiores extensões de pessoas igualmente incoerentes e sem noção nenhuma, e o efeito é simplesmente terrível.

Não recomendo esse livro pra ninguém, infelizmente. Não consegui pensar em um público que fosse se beneficiar da leitura de um livro tão fraco. Pena, porque sempre precisamos de (BONS) novos autores nacionais.

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


Jack Farrell e A Serpente Emplumada – Jean Angelles

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Oi! Hoje é dia de série no blog, então resolvi falar desta que ainda não terminou de ser escrita – parou no livro que vou resenhar hoje. Teoricamente essa série terá 7 livros, mas até agora só foram lançados três, e o terceiro saiu há anos, então tenho minhas dúvidas se veremos os próximos tão cedo. Hoje é dia de “Jack Farrell e a Serpente Emplumada”.

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México, 1520. Um grupo de conquistadores espanhóis, liderados por seu capitão Hernán Cortez, encontra-se sitiado por milhares de guerreiros enfurecidos, no centro de Tenochtitlán, a capital do Império Asteca. O sacerdote Asteca, seguidor do deus-jaguar da escuridão, Tezcatlipoca, tenciona utilizar a presa de Quetzalcoatl, a Serpente Emplumada, para ressuscitar um exército de guerreiros sacrificados. Entretanto, seu plano pode ser ameaçado por um enigmático francês usando uma máscara de ferro e que possui outros planos para a mística presa. Enquanto isso, na Academia dos Cruzados, Gwen Watson desaparece misteriosamente, levando Jack, Will e seus amigos a uma desenfreada busca por seu paradeiro. Uma desesperada busca que os levará até o passado, onde encontrarão corsários, deuses em guerra, criaturas monstruosas e o próprio Imperador Montezuma, testemunhando o ocaso de uma das mais fabulosas civilizações que a humanidade já conheceu.

Bom, como eu já contei nas resenhas anteriores, eu tinha achado o livro bem legal e depois senti que a qualidade da narrativa caiu um bom bocado. Nesse livro, minha opinião continua sendo que a série poderia melhorar um bocado com alguns acertos.

Além do que eu já mencionei nas resenhas anteriores, talvez seja bom acrescentar um problema que eu notei na série: aparentemente em todos os livros o trio principal viaja no tempo – sempre usando artifícios diferentes – para resolver algum problema no passado, que pode influenciar o futuro. Bem, isso pode até parecer bem interessante, já que a pesquisa do Angeles é bem completa e acaba por ensinar um pouco sobre a situação histórica que está narrando, mas também nos rouba outras informações que poderiam ser legais para a história: cadê descrições sobre a escola de Jack, Will e Gwen? E descrições sobre as famílias deles e seus relacionamentos com elas (porque neste livro é insinuado um problema de Gwen que nunca tinha sido sequer mencionado antes, deixando tudo meio esquisito!)? Uma reformulação de alguns pontos faria um bem danado à série, e, por enquanto, ela segue bobinha e morninha. Até recomendo, mas com cada vez menos fervor!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!

Série “Jack Farrell:

1- Jack Farrell e a Ordem do Templo

2- Jack Farrell e os Feitores de Gênios

3- Jack Farrell e a Serpente Emplumada

4- Daqui em diante, os livros ainda não foram publicados


Jack Farrell e os Feitores de Gênios – Jean Angelles

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Oi! Como eu avisei nas redes sociais do blog, esta semana as resenhas vão sair hoje e quinta, ok? Hoje em especial é dia de continuar mais séries, e escolhi a que está mais abandonada: resenhei o primeiro em 2010, e foi uma das minhas primeiras resenhas; depois disso, a pobre ficou esquecida. Vou me redimir hoje, então vamos de “Jack Farrel e os Feitores de Gênios”.

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Jack, Gwen e Will, depois das aventuras vividas em A Ordem do Templo, estão agora matriculados na Academia dos Cruzados. Através de misteriosos acontecimentos, os três descobrem que precisam retornar ao passado para libertar o djin de sua prisão no Temporis Horologium. No distante passado, no ano de 1265, os intrépidos garotos encontram o Soberano do Islã, o sultão Baibars, que prepara seus exércitos para o combate contra as forças dos Cruzados na Terra Santa. Porém, das areias do deserto, surgirá um terrível inimigo que poderá derrotar a ambos e mergulhará o mundo numa noite eterna; Os Feitores de Gênios, liderados pelo Acólito da Tempestade, que, do fundo da “forja”, transforma apavorados humanos em horripilantes djins. Para piorar as coisas, na floresta de Avalon, os Goliaths, asquerosas e selvagens criaturas, começam a massacrar unicórnios em busca de seus preciosos chifres. Estariam seguindo ordens de quem? E para que fim perverso? Conseguirão Jack, Gwen e Will libertar o djin do relógio e impedir a derrota da raça humanas? E Baibars e seus exércitos? Será que eles se chocarão contra os exércitos dos cruzados num último combate?”

