Tamanho não Importa (Big Boned) – Meg Cabot

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Oi! É, eu sei, tá pra nascer blogueira mais relapsa. Mas é que como não ando estimulada pra quase nada nessa vida, escrever tem sido difícil – até porque eu acho que esse ano eu vou merecer a plaquinha da vergonha pelo pouco que li (acho que nem Retrospectiva devo fazer). Acordei com saudades, no entanto, e depois dos últimos dias, que foram uma montanha russa emocional, senti que precisava botar um pouco pra fora, e como não publico meus textos pessoais, que são horríveis, vim resenhar. Um pouco de exercício pra mente e pro coração, que anda precisando se acalmar. É dia do terceiro livro da série Heather Wells – “Tamanho não Importa”.

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Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“A ex estrela do pop Heather Wells não tem do que reclamar: seu pai finalmente vai se mudar do apartamento que ela divide com Cooper; ela arrumou um namorado que quer ajudá-la a emagrecer e as coisas no emprego de inspetora de alojamento na Universidade de Nova York vão… Bem, as coisas por lá continuam esquisitas como sempre. O Dr. Owen Broucho, diretor interino do alojamento Fischer Hall e seu terceiro chefe em menos de um ano, acaba de ser assassinado. Mais uma vez, Heather precisará usar seus excepcionais talentos de investigação se quiser livrar Sebastian Blumenthal, líder estudantil e principal suspeito do assassinato, de uma acusação aparentemente falsa.”

Escolhi falar desse livro porque ando num humor esquisito, e não dá pra não dizer que esse não é um livro esquisito. Explico: se o romance entre a Heather e o Cooper era algo que você, como eu, esperava ansiosamente, a chegada desse livro foi como um tiro capaz de confundir. Como eu o li antes de os outros livros serem lançados, acreditava, como a maioria dos fãs da Meg, que ele seria o último da série, e aí ver em duas páginas a resolução mais sem noção possível para um romance que eu tanto queria ver foi bem decepcionante, especialmente levando-se em consideração que a história em si foi bem legal – melhor que o segundo livro, com certeza! Ainda bem que a série continuou pra poder dar uma salvada na ideia ridícula que foi fazer o relacionamento novo da Heather começar como começou. Uma história boa e divertida, com elementos legais nas vidas das personagens secundárias (mais romances, porque né?) e um mistério mais legal do que o anterior, ainda que o fato de ter ocorrido no Conjunto Residencial Fisher seja já meio batido – ninguém comete crimes em outros lugares de Nova York?

Resumo da ópera: recomendo por ser um livro leve e divertido, mas não vá esperando que seja nada complexo ou que vá alterar sua vida não, porque não é o caso aqui. Pra fãs da Meg e de mistérios, no entanto, é uma boa pedida.

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!

Mistérios de Heather Wells:

01- Tamanho 42 Não é Gorda

02- Tamanho 44 Também Não é Gorda

03- Tamanho Não Importa

04- Tamanho 42 e Pronta Para Arrasar

05- A Noiva é Tamanho 42


Tamanho 44 Também Não é Gorda (Size 14 is Not Fat Either) – Meg Cabot

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Oi! Mais uma semana que começa e eu já tô toda bagunçada: acordei mais tarde do que devia e agora estou correndo contra o tempo pra terminar tudo que tenho pra fazer antes de correr pro trabalho! Tô mesmo precisada do recesso do meio do ano, mas como parece que chega o Natal mas não chega julho o jeito é me organizar e pisar fundo. Hoje é dia de “Tamanho 44 Também Não é Gorda”, segundo livro da série Heather Wells!

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Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“A ex-estrela pop Heather Wells está de volta, e como de costume vai se envolver em uma perigosa investigação. Ela é inspetora de um dormitório feminino da universidade de Nova York, e está acostumada com festas e brincadeiras estranhas das estudantes. Quando jovens começam a aparecer mortas no dormitório, Heather acha que pode ajudar, como já fez no passado. Mas quem está por trás desses assassinatos fará de tudo para se proteger e uma inspetora gordinha não ficará em seu caminho.”

