Paris versus New York (Paris versus New York, a Tally of Two Cities) – Vahram Maratyan

Posted on

Oi! Primeiro, desculpem pela demora pra liberar a resenha! É que eu acordei meio doente e precisei sarar depressa pra ir trabalhar, então a resenha ficou pra mais tarde. Segundo, hoje escolhi um livro especial, que não é literatura mas que não deixa de contar uma (e várias) histórias. É dia de “Paris versus New York”.

parisversusnewyork

“Vahram Muratyan é um jovem artista gráfico de origem armênia criado em Paris. Em 2010, depois de uma longa temporada em Nova York, ele criou o blog Paris versus New York como uma espécie de registro visual de suas experiências, um bem-humorado confronto entre duas das mais míticas cidades do mundo. O sucesso foi surpreendente e o blog teve mais de cinco milhões de visitas em um ano. A sofisticada batalha visual, travada por um amante de Paris vagando por Nova York, se transformou em livro e firmou o artista como um designer renomado, com uma carteira de clientes que inclui grandes nomes da moda, entre eles Prada e Chanel. Este amistoso confronto artístico é dedicado aos amantes de Paris, de Nova York e àqueles que estão divididos entre as duas cidades.”

torreestatua

Bom, eu já conhecia o blog “Paris versus New York“, e já namorava o livro há séculos, mas sempre adiava a compra. Aí na minha viagem para Paris estava na Shakespeare and Company e vi o livro lá, em uma das estantes. Não pude resistir e comprei. Já contei aqui que conheço e amo New York, e também conheci e amei Paris, então esse livro foi quase feito sob medida pra mim – e sei que pra milhões de outras pessoas que também se dividem entre a Cidade Luz e a Cidade que Nunca Dorme.

lesetoiles

O livro é uma história de amor pelas duas cidades, comparando aquilo que é diferente e também aquilo que é igual entre elas. Os desenhos por si só já valeriam a leitura, mas é a comparação entre as duas culturas que fazem com que o conjunto seja simplesmente genial. Eu li esse livro enquanto ia pra Hamburgo, pra passar o ano novo, e o reli várias vezes em Paris, e acabei tirando ideias de passeios dele. Fiquei com essa ideia de voltar às duas cidades e fazer essas comparações ao vivo, registrando em fotos minhas, pra ter minha própria versão do livro. Acho que é um projeto legal, quem sabe não realizo um dia?

47allure

Muitos dos desenhos dos livros estão disponíveis no google, tanto que os usei aqui para ilustrar o post, mas minha sugestão é que comprem o livro! Eu tenho a versão em inglês e francês (perfeitamente compreensível pra quem tem um conhecimento mínimo das duas línguas, e estou falando de cadeira: sou professora de inglês, portanto fluente, mas não falo quase nada de francês e ainda assim consegui entender basicamente tudo que estava escrito) mas sei também que o livro foi traduzido e publicado pela Intrínseca, então fica fácil pra ter em casa na nossa língua mãe, né? Recomendo com gosto, pra quem conhece uma das cidades, pra quem conhece as duas e pra quem não conhece nenhuma mas quer fazê-lo! É imperdível!

carrieamelie

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


Como ser uma Parisiense em Qualquer Lugar do Mundo (How to be Parisian Wherever you are) – Anne Berest, Audrey Diwan, Caroline de Maigret e Sophie Mas

Posted on

Oi! Desculpem pela demora pra liberar a resenha! Tive tanta coisa pra fazer hoje que só agora estou parando um pouco! Bom, eu ando com uma saudade absurda de viajar, e com saudades de Paris, então escolhi um livro no clima: “Como ser uma Parisiense em Qualquer Lugar do Mundo” é o escolhido de hoje! (Antes de continuar o post, um lembrete: o blog tem insta, minha gente! Favor fazer as requisições de seguir para @omundodamarina, não pra minha conta pessoal!).

Capa_Como ser uma parisiense.indd

“O que torna a mulher francesa tão única e irresistível? A pergunta, que já foi feita milhares de vezes, agora é respondida de forma definitiva por quatro parisienses tão autênticas e charmosas quanto diferentes entre si. Em uma abordagem nova e divertida sobre o que é realmente ser uma parisiense hoje em dia como elas se vestem, se divertem e se comportam, a embaixadora da Chanel e musa da Lancôme Caroline de Maigret, a escritora Anne Berest, a produtora Sophie Mas e a jornalista Audrey Diwan são surpreendentemente francas e sem rodeios. Falando sobre filhos, relacionamentos, trabalho, estilo, cultura e muito mais, revelam seus segredos e defeitos, fazem piada dos próprios sentimentos e comportamentos complicados, e até admitem ser esnobes, um pouquinho egocêntricas e imprevisíveis. Mandonas e cheias de opiniões, sim, mas também meigas e românticas. Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo é um livro divertido e inspirador que desvenda o jeito de ser das francesas, mostrando o que elas pensam sobre estilo, cultura, comportamento e homens. Com dicas nem sempre politicamente corretas, é claro…”

Em “A Parisiense” eu já tinha tido umas dicas de moda, comportamento e um gostinho de como as francesas pensam. Em “Como ser uma Parisiense” esse gostinho foi expandido com dicas super bem humoradas e textos divertidos. O livro é animado e engraçado, e eu me peguei rindo bastante! Claro que tem dicas de moda e de comportamento, mas achei que a maioria do livro explora mais aquele “quê” de personalidade exótico que faz com que as francesas sejam tão admiradas no mundo todo. Foi um conjunto bem legal de ler, e o livro virou uma válvula de escape pros dias em que eu quero rir – especialmente de mim mesma, já que até um pouco disso dá pra explorar na leitura.

