A Morte da Luz (Dying of the Light) – George R. R. Martin

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Oi! Sinto que o novo ano está começando a aparecer no horizonte – e me dou conta de que devo ser mais maluca do que achava, afinal, já é a segunda semana dele! Como tive um fim de semana agridoce, vendo amigas queridas (o que me deixa feliz) mas me despedindo, porque cada uma voltava para seu respectivo lar (o que me deixa saudosa), escolhi resenhar um livro que ganhei de presente de uma delas. É dia de “A Morte da Luz”.

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“Um planeta está prestes a morrer, seu caminho se afasta das estrelas que trazem vida àquele lugar. Suas 14 cidades, construídas rapidamente quando o planeta passou por perto de uma grande estrela, também estão moribundas. Worlorn não é o planeta que Dirk t’Larien imaginava, e Gwen Delvano não é mais a mulher que conhecera. Ela está ligada a outro homem e a esse planeta moribundo preso no crepúsculo, seguindo em direção à noite sem fim. Em meio à paisagem desoladora, há um violento choque de culturas, no qual não há códigos ou honra e uma batalha se espalhará rapidamente.”

Eu já conhecia o trabalho do Martin por causa dAs Crônicas de Gelo e Fogo, e quando conheci a Mari na Itália – dividíamos o apartamento com outras 6 meninas! – conversamos sobre os livros dele. Ela estava relendo um dos volumes da série, não me lembro qual, e isso começou o assunto. Ela me mandou “A Morte da Luz” pelo correio, uma espécie de presente de aniversário, natal e páscoa ao mesmo tempo, segundo ela. Linda que só!

Este livro, pra mim, mostra o mesmo problema que “As Crônicas”: Martin é criativo e constrói boas histórias, com uma beleza inesperada… mas não sabe como começá-las bem! Demora até entrar no universo que ele cria, demora até você sentir empatia pelas personagens e demora até dar pra entender a mitologia que cerca os acontecimentos principais. Aqui eu acabei por não sentir empatia nenhuma por Gwen, a única personagem feminina da história. Até gostei de Dirk, mas a verdade é que as melhores personagens são Garse e Jaan Vikary, que dividem uma das amizades mais lindas que eu já vi. Jaan, aliás, é uma personagem que merecia ser ainda melhor explorada do que foi, porque eu senti mil facetas escondidas ali, precisando ser exploradas! Apesar do início difícil, o livro é bom, com uma história legal e boas personagens. Recomendo, independente de não ser a maior fã do autor!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!