Este segundo livro da série traz um novo mistério (mais um caso de assassinato) que também acontece no Conjunto Residencial onde a Heather trabalha – e agora ela já não está mais em estágio probatório, já foi contratada. Como os problemas na vida pessoal da ex-cantora pop só parecem aumentar (o ex namorado está prestes a se casar mas não para de ligar para ela, seu pai, o ex presidiário, aparece para uma visita surpresa e o cara por quem ela é apaixonada não dá a mínima para ela), Heather resolve que vai investigar este assassinado também. O mistério em si é bem interessante e eu não posso reclamar dele, mas posso falar sobre meu descontentamento com a Heather. Já explico: quando eu li a série era bem mais nova e não tinha noção de algumas coisas que tenho hoje. Uma dessas coisas é a ideia de amor próprio e respeito próprio. Tenho uma visão bem particular sobre esse assunto, mas o que eu posso dizer de forma resumida é o seguinte: se você quer odiar seu corpo isso é só com você; ninguém deve te dizer qual relação ter com você mesmo, e se isso te prejudica ou não é você quem tem que saber e medir. Isso posto, você não pode julgar nem odiar os corpos alheios! Não quer gostar de si mesmo? Ótimo, vá em frente. Mas não ache que você é melhor do que os outros. Esse discurso todo é por causa da Heather, que parece não entender essa regra!

Sendo uma personagem “acima do peso”, era de se esperar que a Heather não fosse julgar os outros pela aparência, mas não é o caso! Colocar no mesmo saco todo mundo que é magro, ainda por cima com o estereótipo de fútil é bem cruel! Aliás é totalmente absurdo e me deixou muito indignada! É um bom livro? É sim, em termos de história, mas a protagonista, de quem eu tanto tinha gostado no primeiro livro, caiu no meu conceito ligeiramente… ainda assim é uma série que eu recomendo: é fácil e leve e agradável de ler!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!

Mistérios de Heather Wells:

01- Tamanho 42 Não é Gorda

02- Tamanho 44 Também Não é Gorda

03- Tamanho Não Importa

04- Tamanho 42 e Pronta Para Arrasar

05- A Noiva é Tamanho 42


Tamanho 42 Não é Gorda (Size 12 is Not Fat) – Meg Cabot

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Oi! Preciso pedir desculpas pela falta de resenha na quarta feira, mas eu tive uma semana complicada – tão complicada que eu nem pude vir aqui na sexta pra compensar. De qualquer modo aqui estou pra começar mais uma série – é, eu sei. É dia de “Tamanho 42 Não é Gorda”, primeiro volume dos “Mistérios de Heather Wells”.

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Capa em que o livro foi lançado aqui e capa depois que foi relançado. Eu tenho a primeira, mas acho a segunda muito mais bonita!

“Heather Wells está no fundo do poço: perdeu seu namorado, nenhuma gravadora se interessa por suas músicas, ganhou peso e só entra em roupas tamanho 42, o pai está atrás das grades e a mãe fugiu para Buenos Aires com suas economias – e seu agente! Mas, aos poucos, as coisas parecem que vão se ajustar. Ela consegue um novo emprego como inspetora em uma faculdade de Nova York e está feliz com seu novo manequim. Mesmo sem o glamour e glória dos dias de ídolo teen, tudo parece ter melhorado. Ou será que ela está enganada? De uma hora para outra, uma estudante morre misteriosamente no poço do elevador do conjunto estudantil em que ela trabalha. Os policiais e a diretoria estão prontos para declarar a morte como acidente, mas Heather conhece os adolescentes, e meninas não brincam com elevadores. Ainda que ninguém esteja muito interessado em ouvir suas suposições – mesmo depois que outras estudantes aparecem mortas de maneiras igualmente corriqueiras e sutilmente sinistras -, Heather decide entrar numa enlouquecida caçada para descobrir a verdade. À primeira vista, a vida de detetive pode parecer uma irresistível aventura, com altas doses de adrenalina, mas a realidade é potencialmente perigosa. Alguns riscos podem ser fatais e nada é capaz de irritar mais um assassino do que uma ex-estrela pop corpulenta enfiando o nariz onde não é chamada…”