Não há que se falar de personagens, então só posso dizer que recomendo a leitura pra quem gosta de Paris, pra quem se inspira nas francesas, pra quem gosta de moda e estilo e, especialmente, pra quem quer aprender a se amar – porque no fim das contas é isso que faz as francesas tão especiais: o amor-próprio e a auto-confiança que elas aprendem desde o berço! Recomendo muito!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!


Sob a Acácia do Ocidente (Sous l’Acacia d’Occident) – Christian Jacq

Posted on

Oi! Desculpem pela demora pra liberar a resenha! Com a volta das minhas aulas eu acabei por não ter tempo logo cedo, mas aqui estou! É dia de série, então vamos encerrar a saga de Ramsés II com “Sob a Acácia do Ocidente”.

811970

Pode conter spoilers involuntários de livros anteriores

“Neste quinto e último volume Ramsés, aos cinquenta anos de idade, tendo conduzido o Egito a uma deslumbrante prosperidade, aspira à serenidade da idade avançada. Porém, mais uma vez terá de ceder ao capricho hitita: ao perder Nefertari e Iset a Bela, será obrigado a desposar a princesa hitita para conservar a tão sonhada paz. Serão ainda muitos os inimigos que o ameaçarão, e Ramsés terá que realizar milagres para modificar o clima e atrair as potências divinas. Mas o tempo – o maior adversário dos homens – será implacável: um a um, levará seus amigos de sempre. Sentindo-se cada vez mais velho e solitário, Ramsés irá sentar-se à sombra da acácia do Ocidente para a sua última viagem.”

Quando eu comecei a ler a série, anos atrás, a biblioteca da minha escola não tinha o último volume, então me despedi da história do meu faraó preferido quando ele ainda estava em seu auge. Quando finalmente comprei a série pra mim, já adulta, reli cada um dos volumes e chorei de tristeza com o último, que finalmente eu estava conhecendo. A série cobre a vida de Ramsés toda, então neste último volume vemos o final da jornada, inclusive sua morte, que, pra quem se afeiçoa a ele é de partir o coração!

A narrativa segue a linha dos livros anteriores, então é clara e fácil de entender. Tudo que faltava ser amarrado é amarrado aqui, e meus motivos para gostar de Acha ficam mais claros aqui – ainda que o destino dele tenha sido triste demais para o meu gosto!

Falando em Acha, as personagens dessa série são tão boas que até hoje tenho lembranças vivas de momentos que elas protagonizaram! Os fatos históricos e as personagens famosas que se misturaram à história do faraó também fizeram deste quinto livro uma experiência surreal! Não é o melhor da série, mas é bonito e fechou bem o ciclo! “Ramsés” é uma série linda, que marcou muito a minha história pessoal, e que eu recomendo muito!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!

Série “Ramsés”:

1- O Filho da Luz

2- O Templo de Milhões de Anos

3- A Batalha de Kadesh

4- A Dama de Abu-Simbel

5- Sob a Acácia do Ocidente


A dama de Abu-Simbel (La dame d’Abou Simbel) – Christian Jacq

Posted on

Oi! É sexta e dia de resenha, já que na segunda tivemos um post diferente. Vamos continuar com uma das minhas séries preferidas, hoje com o penúltimo livro que a compõe. É dia de “A Dama de Abu-Simbel”, quase fechando a série Ramsés!

livro-ramses-v4-a-dama-de-abu-simbel-novo-14474-MLB142321211_9612-O

Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“Ícone do Egito Antigo que reinou durante 67 anos, e cujos feitos estão talhados em esculturas nos templos egípcios, Ramsés enfrentará duas ameaças perigosas: Moisés vai retornar ao Egito para exigir de Ramsés autorização para o êxodo hebreu, e Ofir atingirá com sua força maléfica o primogênito de Ramsés. Conseguirá a magia da esposa real Nefertari – a dama de Abu-Simbel – proteger o Filho da Luz?”

Quando eu peguei esta série pra ler na biblioteca da minha escola, lá na quinta série, eu me apaixonei e a devorei super depressa. O livro de hoje, em especial, me deixou emocionada, louca pra saber como eram os últimos anos da vida do faraó Ramsés, narrados no quinto livro, mas uma coisa aconteceu: a biblioteca não tinha o último volume! Por anos eu fiquei com os acontecimentos do quarto livro grudados na minha cabeça de tal forma que nem tem explicação as emoções que eu sentia, já que o que acontece neste livro é de partir o coração (ou foi assim pra mim).

