A Garota no Trem (The Girl on the Train) – Paula Hawkins

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Oi! Já é terça de novo? Quase não consigo acreditar, mas é que meus fins de semana têm sido tão curtos que os dias úteis recomeçam rápido até demais… como a vida anda correndo em compasso agitado, escolhi um livro rápido, cheio de reviravoltas e momentos agoniantes, que espelha bem como estou nesse momento. É dia de “A Garota no Trem”.

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“Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason , Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess, na verdade Megan, está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.”

Eu peguei esse livro pra ler por indicação da Su, minha amiga, que eu já mencionei aqui outras vezes. Ela tinha lido “Garota Exemplar” por indicação minha e gostado, daí leu “A Garota no Trem” e achou que tinha uma vibe parecida – aliás ela e o mundo inteiro, já que a comparação foi feita por vários veículos. Peguei pra ler empolgada com a perspectiva de outro livro meio sombrio e cheio de meandros, mas saí da leitura um tanto decepcionada.

O livro é narrado em primeira pessoa pelas três mulheres mais importantes da história, a própria Rachel, Anna (a nova mulher do ex marido de Rachel) e Megan, a mulher que desaparece. A ideia do livro é muito boa, e a história te prende do início ao fim, porque você quer saber como termina – mas o livro é mais longo do que precisava, e isso me cansou um pouco. Em determinado momento eu já tinha compreendido o que tinha acontecido (e olha que não sou muito boa em descobrir culpados!) mas a narrativa estava lá, levando dias e dias pra se completar. O fato de não ter simpatizado com nenhuma das narradoras, particularmente Rachel, também ajudou para que eu não colocasse o livro entre os melhores que li nos últimos tempos: são três mulheres extremamente mal resolvidas e cheias de picuinhas com os homens de suas vidas, o que me deixou com preguiça. Não é que todo mundo não passe por problemas amorosos e não tenhamos que conviver com esse tipo de coisa vida toda, mas uma narrativa criada baseada em um problema assim precisa ser muito bem escrita, e acho que não foi tanto o caso aqui. Pena, porque a premissa era muito boa. Recomendo o livro pra quem gosta de mistérios, porque ele não é ruim, mas já aviso que não é dos melhores e que dá pra sair decepcionado da leitura.

E é isso! Espero que tenham gostado, boa semana para todos nós e até a próxima!


Vocação para o Mal (Career of Evil) – Robert Galbraith

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Oi! Com o fim do ano mais perto do que longe resolvi que é hora de começar a resenhar os livros lidos em 2016 – que não andam lá sendo muitos… Como estou num clima pra séries, pelo menos quando se trata das resenhas aqui do blog, vamos de “Vocação para o Mal”, terceiro volume da minha série policial preferida atualmente.

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Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“Quando um pacote contendo a perna decepada de uma mulher é entregue a Robin Ellacott, seu chefe, o detetive particular Cormoran Strike, suspeita de quatro pessoas de seu passado que poderiam ser capazes de tamanha brutalidade. Mas quando a polícia foca no suspeito que Strike tem cada vez mais certeza de que não é o criminoso, ele e Robin precisam correr contra o tempo para descobrir a verdade. Depois de O chamado do Cuco e O bicho-da-seda, o terceiro romance da aclamada série escrita por Robert Galbraith, pseudônimo de J. K. Rowling, é um suspense inteligente, com reviravoltas inesperadas a cada página, e também a emocionante história de um homem e de uma mulher numa encruzilhada em suas vidas pessoais e profissionais.”

Já deve ter ficado óbvio que eu me apaixonei por essa série. Adoro mistérios, adoro ver um submundo revelado e adoro uma história de amor daquelas escondidas, que demoram a se revelar totalmente, mas que você sente que estão por ali, se preparando. Achei aqui um pouco de cada uma dessas coisas, então não podia estar mais feliz. Quando o terceiro livro foi publicado tratei de comprá-lo e devorá-lo. Devorar livros assim, de impulso, anda sendo coisa mais e mais rara, nessa estranha nova fase da minha vida, então quando aparece algo que me faça parar minha vida para ler, fico incrivelmente grata.

A história em si é simples, já que livros policiais não precisam de muitos meandros: crime, investigação, descoberta, captura. Quando conseguimos dar uma entreolhada na cabeça do assassino é melhor ainda, na minha opinião, já que podemos ver os próximos passos da investigação se cruzando com as novas intenções dele, e a ação não fica relegada aos momentos finais. Aqui, realmente, temos um pouco de tudo, então é um livro policial do tipo completo! A única coisa ruim é ter que esperar tanto pelo próximo, já que o final me deixou ansiosíssima – mais do que já sou. Recomendo sem contra indicações!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!