Eu comecei a ler essa série porque, à época, estava numa fase bem Meg Cabot e achei que a ideia de ler uma autora de que gostava falando sobre investigação policial – um tipo de leitura que eu amo – parecia uma boa ideia. E foi! Descobri na série da Heather um monte de personagens legais que foram evoluindo de livro pra livro, fazendo com a que leitura fosse bem orgânica e fácil – ainda que eu ache que os assassinatos sejam um tanto forçadamente centrados no alojamento (não no primeiro livro, mas do terceiro em diante essa sensação ficou bem forte em mim). Nesse primeiro livro conhecemos bem a Heather e um pouco da vida dela quando ainda era uma ídola teen. Ela cresceu (para cima e para os lados) e passou por várias situações que a deixaram com a segurança em si mesma lá em baixo, mas que ela está recuperando aos poucos, trabalhando num lugar legal e tentando recriar sua vida. Minha personagem preferida é a própria protagonista, porque a narrativa da Meg não a transformou numa vítima chorona e covarde, mas numa mulher forte e que batalha pela própria felicidade. É um livro um tanto diferente dos outros que a Meg já escreveu, mas ainda dá pra identificar o estilo dela ali – e se encantar, como eu me encantei! Recomendo fortemente!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!

Mistérios de Heather Wells:

01- Tamanho 42 Não é Gorda

02- Tamanho 44 Também Não é Gorda

03- Tamanho Não Importa

04- Tamanho 42 e Pronta Para Arrasar

05- A Noiva é Tamanho 42


A Marca de Uma Lágrima – Pedro Bandeira

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Oi! Meu humor ainda não melhorou. Tá, um pouquinho, mas ainda tá instável e eu estou decepcionada com as pessoas, de modo geral. Ficar mal humorada me deixa assim, meio de mal com o mundo, mas pelo menos estou melhor que na quarta feira, então resolvi trazer a história que mencionei na última resenha, meio-que-inspirada na história de Cyrano. É dia de “A Marca de Uma Lágrima”.

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“Isabel é uma moça tímida e inteligente, que se acha feia, especialmente ao lado da melhor amiga, Rosana. Como se sua vida já não fosse difícil o suficiente, Isabel se apaixona pelo primo, Cristiano, que se apaixonada por Rosana. Servindo de ponte, Isabel escreve lindas cartas em nome do primo para dar para a amiga – e em nome da amiga para dar para o primo. Sofrendo de amor, a vida de Isabel se complica mais, já que a diretora de sua escola morre e a menina foi testemunha de uma cena muito suspeita e se sente ameaçada. A ideia da morte começa a tomar conta de seu cérebro, enquanto seu coração se despedaça pelo amor de Cristiano.”

Já na sinopse dá pra notar semelhanças entre as duas histórias, né? Isabel aqui é o próprio Cyrano e Rosana e Cristiano representam Roxanne e Cristiano. Só que tem uma terceira personagem nessa história: Fernando, amigo de Cristiano e que se interessa por Isabel de cara – ainda que ela nem olhe pra ele.

É uma história juvenil, logicamente, mas tem uns elementos que, à época da primeira leitura (eu reli esse livro tantas vezes que ainda sei uns pedacinhos de cor!), me deixaram meio assustada, talvez por ver semelhanças doloridas com como eu me sentia – aposto que muita menina leitora que era chamada de nomes na escola também se identificou/identificaria com esse livro! Isabel conversa com seu maior inimigo, o espelho, e sua imagem é cruel, dizendo umas coisas tristes e horríveis para a menina, que já não se acha boa em nada. Ela é inteligente e doce, mas só consegue ver coisas ruins em si mesma. É um pouco triste que a história ainda reflita que, para encontrarmos valor em nós mesmos, procuramos ver isso nos outros. Quem me conhece pessoalmente tá me chamando de hipócrita nesse exato momento, já que eu sou bem assim, mas tudo bem, né, ainda vale a reflexão…

As personagens são muito boas! Adoro Isabel e acho que nem preciso explicar os motivos, né? Acho Cristiano um mané, mas a pessoa mais revoltante nessa história, pra mim, é Rosana: que tipo de amiga não percebe os sentimentos da outra e a usa dessa forma? Ainda que ela não soubesse da paixão de Isabel, é muita falta de vergonha pedir que ela sirva de mensageira de um sentimento que acaba por não ser nada real. Gostei de Fernando de cara, já que ele não tem vergonha de dizer o que sente e nem faz joguinhos – e em plena adolescência, ou seja, traço raro de maturidade, tanto para personagens quanto para seres reais.

