O Fantástico Mistério de Feiurinha – Pedro Bandeira

Posted on

Oi! Minha última semana de férias começou linda: chuvosa, úmida e cinza, do jeito que eu amo! Achei que o clima estava propício pra histórias mais tradicionais – especialmente histórias de princesas – e me dei conta de que nunca tinha falado da Feiurinha por aqui! Pois bem, é dia de remediar isso! Vem ver o que eu achei de “O Fantástico Mistério de Feiurinha”.

feiurinha

“Você se lembra, não é? Quase todas as histórias antigas que você leu terminavam dizendo que a heroína se casava com o príncipe encantado e pronto. Iam viver felizes para sempre e estava acabado. Mas o que significa “viver feliz para sempre”? Significa casar, ter filhos, engordar e reunir a família no domingo para comer macarronada? Quer dizer que a felicidade é não viver mais nenhuma aventura? como é que alguém pode viver feliz sem aventuras? Ah, não pode ser! Não é possível que heróis e heroínas tão sensacionais tenham passado o resto da vida assistindo ao tempo passar feito novela de televisão. É preciso saber o que acontece depois do fim.”

Eu li este livro quando era pré-adolescente. Aquela fase engraçada da vida em que você não parece se encaixar muito bem em grupo nenhum, mas em que começa a formar uma noção mais individual de identidade – que logo corre o risco de ser meio sufocada pelos grupos de amigos da adolescência – e em que os primeiros questionamentos mais sérios e que vão te acompanhar pra sempre começam a aparecer. Pois bem, foi no meio dessa confusão mental e emocional que eu conheci a história de Feiurinha. Fui dormir na casa de uma prima que ia apresentar a história numa peça da escola, e ela me contou a história antes de dormir. Ainda demorei alguns anos depois disso pra conseguir pôr as mãos no livro, mas consegui fazê-lo e não me decepcionei com o que encontrei.

A história narrada pelo Pedro Bandeira pode até parecer bobinha e simples pra quem só lê a sinopse, mas pra quem realmente conhece o livro logo percebe que de boba ela nada tem! De um jeito bem didático sem ser chato alguns conceitos como padrões de beleza, a oralidade na transmissão da cultura, a importância de contar histórias e a importância de se registrar essas mesmas histórias são tratados, e eu me lembro de ter sentido aquele calorzinho no coração ao ler algo tão doce e interessante ao mesmo tempo!

As personagens se combinam bem com a narrativa, porque o autor explorou uma versão das princesas que não conhecemos – ou não conhecíamos à época, porque hoje em dia já temos várias adaptações que mostram como ficaram as vidas delas após o casamento ou mesmo em outras situações. Foi bem hilário vê-las discutindo sobre qual história seria a melhor e se juntando para resolver o mistério da princesa desaparecida. O livro como um todo é muito divertido e eu acho que é uma leitura essencial para crianças! Recomendo muito mesmo!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


Animais Fantásticos e Onde Habitam (Fantastic Beasts and Where to Find Them) – J. K. Rowling

Posted on

Oi! Ainda não me sinto inserida neste ano novo! Parece que ainda é dezembro e que ainda estou fechando ciclos. Como acordei com esse sentimento esquisito, quase como se eu estivesse em dois lugares ao mesmo tempo, escolhi falar de um livro que já devia ter sido resenhado há anos – mas que está vindo parar aqui no ano em que vai ao cinema! É dia de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, mais um livro extra da série Harry Potter.

fantastic-beasts-where-to-find-them

“Este livro é adotado pelos professores da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e considerado uma obra-prima. Atribui-se a ele a responsabilidade pelo bons resultados dos alunos nos exames de Trato das Criaturas Mágicas. A obra não é recomendada só para estudantes! “Nenhuma casa bruxa está completa se não possuir um exemplar.” Trata-se de um guia com mais de 80 espécies de animais e seus respectivos hábitos, costumes e origem. Este exemplar lançado no mundo dos trouxas é uma duplicata do exemplar de Harry Potter, editado, inclusive, com notas informativas que ele e seus amigos fizeram à margem das páginas. Segundo Scamander, ‘Animais’ já está em sua 52ª edição e esclarece, entre outras dúvidas, o significado de animal para a comunidade mágica, fornece sua classificação, a percepção dos trouxas sobre esses seres, ensina como e por que mantê-los ocultos em habitats seguros e faz um histórico das normas impostas pelo Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas do Ministério da Magia, ao longo dos séculos, para preservar as feras fantásticas e assegurar aos bruxos o prazer de apreciar seus poderes e beleza.”