Série Cormoran Strike:

1- The Cuckoo’s Calling (O Chamado do Cuco)

2- The Silkworm (O Bicho-da-Seda)

3- Career of Evil (Vocação para o Mal)


Animais Fantásticos e Onde Habitam (Fantastic Beasts and Where to Find Them) – J. K. Rowling

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Oi! Ainda não me sinto inserida neste ano novo! Parece que ainda é dezembro e que ainda estou fechando ciclos. Como acordei com esse sentimento esquisito, quase como se eu estivesse em dois lugares ao mesmo tempo, escolhi falar de um livro que já devia ter sido resenhado há anos – mas que está vindo parar aqui no ano em que vai ao cinema! É dia de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, mais um livro extra da série Harry Potter.

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“Este livro é adotado pelos professores da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e considerado uma obra-prima. Atribui-se a ele a responsabilidade pelo bons resultados dos alunos nos exames de Trato das Criaturas Mágicas. A obra não é recomendada só para estudantes! “Nenhuma casa bruxa está completa se não possuir um exemplar.” Trata-se de um guia com mais de 80 espécies de animais e seus respectivos hábitos, costumes e origem. Este exemplar lançado no mundo dos trouxas é uma duplicata do exemplar de Harry Potter, editado, inclusive, com notas informativas que ele e seus amigos fizeram à margem das páginas. Segundo Scamander, ‘Animais’ já está em sua 52ª edição e esclarece, entre outras dúvidas, o significado de animal para a comunidade mágica, fornece sua classificação, a percepção dos trouxas sobre esses seres, ensina como e por que mantê-los ocultos em habitats seguros e faz um histórico das normas impostas pelo Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas do Ministério da Magia, ao longo dos séculos, para preservar as feras fantásticas e assegurar aos bruxos o prazer de apreciar seus poderes e beleza.”

Na mesma época em que ganhei “Quadribol”, minha mãe comprou “Animais”, e como os dois são super fininhos eu precisei de basicamente algumas horas para terminar as leituras. Se não estou enganada, isso aconteceu entre o lançamento do quarto e do quinto (ou do quinto e do sexto) livros, o que significa que eu estava carente do universo mágico do Harry, e os livros foram bons paliativos.

Assim como “Quadribol”, “Animais” não é essencial para o entendimento da série, mas ajuda os fãs a entenderem o cânon um pouco melhor além de matar saudades de personagens muito queridas, já que o livro é uma “cópia” do livro do Harry, e contém várias anotações engraçadas dele e do Rony. Minha edição é a britânica (essa da imagem que ilustra o post), e tem 88 páginas, então já dá pra ver como é realmente rápido de ler. Não há muito mais o que dizer, a não ser que eu, pra variar, recomendo muito a leitura!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!

Livros extras da série Harry Potter:

1- Animais fantásticos e onde habitam

2- Quadribol através dos séculos

3- Os contos de Beedle, o bardo


Joana, a Louca (That Other Juana (Juana la Loca)) – Linda Carlino

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Oi! É quarta e eu estou exausta. O fim do semestre, para mim, é um grande bloco de dias, cheio de aulas finais para planejar e ministrar, provas e trabalhos para corrigir e diários para preencher e entregar. Vida de professora não é fácil, senhoras e senhores. Ainda assim, não consigo deixar de pensar em todas as coisas maravilhosas que estão vindo com o fim deste ano, e acabo por sair do mar de cansaço e colocar a cabeça acima da superfície com cada coisa boa que acontece. O livro de hoje combina com o meu humor estranho e flutuante, então vamos a ele. É dia de “Joana, a Louca”.

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“Espanha, século 16. Traída pelo marido, pelo pai e pelo filho, ela ousou desafiar um império e a Igreja para ser coroada rainha. Uma história de audácia e bravura, fascinante como poucas. O livro narra a saga de uma das personagens mais fascinantes da história europeia dos séculos 15 e 16. Filha dos Reis Católicos, Isabel de Castela e Fernando de Aragão, Joana é oferecida em casamento a Felipe, o Belo, sacramentando uma aliança política com os poderosos Habsburgo da Áustria. Com a morte da mãe, torna-se rainha de Castela, mas nunca reinou de fato. Joana é traída sucessivamente por aqueles que mais amou. Alijada do poder, primeiro pelo marido, Felipe, em seguida pelo pai, Fernando, e até pelo próprio filho, que se tornaria o poderoso imperador Carlos V, acaba confinada em um castelo em Tordesilhas, onde passou a maior parte de sua vida. No entanto, jamais se resignou, e não mediu esforços para resistir às traições que lhe foram impostas, lutando contra os poderosos e até contra a Igreja – o que lhe valeu o epíteto de “Louca”.”

