Sobrevivência Mortal (Survivor in Death) – J. D. Robb

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Oi! É feriado e não seria dia de resenha, mas como comemorei meu aniversário na quinta, acabei por não fazer a resenha mensal da série Mortal que seria correspondente a outubro. Aqui estou para remediar esta situação e tentar pôr pelo menos um pouco de ordem na minha vida atualmente bem caótica! É dia de “Sobrevivência Mortal”!

Sobrevivencia-Mortal

Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“Outono de 2059. A corajosa tenente Eve Dallas se vê diante de assassinos que agem de forma fria e meticulosa e usam recursos militares precisos e cruéis para exterminar uma família inteira. Contudo, uma menina de nove anos sobrevive ao massacre. A missão da equipe investigativa é proteger a sobrevivente e, ao mesmo tempo, descobrir quem são as pessoas que assassinaram a família e porque a consideram tão importante.”

Esse livro foi considerado pela maioria das pessoas com quem falei como um dos mais pesados. Como já começa com um crime brutal – sempre, né? Afinal, Dallas trabalha na Divisão de Homicídios – que foi presenciado por uma criança pequena o livro já conseguiu a proeza de sair na dianteira das histórias macabras que Eve vive. Acho que meu estômago já não liga muito pra isso – pelo menos quando se trata de literatura; na vida real eu sou uma pessoa bem normal que tem pavor desse tipo de coisa! -, então consegui analisar a história a partir da investigação em si, não pensando se uma criança tinha ficado traumatizada no processo! A narrativa segue a mesma linha das anteriores, e aqui não somos apresentados a novas personagens, então podemos curtir as dinâmicas já existentes entre as que conhecemos e amamos – especialmente o melhor casal, Eve e Roarke. Demorei a sacar quem cometia os crimes, mas como não sou nenhuma proeza de adivinhações nesse sentido – acabo me envolvendo tanto com outros aspectos da história que nem ponho a cabeça pra funcionar e descobrir – não conto como referência. Um livro muito bom, uma das melhores investigações da série – ainda que eu goste mais quando há mais momentos de desenvolvimento pessoal das personagens que compõem a vida da Tenente.

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


Visão Mortal (Visions in Death) – J. D. Robb

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Oi! Setembro está terminando e é hora de resenhar mais um livro da Série Mortal! Por incrível que pareça, logo estaremos pareados com as publicações aqui no Brasil, então as resenhas não serão mais mensais! Faltam poucos livros para chegar ao que acaba de ser traduzido, então acho que meu projeto está dando certo! Nesse clima feliz, é dia de “Visão Mortal”.

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Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“O verão de 2059 tinha sido muito longo, quente e sanguinolento. Em uma das noites mais quentes do ano, uma ligação da Emergência envia a tenente Eve Dallas ao Central Park, onde ela vai mergulhar de cabeça em uma investigação nada menos que infernal. A vítima foi encontrada nas pedras, pouco acima da superfície escura e plácida das águas do lago. Não usava roupa alguma, com exceção de uma fita vermelha, feita de gorgorão, atada em torno do pescoço. Suas mãos estão colocadas sobre os seios, em oração. Mas são os seus olhos – removidos com a precisão de quem tem a habilidade de um cirurgião veterano – que deixaram Dallas mais alarmada.”

Todo caso que a Tenente investiga e que a faz lidar com algo fora de sua zona de conforto é bem divertido, já que ela sempre reage de uma forma cômica ou cética (ou uma combinação hilária das duas coisas). Tudo bem que assassinatos jamais serão legais e/ou divertidos, mas pra contrabalancear o clima sombrio da investigação (esse negócio de arrancar os olhos me deixou bem agoniada) Eve recebe a ajuda de uma “sensitiva”, Celina Sanchez, que é causa de desconforto visível para uma mulher tão prática e que não tem absolutamente nenhuma fé em assuntos do outro mundo. Apesar do papel que Celina acaba por representar na história, pelo menos deu pra ter um alívio da tensão em grande parte da narrativa.