Eu contei na primeira resenha como essa série chegou ao meu conhecimento. Pois bem, depois de comprar o primeiro livro na Feira do Livro, o segundo eu comprei em uma livraria mesmo. Tinha gostado do início da história, e estava curiosa pela continuação, então peguei esse livro com certa curiosidade.

A verdade é que a história não é tão legal quanto eu tinha esperado, mas também não é ruim. É só ok, e eu acabei por gostar deste segundo volume bem menos do que do primeiro. A narrativa tem um tom infantil, afinal é esse o público alvo da história, mas nada bobinho ou que seja insuportável para um adulto. Alguns diálogos têm drama demais, e talvez um acerto no tom fosse interessante, mas no mais é um conjunto harmônico – ainda que não tão atraente.

As personagens vão ser um problema. Neste segundo volume eu já tinha começado a perceber isso, e no terceiro meus receios continuaram se aprofundando: caricatas demais, acabam por tornar a história uma cópia bem inferior de Harry Potter. Gwen até que é uma personagem legal: uma menina inteligente e bonita, e, ao mesmo tempo, típica mocinha indefesa que vai se apaixonar pelo melhor amigo e protagonista da história. Jack tem ares de galã juvenil e herói, mas não me convence, e Will, coitado, acabou por se tornar a caricatura mais sem vergonha de Ron Weasley que eu já vi na vida.

Algumas mudanças fariam a história ser mais atraente pra mim, com certeza, mas o livro é até bem legalzinho. Recomendo principalmente para quem quer iniciar crianças no hábito da leitura. Dizem que a série será composta por sete livros, mas até o momento, só três foram publicados, e o último saiu em 2007. Aguardemos para ver como ficam as coisas.

E é isso! Espero que tenham gostado, boa semana para todos e até a próxima!

Série “Jack Farrell:

1- Jack Farrell e a Ordem do Templo

2- Jack Farrell e os Feitores de Gênios

3- Jack Farrell e a Serpente Emplumada

4- Daqui em diante, os livros ainda não foram publicados


O Silmarillion (The Silmarillion) – J. R. R. Tolkien

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Oi! Me dei conta esses dias que eu só tinha resenhado um livro do Tolkien até hoje, aí resolvi me redimir. Antes de falar do Senhor dos Anéis, vamos conhecer um pouco “O Silmarillion”.

‘O Silmarillion’ relata acontecimentos de uma época muito anterior ao final da Terceira Era, quando ocorreram os eventos narrados em ‘O Senhor dos Anéis’. São lendas derivadas de um passado remoto, ligadas às Silmarils, três gemas perfeitas criadas por Fëanor, o mais talentoso dos elfos.

Esse livro conta a origem da Terra Média, meio como o gêneses, na bíblia, sabe? Como a Terra Média foi criada, como ela chegou a ser o que é, e, logicamente, já podemos entrever como algumas coisas vão acontecer nas obras mais famosas do Tolkien – “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”.

Como é um livro bem cheio de personagens, não vou me deter nelas. Acho mais interessante, nesse caso, comentar a história e o que eu achei do livro. O livro é dividido em quatro partes, e eu achei as duas primeiras bem cansativas. Meio chatas mesmo, sabe? Nem o fato de o livro ser escrito por um dos meus autores preferidos salvou, pelo menos até o momento em que, finalmente, começa a parte chamada “Akallabêth“. É a penúltima parte do livro, e depois dela temos a história do Um Anel, que também é legal.

O problema não são as histórias, essas são legais. O problema é que a narrativa das duas primeiras partes tem pontos tão maçantes que eu acabei me desestimulando da leitura. Ando considerando seriamente a possibilidade, no entanto, de reler o livro, porque a chance maior é que eu tenha implicado com a história porque não estava em um bom momento para lê-la. O livro é bom, mas acho que se você não for fã de “O Senhor dos Anéis” e seu universo, vai achar a história bem enjoada, então recomendo o livro com parcimônia.

E é isso por hoje! Não se esqueçam que na sexta teremos resenha extra! Espero que tenham gostado, bom resto de semana para todos e até a próxima!