Eu ganhei este livro num desapego de uma prima, e ele foi emprestado duas vezes antes de finalmente voltar para as minhas mãos para que eu o lesse. A essa altura eu já estava bem curiosa para ler a história da irmã de Catarina de Aragão, que eu já tinha conhecido através de outra autora (que pretendo resenhar no ano que vem, já que escreveu sobre várias personagens do reinado Tudor), e peguei o livro ansiosa. Que decepção.

A narrativa é forçada e chega a ser truncada em alguns momentos, e me peguei realmente agoniada com como aquela história estava sendo contada. Considerando-se que o romance conta uma história verdadeira, era de se esperar que os fatos não parecessem tão artificiais, mas não foi o que aconteceu: em diversos momentos, senti como se tudo aquilo fosse fruto da imaginação fértil e problemática da autora! Uma história real não deveria causar essa sensação em seus leitores, pelo menos na minha opinião. As personagens, coitadas, me inspiraram, em turnos, raiva, nojo, desprezo e pena. Foi difícil sentir empatia por Joana e seus problemas, especialmente porque o espaçamento entre uma desgraça e outra – a pobre teve várias em sua vida – foi muito mal feito, e o livro parece curto para tantos conflitos e problemas – o que realmente é. Apesar de isso ser um problema para a narrativa, pelo menos encerrou meu sofrimento mais cedo, já que eu realmente não gostei de nada ali. Este é um daqueles livros que eu não recomendo de jeito nenhum – tem jeitos melhores de apreciar a ficção histórica!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!


Bridget Jones: Louca Pelo Garoto (Mad About the Boy) – Helen Fielding

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Oi! Hoje não deveria ser dia de série, mas ando com vontade de deixar tudo em pratos limpos, e, para mim, uma boa parte disso é ter todas as séries devidamente organizadas. Achei melhor começar pela Bridget, já que li o terceiro livro logo no início do ano e ele é o único faltante. Vem ver como anda a mais famosa personagem de chick-lit de todos os tempos em “Bridget Jones: Louca Pelo Garoto”.

Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“Em seus 50 anos, viúva, mãe de dois filhos na Londres contemporânea, Bridget retoma seu diário abandonado e mostra que continua a mesma, e ainda mais viva – e ativa – do que nunca. O tempo se encarregou de trazer à sua vida outros dramas e dilemas, mas não levou embora seu jeito estabanado e a personalidade luminosa sem a qual ela não poderia enfrentar os momentos comoventes que a aguardam. Além de não descuidar da balança e manter-se longe dos cigarros, agora ela também precisa se preocupar com sites de relacionamentos, o número de seguidores no Twitter e os perigos de trocar mensagens de texto depois de algumas taças de vinho. Ainda às voltas com os amores, Bridget tropeça em novas confusões e tenta em vão se esquivar das gafes que ajudaram a consagrá-la como uma das personagens mais divertidas da literatura feminina, enquanto figuras antigas e recentes desfilam por sua vida – sobretudo um garoto misterioso que vem para balançar seriamente suas certezas.”

Vou admitir que no começo eu estava bem receosa em ler este livro. Tinha gostado muito do primeiro e nem tanto assim do segundo, e definitivamente esperava ficar deprimida ao ver que o Mark tinha morrido, afinal, passei o tempo todo torcendo por ele, que era uma personagem realmente boa. Não vou mentir: começar o livro foi mergulhar numa ligeira nostalgia e num bocado de tristeza, porque quando a Bridget menciona o marido é com dor e saudades, e não pude deixar de me colocar o lugar dela e em pensar como seria difícil ter filhos e perder o marido amado de uma maneira trágica. Não deve mesmo ser fácil, e acho que o grande mérito do livro – que até o redimiu do segundo, bem mais fraco, – foi mostrar que até dentro de uma personalidade estabanada e distraída pode se esconder uma pessoa que toma as rédeas da própria vida.

A narrativa é boa e as personagens – tanto as que já conhecemos quanto as que aparecem aqui pela primeira vez – são boas e consistentes, e achei que a combinação foi bem apropriada para formar um livro que se passa tantos anos depois do anterior mas mantendo a essência do que veio antes. “Louca Pelo Garoto” é bem melhor do que “No Limite da Razão” e, guardando-se as devidas reservas e mudanças, tão bom quanto “O Diário de Bridget Jones”. Recomendo bastante!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!

Bridget Jones:

01- O Diário de Bridget Jones

02- Bridget Jones: No Limite da Razão

03- Bridget Jones: Louca Pelo Garoto