Meu Tio Matou um Cara (E Outras Histórias) – Jorge Furtado

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Oi! É quarta, que costumava ser meu dia preferido na semana, sabe-se lá por quais motivos, e eu estou doida por férias. Minha vontade de viajar está me agoniando de novo, e nem cabelo ou tatuagens novas têm me sossegado. Não posso sair do lugar no momento, então fico pensando em como me distrair pra sentir o tempo passar de forma menos dolorida. Não sabia bem o que resenhar hoje, aí percebi que este livro nunca tinha vindo parar aqui, então o escolhi para hoje. É dia de “Meu Tio Matou um Cara”.

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“A notícia estourou como uma bomba: “Meu Tio Matou um Cara!”. É o que Duca, adolescente de classe média, conta para seus dois melhores amigos, Kid e Isa, por quem é apaixonado e quem, por sua vez, é apaixonada por Kid. No rebuliço familiar, os três jovens se envolvem nas peripécias que o fato patético desencadeia, acabam formando um triângulo amoroso paralelo a outro triângulo, investigando os segredos do crime e descobrindo as dores e as delícias dos primeiros amores Em outro conto do livro, Beth só quer ir celebrar o Ano Novo, mas acaba morrendo e tomando parte no julgamento do Juízo Final, quando os humanos têm de dar explicações. Ainda noutro texto, Furtado devaneia sobre a vida amorosa de Romeu e Rosalina – a amada do herói shakespeareano antes de ele conhecer Julieta. Meu tio matou um cara e outras histórias traz a originalidade ficcional e o texto dinâmico característicos de Jorge Furtado, um dos cineastas mais inventivos e renomados do cinema brasileiro. Também faz parte do livro o roteiro escrito por Guel Arraes e pelo próprio Furtado para o filme Meu tio matou um cara. O resultado desta primeira incursão de Jorge Furtado na literatura ficcional é um livro que nos submete prazerosamente ao fascínio da boa história que, de resto, é a melhor definição da boa literatura. Uma obra que agradará leitores de todas as idades.”

Este livro morava aqui em casa porque minha irmã precisou lê-lo para o PAS, então eu o peguei na estante, um dia, e resolvi ler o roteiro do filme que eu já tinha visto algumas vezes – já mencionei que assisto aos mesmos filmes um milhão de vezes? Pois é… -, mas por motivos que jamais entenderei, acabei por não ler as outras histórias, então hoje só vou mesmo falar daquela que dá título principal ao livro. É basicamente um roteiro do filme, então se você já o viu vai ficar com as cenas na cabeça, porque são as mesmas falas e tudo mais. Acho que eu gostaria de ter lido um romance da história, mas ainda assim foi uma experiência legal, e a leitura é rápida e fácil. As personagens são as mesmas do filme, mas sem essa noção de narrativa não-roteirizada é um pouco difícil se apegar a alguma delas, a não ser que você realmente tenha visto o filme e formado suas opiniões. Recomendo a leitura por ser divertida, rápida e boa, e porque acho que todo mundo deveria ler vários tipos de narrativa. Além disso, acho que o resto do livro deve ser tão bacana quanto – espero tê-lo em mãos alguma outra vez, para poder tirar a prova! Quando acontecer, volto pra contar!

Espero que tenham gostado! Boa resto de semana para todos nós e até a próxima!


O Fantástico Mistério de Feiurinha – Pedro Bandeira

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Oi! Minha última semana de férias começou linda: chuvosa, úmida e cinza, do jeito que eu amo! Achei que o clima estava propício pra histórias mais tradicionais – especialmente histórias de princesas – e me dei conta de que nunca tinha falado da Feiurinha por aqui! Pois bem, é dia de remediar isso! Vem ver o que eu achei de “O Fantástico Mistério de Feiurinha”.