Aqui o faraó enfrenta suas, provavelmente, piores ameaças: o retorno de um ex-amigo que ameaça seu reino e um feiticeiro ameaça sua saúde e seu espíritos, que vão ser defendidos pela esposa real, Nefertari. É um livro cheio de emoções e momentos de tensão, e, ainda que a trama envolvendo Moisés não seja historicamente acurada, pelo que eu pesquisei, é interessante no conjunto total, ainda mais se se levar em conta como o hebreu parece um “vilão” no contexto; digo que é interessante porque fui criada como católica, então foi como ver “um outro lado da história” – ainda que, como eu disse, não pareça ser historicamente correta.

As personagens continuam as mesmas, com algumas adições secundárias, mas pra mim a grande estrela foi Nefertari. Ela é, junto ao próprio faraó, minha personagem preferida, e eu gostei muito de ver a força que ela demonstrou frente aos acontecimentos da história, além de ter ficado com uma sensação agridoce sobre ela – mas não posso contar o porque pra não dar spoiler! Como todos os livros desta série, este é incrível! Mais do que recomendado, com certeza!

Espero que tenham gostado! Bom fim de semana para todos nós e até a próxima!

Série “Ramsés”:

1- O Filho da Luz

2- O Templo de Milhões de Anos

3- A Batalha de Kadesh

4- A Dama de Abu-Simbel

5- Sob a Acácia do Ocidente


A Parisiense (La Parisienne) – Ines de la Fressange e Sophie Gachet

Posted on

Oi! Ainda estou viajando, então este post foi programado. Para combinar com a minha viagem, um livro temático, de que gostei muito. Hoje é dia de “A Parisiense”.

IMG_31881-461x700

“Quais são os segredos do bom gosto parisiense? Ines de la Fressange – ícone da elegância na França – conta o que aprendeu sobre estilo e beleza durante décadas de experiência na indústria da moda. Ela dá conselhos de como se vestir com o encanto das parisienses e sugere um guarda-roupa a partir de apenas sete itens básicos e bons acessórios, que garantem produções práticas e elegantes. Suas fontes preferidas para verdadeiros achados e soluções de vestuário, beleza e decoração – disponíveis on-line e em Paris – são acompanhadas por fotografias de moda, nas quais a modelo é sua filha, e por desenhos assinados pela própria Ines. Esse guia inclui endereços da Paris secreta da autora: hotéis, restaurantes, spas, lugares fora do circuito turístico oficial e uma seção feita sob medida para a diversão das crianças. Escrito com humor e verve, em colaboração com a jornalista de moda da Elle, Sophie Gachet, “A Parisiense” é o roteiro fundamental para conhecer os endereços mais charmosos da capital francesa.”

Quando este livro foi lançado, virou assunto de todos os blogs de moda, inclusive de alguns que eu acompanho. Fiquei muito curiosa para ler, ainda mais depois que alguns excertos foram divulgados, e na primeira oportunidade que tive, tratei de adquiri-lo. Foi uma das melhores compras e leituras do ano passado (inclusive eu já o mencionei no blog duas vezes, aqui e aqui), e eu não podia deixar de trazer a dica, ainda que não seja um livro de literatura.

Bom, o livro trata de moda, obviamente, mas não se limita a isso. “A Parisiense” fala sobre o estilo de vida e comportamento das francesas, essas mulheres admiradas no mundo todo (são magras, bonitas, inteligentes e todas queremos aparentar ser tudo isso sem esforço, e elas o fazem, acho que daí que vem nosso fascínio). As dicas que mais me surpreenderam (e agradaram) foram as dicas sobre como viver e receber em casa, e o motivo foi simples: em Paris, como na maioria das grandes cidades do mundo, viver numa casa ou num apartamento enorme só é realidade para pessoas realmente muito ricas, mas isso nunca impediu as francesas de serem elegantes – e felizes! – dentro de seus pequenos studios e lofts, e isso mudou um bom bocado a forma como eu pensava em uma casa própria. Foi uma reavaliação de conceitos bem interessante, e eu acho que vale a pena.

Como não é uma história, não temos personagens, mas não posso deixar de mencionar a linda filha da Ines, Nine, que aparece nas fotos de estilo, logo no início, vestindo combinações tipicamente francesas. A moça parece uma boneca, e dá vontade de imitar tudo que ela veste, de tão bonita que fica em tudo! Livro mais do que recomendado, especialmente pra quem gosta de moda e quer entender um pouco mais desse universo (vou admitir que pra mim, uma das criaturas mais desleixadas que eu mesma conheço, o livro trouxe ensinamentos preciosos, que eu vou carregar pra vida toda!).

Essa é a Nine, filha da autora, Ines. Linda, né?

Essa é a Nine, filha da autora, Ines. Linda, né?

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!