No geral a história é muito boa. Não precisava dizer que o Pedro Bandeira é ótimo, mas vou dizer assim mesmo, porque pra quem nunca leu nada dele, está passando da hora! Recomendo esse livro, especialmente pra quem, como eu, fica sempre procurando seu próprio valor através dos outros: os livros ajudam mais que as pessoas, nesse caso!

Espero que tenham gostado! Bom fim de semana para todos nós e até a próxima!


O Nome da Rosa (Il Nome della Rosa) – Umberto Eco

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Oi! Estava olhando para os meus livros, me perguntando qual seria a resenha de hoje, quando me dei conta de que ainda não tinha falado sobre essa leitura, que foi feita esse ano e foi a realização de um sonho; explico: sempre quis ler este livro, mas sempre adiei a leitura, porque queria aprender italiano para ler no original. Depois de voltar da Itália – e esquecer de comprar o livro lá – eu o encomendei e fiquei esperando ansiosa. Ele chegou, eu li, adorei e vim trazer resenha para vocês. É dia de “O Nome da Rosa”.

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“Guglielmo de Baskerville, um monge franciscano, um ex-inquisitor e conselheiro do imperador, vai com o jovem beneditino e narrador Adso de Melk para uma abadia, a fim de participar de uma reunião importante entre os franciscanos, defensores da pobreza de Cristo, e a delegação papal. O encontro é político, e uma armadilha para os franciscanos, e sua ocorrência está ameaçada pelos problemas que ocorrem na abadia que o sediará: pouco depois de sua chegada, o abade pede a Guglielmo para investigar as causas de uma morte violenta que acaba de ocorrer. Apesar da liberdade de circulação concedida ao ex-inquisidor, as mortes se seguem e parecem girar em torno da biblioteca da abadia, a maior da cristandade e cujo acesso é proibido, e de um misterioso manuscrito. A biblioteca é construída como um labirinto, um lugar secreto, e não é permitido a visitá-la: apenas o scriptorium está disponível. Guglielmo e Adson devem descobrir o que está causando a morte dos monges, se as profecias do Anticristo são reais e o que se esconde por trás dos muros da biblioteca, tudo antes da chegada das delegações papais e do imperador – ou antes que o assassino chegue a eles mesmos.”

Como eu disse lá no início da resenha, eu sempre quis ler esse livro. Minha mãe me falava muito do filme e eu ouvi muito sobre o livro em vários momentos da vida, inclusive na escola, e minha curiosidade ia aumentando mais e mais. Já tive a oportunidade de lê-lo antes, em português mesmo, mas como queria muito estudar italiano e queria muito lê-lo no original, esperei. Valeu a pena e não me arrependo! A história é fantástica, e, como eu já disse várias vezes, traduções costumam tirar muita coisa da obra original – não estou dizendo que é intencional ou que pode ser evitado, estou apenas dizendo que acontece – e eu prefiro saber as palavras usadas pelo autor, na esperança de entender exatamente o que ele queria transmitir.

Uma das melhores coisas sobre esse livro é o fato de que contém subtramas dentro da trama principal: Guglieulmo e Adson investigam mortes, se preparam para a reunião, lidam com tentações, tratam de heresias… é uma quantidade surpreendente de trabalho para sete dias, e considerando-se que as desgraças só vão se acumulando, tudo fica mais impressionante ainda! Não foi o primeiro livro do Eco que eu li, mas foi o primeiro romance – até aqui só tinha usado as teorias dele para compor artigos científicos -, então posso dizer que fiquei positivamente impressionada (coincidência ou não, este foi o primeiro romance que ele escreveu, então acho que estou indo na ordem certa!).

As personagens são muito boas, e minhas preferidas são os próprios Guglielmo e Adso. Guglielmo é inspirado em Sherlock Holmes, com suas capacidades dedutivas invejáveis, e Adso além de ser um ótimo narrador (é ele quem conta a história, na velhice), se mostra um bom companheiro de aventuras. Não gostei de Jorges de Burgos desde o início, mas mais porque ameio odiá-lo: é a epítome de uma pessoa preconceituosa que só quer viver no próprio mundo, sem se interessar pelas opiniões e diferenças alheias (lembrou de algum grupo atual? É, eu também!). No todo, é uma obra bem legal, cheia de mistérios e investigações, que eu recomendo com gosto!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!