Nesse livro Peabody acaba por se ferir, e a lealdade de Eve para com ela é bonita e tocante. É bem legal ver como uma detetive que começou só como uma policial comum se tornou parceira de uma grande profissional, e como as duas desenvolveram uma amizade tão incomum e bonita! Aliás, é nesse livro que Dallas divide seu maior segredo com Peabody, selando de vez a cumplicidade entre as duas. É um livro muito bom e que forma muito bem o arco da história! Recomendo bastante!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!


Dilema Mortal (Divided in Death) – J. D. Robb

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Oi! Desculpem-me pela falta de resenhas na sexta! Não estava na minha melhor forma e acabei por simplesmente esquecer! Vou compensar essa semana, nem que tenha que programar com antecedência, prometo! Como hoje se fecha agosto (aleluia! Eita mezinho que não termina!), é dia de “Dilema Mortal”, 18º livro a acompanhar as aventuras da minha Tenente preferida.

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“Reva Ewing, uma ex-agente do Serviço Secreto norte-americano que agora trabalha como especialista em sistemas de segurança nas Indústrias Roarke, é a principal suspeita num caso de duplo homicídio. Afinal, tinha muitos motivos para matar o marido, o escultor mundialmente famoso Blair Bissel. Além de ele estar tendo um caso, sua amante era a melhor amiga de Reva. No entanto, chamada para investigar o caso, a tenente Eve Dallas acredita na inocência de Reva. Seus instintos lhe dizem que a cena do crime estava arrumada demais, lembrando um cenário, e as respostas pareciam muito óbvias. Quando investiga mais a fundo, descobre que, no exato instante em que uma faca de cozinha era enfiada entre as costelas das vítimas, a senha do estúdio do escultor morto estava sendo trocada e percebe que todos os dados de seu computador foram corrompidos e destruídos.”

Esse livro trouxe uma investigação sinistra, cheia de reviravoltas e com revelações macabras sobre o passado de Eve. Cada vez que algo sobre ela se revela, Roarke se mostra (mais e mais) uma das melhores crushes-literárias de todos os tempos, porque entra no modo protetor e amoroso hiper depressa! Achei que essa história segurou bem o ritmo da anterior, sem cair de qualidade, como às vezes acontece nessa série. Não temos introdução de novas personagens, o que é compensado pela quantidade de informações novas sobre as personagens que já conhecemos. Achei que o balanço geral ficou bom e que a combinação de investigação, narrativa e personagens deu em um bom livro. Recomendo!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


Imitação Mortal (Imitation in Death) – J. D. Robb

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Oi! Acordei mega cedo pra ter aula e resolvi que a resenha ia sair mais cedo também. É dia de série, dia de matar saudades de personagens preferidas e dia de Série Mortal. Hoje chegamos ao décimo sétimo livro, “Imitação Mortal”.

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“Verão de 2059. Um homem usando capa preta, bengala e cartola se aproxima de uma prostituta em uma rua escura de Nova York. Minutos depois, a mulher está morta. Um bilhete é deixado na cena do crime, endereçado à tenente Eve Dallas, convidando-a a participar de um jogo de gato e rato a fim de descobrir a identidade do assassino. A assinatura no bilhete é, simplesmente, “Jack”. Eve e Peabody montam uma lista de suspeitos, baseada na nota deixada por “Jack” num papel especial, mas se deparam com um problema: os suspeitos são pessoas com influência e poder, e não querem cooperar. Por isso Eve tem de ser cuidadosa, mesmo após outro ataque onde o assassino imita o estrangulador de Boston. Além de lidar com esse caso difícil, Eve tem de lidar com o nervosismo de sua assistente, Peabody, que está prestes a prestar seu exame para detetive e com Roarke que teme pela vida de Eve, pois o assassino deixa claro em seus bilhetes, que seu assunto com Eve é pessoal. Agora Eve está no rastro de um assassino que sabe tanto quanto ela sobre histórias de serial killers, e estudou os mais notórios, cruéis e infames crimes da história, e os está revivendo.”