Na mesma época em que ganhei “Quadribol”, minha mãe comprou “Animais”, e como os dois são super fininhos eu precisei de basicamente algumas horas para terminar as leituras. Se não estou enganada, isso aconteceu entre o lançamento do quarto e do quinto (ou do quinto e do sexto) livros, o que significa que eu estava carente do universo mágico do Harry, e os livros foram bons paliativos.

Assim como “Quadribol”, “Animais” não é essencial para o entendimento da série, mas ajuda os fãs a entenderem o cânon um pouco melhor além de matar saudades de personagens muito queridas, já que o livro é uma “cópia” do livro do Harry, e contém várias anotações engraçadas dele e do Rony. Minha edição é a britânica (essa da imagem que ilustra o post), e tem 88 páginas, então já dá pra ver como é realmente rápido de ler. Não há muito mais o que dizer, a não ser que eu, pra variar, recomendo muito a leitura!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!

Livros extras da série Harry Potter:

1- Animais fantásticos e onde habitam

2- Quadribol através dos séculos

3- Os contos de Beedle, o bardo


A Droga da Amizade – Pedro Bandeira

Posted on

Oi! É a penúltima semana do ano, dá pra acreditar? Passou voando e eu me pego impressionada com 2015! Como estou em ritmo de fechar ciclos, resolvi encerrar uma série que já estava encerrada (já explico) antes de começar os ritos de fim de ano do blog. É dia de “A Droga da Amizade”, o sexto volume da série “Os Karas” que foi publicado este ano!

adrogadaamizade

Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“Como Miguel começou a Turma dos Karas? Como conheceu e por que escolheu Magrí, Crânio, Calu, Chumbinho e a americana Peggy para formar esta turma tão especial? E por que Andrade era um policial diferente, melhor do que qualquer outro? Como cada um deles demonstrou ao líder dos Karas que era uma pessoa especial, tanto pela coragem, quanto pela honestidade, pelo caráter e pelo desejo de mudar o mundo para melhor? E o que terá acontecido com eles depois de todas as aventuras que estes sete heróis viveram? Em que se terão transformado todos eles depois de adultos?”

Eu já tinha finalizado as resenhas desta série há meses, e eis que Pedro Bandeira lança mais um livro, muitos anos depois da publicação das aventuras finais dOs Karas. A Mari, minha amiga que mora em Santos, foi ao lançamento, pegou autógrafo e bancou a repórter honorária do blog. E aí era só uma questão de tempo até que eu mesma começasse a ler o livro.

Este livro não conta uma nova aventura dos Karas. Ele é narrado, como os anteriores, em terceira pessoa, e está acompanhando Miguel, que se prepara para um momento decisivo de sua vida, lembrando, enquanto isso, de como os Karas foram formados. Levando-se em consideração que não temos nenhuma aventura grande sendo narrada, é importante dizer que alguns momentos de pequenas confusões antigas – e que não conhecemos nos livros anteriores – são narrados aqui. As personagens são as mesmas e o livro é exatamente o que promete ser: um reencontro com amigos queridos que deixamos na infância. Delicioso de ler e muito divertido, eu recomendo bastante!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!

Série Os Karas:

1- A droga da obediência

2- Pântano de sangue

3- Anjo da morte

4- A droga do amor

5- Droga de americana!