Lembro de ter gostado muito dessa história, porque além de falar sobre serial killers do passado, pude ver um pouco mais de desenvolvimento na relação de Eve e Peabody. Foi muito legal vê-la se desenvolvendo na carreira e ver como a Eve lidou com isso – além de ver uma das cenas finais mais legais da série (e a “pré-última-cena” também foi divertida e doce, já que Eve coloca uma farda pela primeira vez no curso da série e o Roarke acha aquilo incrível, apesar de sua aversão a policiais). A investigação é boa, a narrativa é clássica da Nora e as personagens se comportam de um jeito legal: tudo isso forma uma combinação bem bacana, e eu recomendo bastante essa leitura!

Espero que tenham gostado! Bom fim de semana para todos nós e até a próxima!


Retrato Mortal (Portrait in Death) – J. D. Robb

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Oi! É sexta e dia de Série Mortal, além de ser dia de desculpas: eu deixei de fazer a resenha na quarta, mas foi por um bom motivo. Tinha uma reunião muito importante no trabalho e não tinha nenhuma condição mental de pensar em sequer sentar, que dirá resenhar alguma coisa, então desculpem-me! Vou compensar, prometo! No mais, hoje é dia de “Retrato Mortal”!

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“Eve Dallas vive no ano de 2059, mas nem por isso é uma detetive diferente das atuais: corajosa, destemida, inteligente e muito impaciente: agora ela está à caça de um serial killer que assassina vítimas jovens e inocentes, as fotografa após a morte e, no fim, envia as poses para os jornais como se fossem modelos à procura de um emprego. A trama começa quando um corpo é encontrado num reciclador de lixo, e Nadine repassa a informação. Eve parte, então, no encalço de um criminoso que se propõe a oferecer às suas vítimas a eternidade arrancando-lhes a vida no auge da juventude. O assassino, supostamente um fotógrafo, observa, analisa e registra cuidadosamente cada movimento de seus modelos antes de capturá-los. Sua missão macabra é absorver a inocência, a beleza, a juventude e a vitalidade das vítimas, sugando-as para a câmera com o intuito de tirar um derradeiro e assustador… retrato mortal. Para dificultar ainda mais a tarefa de Eve, um inesperado obstáculo se colocará à sua frente: seu marido, Roarke, descobrirá terríveis fatos sobre o próprio passado. Assim, ela terá de dar assistência ao homem que ama, caminhando na corda bamba que liga a sua vida profissional à pessoal, e buscando justiça nos dois lados do seu mundo.”

Esse foi um livro muito cheio de acontecimentos: a investigação foi bem movimentada e a vida pessoal de Eve e Roarke virou quase que de cabeça para baixo com a revelação sobre a família do nosso irlandês preferido, e os dois passaram um bom tempo em conflito, já que Roarke não queria dividir as frustrações com a Eve. Achei isso bem coisa de criança, já que ele passa o tempo inteiro enchendo a paciência dela pra que ela divida os problemas com ele. Fiquei meio zangada com ele nesse livro, vou admitir!

Não temos introduções de novas personagens, mas as que já conhecemos estão firmes e fortes passando por várias coisas em suas vidas pessoais. A investigação, inclusive, machuca uma delas no final do livro, e isso deixa a Eve doidinha, é bem doce de ver. Já que estamos no assunto, a briga entre Summerset e Eve está particularmente engraçada – e doce, ao mesmo tempo – nesse livro, já que ele quebra a perna antes de sair de férias e tem de ficar de repouso em casa, o que a deixa louquinha da vida. A soma geral desse livro é tensão, comoção e risos. Recomendo!

Espero que tenham gostado! Bom fim de semana para todos e até a próxima!