6- A Droga da Amizade


Jumanji (Jumanji) – Chris Van Allsburg

Posted on

Oi! Viu, não disse que viria aqui? E esse nem é um post programado, vê só! Como já tivemos séries demais nos últimos tempos, hoje é dia de um livro que voa solo. Vem conferir o que eu achei de “Jumanji” – e sim, ele originou o filme.

jumanji

“Para se distrair enquanto os pais estão na ópera, os irmãos Peter e Judy decidem brincar no parque, onde se deparam com um jogo misterioso que contém o aviso: “Leia as instruções com muita atenção”. Ao rolar os dados tem início uma fantástica aventura, com macacos, leão e até uma pessoa saindo de dentro do tabuleiro. Os irmãos Peter e Judy precisam chegar à cidade dourada de Jumanji para terminar a partida e conseguir reverter os estragos antes que seus pais voltem para casa.”

Já devo ter dito aqui em algum lugar que releio meus livros e que revejo os mesmos filmes ad nauseam. Sempre fui assim, e um dos primeiros filmes que eu vi com o repeat pronto foi “Jumanji”. Minha irmã sempre ria da minha cara pela minha escolha, mas eu gostei e pronto, não queria muito saber o que ela pensava. Não sabia que o filme tinha sido adaptado de um livro até poucos anos atrás, e só este ano tive a chance de conhecer a história – e ficar surpresa com como ela acontece.

A verdade é que Jumanji (livro) é bem diferente de Jumanji (filme) em vários aspectos: enquanto no filme o protagonista é um adulto que ficou preso no jogo desde criança, no livro ele sequer aparece. As confusões e as coisas que saem do jogo, no entanto, são as mesmas do filme, com algumas modificações que tornaram a adaptação mais viável e emocionante para a tela. O livro é bem infantil, cheio de ilustrações e de uma linguagem tão simples que me fez sentir como um bebê que se comunica em tatibitates. Não é ruim para seu público, e mesmo sendo adulta eu consegui ver o mérito da narrativa. Gostei do livro sim, mas não recomendo pra quem não se interessa por livros infantis, porque pode ser monótono.

Espero que tenham gostado! Bom fim de semana para todos nós e até a próxima!


Longe é um Lugar que não Existe (There’s No Such Place As Far Away) – Richard Bach

Posted on

Oi! Sabe aquela sensação de quando você espera tanto alguma coisa que o tempo para chegar até ela parece se arrastar? Pois estou com essa sensação de espera, de tempo parado, ainda que não esteja ansiosa por nada em particular. Só pode ser o fim do semestre, que dá aquela ânsia pelo novo, pelo recomeço, pelo menos pra mim. Nesse clima de espera e de ânsia, o livro de hoje se encaixa perfeitamente: é dia de “Longe é um Lugar que não Existe”.

171323

“Quando estava prestes a completar cinco anos, uma menina chamada Rae Hansen convidou Richard Bach para sua festa de aniversário. Embora desertos, tempestades, montanhas e mil milhas os separassem, Rae estava confiante de que seu amigo iria aparecer. “Longe é um Lugar que não Existe” narra a jornada espiritual ansiosa e emocionante que entrega o convidado de Rae para ela nesse dia especial – e fala do dom poderoso e duradouro que iria mantê-lo para sempre perto de seu coração.”

Eu ganhei este livro da minha mãe quando era bem novinha, tinha uns 10 anos. Eu tinha acabado de fazer a Primeira Comunhão (é um rito católico, a religião em que eu fui criada), e, como todas as celebrações da minha infância, um livro era o presente ideal – coisas boas de ter uma mãe que entende a importância dos livros na vida de uma criança e do meu amor pela literatura. Não sei o motivo de ela ter escolhido este, mas me lembro de ficar muito tocada com a história, que é pequena e simples, mas que carrega uma mensagem bonita e inspiradora. Fala-se de ânsia, de espera e de amor. Os vários tipos de amor que existem podem ser identificados aqui até pelo leitor menos atento, tanto que mesmo eu, uma criança, que só conhecia os primeiros tipos de amor, pude entender que havia uma mensagem maior ali.

Não há que se falar de personagens ou de enredo, porque além de ser um livro realmente pequeno, não é o foco da narrativa. Eu recomendo essa leitura por ser tão direta e ao mesmo tempo tão delicada ao transmitir sua mensagem. Fiquei até com vontade de reler, só de falar sobre ele! Recomendo bastante, para crianças, adolescentes, adultos, idosos e todas as sub-divisões de idade que se encontram aí nos meios.

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!