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“Você se lembra, não é? Quase todas as histórias antigas que você leu terminavam dizendo que a heroína se casava com o príncipe encantado e pronto. Iam viver felizes para sempre e estava acabado. Mas o que significa “viver feliz para sempre”? Significa casar, ter filhos, engordar e reunir a família no domingo para comer macarronada? Quer dizer que a felicidade é não viver mais nenhuma aventura? como é que alguém pode viver feliz sem aventuras? Ah, não pode ser! Não é possível que heróis e heroínas tão sensacionais tenham passado o resto da vida assistindo ao tempo passar feito novela de televisão. É preciso saber o que acontece depois do fim.”

Eu li este livro quando era pré-adolescente. Aquela fase engraçada da vida em que você não parece se encaixar muito bem em grupo nenhum, mas em que começa a formar uma noção mais individual de identidade – que logo corre o risco de ser meio sufocada pelos grupos de amigos da adolescência – e em que os primeiros questionamentos mais sérios e que vão te acompanhar pra sempre começam a aparecer. Pois bem, foi no meio dessa confusão mental e emocional que eu conheci a história de Feiurinha. Fui dormir na casa de uma prima que ia apresentar a história numa peça da escola, e ela me contou a história antes de dormir. Ainda demorei alguns anos depois disso pra conseguir pôr as mãos no livro, mas consegui fazê-lo e não me decepcionei com o que encontrei.

A história narrada pelo Pedro Bandeira pode até parecer bobinha e simples pra quem só lê a sinopse, mas pra quem realmente conhece o livro logo percebe que de boba ela nada tem! De um jeito bem didático sem ser chato alguns conceitos como padrões de beleza, a oralidade na transmissão da cultura, a importância de contar histórias e a importância de se registrar essas mesmas histórias são tratados, e eu me lembro de ter sentido aquele calorzinho no coração ao ler algo tão doce e interessante ao mesmo tempo!

As personagens se combinam bem com a narrativa, porque o autor explorou uma versão das princesas que não conhecemos – ou não conhecíamos à época, porque hoje em dia já temos várias adaptações que mostram como ficaram as vidas delas após o casamento ou mesmo em outras situações. Foi bem hilário vê-las discutindo sobre qual história seria a melhor e se juntando para resolver o mistério da princesa desaparecida. O livro como um todo é muito divertido e eu acho que é uma leitura essencial para crianças! Recomendo muito mesmo!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


A Droga da Amizade – Pedro Bandeira

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Oi! É a penúltima semana do ano, dá pra acreditar? Passou voando e eu me pego impressionada com 2015! Como estou em ritmo de fechar ciclos, resolvi encerrar uma série que já estava encerrada (já explico) antes de começar os ritos de fim de ano do blog. É dia de “A Droga da Amizade”, o sexto volume da série “Os Karas” que foi publicado este ano!

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Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“Como Miguel começou a Turma dos Karas? Como conheceu e por que escolheu Magrí, Crânio, Calu, Chumbinho e a americana Peggy para formar esta turma tão especial? E por que Andrade era um policial diferente, melhor do que qualquer outro? Como cada um deles demonstrou ao líder dos Karas que era uma pessoa especial, tanto pela coragem, quanto pela honestidade, pelo caráter e pelo desejo de mudar o mundo para melhor? E o que terá acontecido com eles depois de todas as aventuras que estes sete heróis viveram? Em que se terão transformado todos eles depois de adultos?”

Eu já tinha finalizado as resenhas desta série há meses, e eis que Pedro Bandeira lança mais um livro, muitos anos depois da publicação das aventuras finais dOs Karas. A Mari, minha amiga que mora em Santos, foi ao lançamento, pegou autógrafo e bancou a repórter honorária do blog. E aí era só uma questão de tempo até que eu mesma começasse a ler o livro.

Este livro não conta uma nova aventura dos Karas. Ele é narrado, como os anteriores, em terceira pessoa, e está acompanhando Miguel, que se prepara para um momento decisivo de sua vida, lembrando, enquanto isso, de como os Karas foram formados. Levando-se em consideração que não temos nenhuma aventura grande sendo narrada, é importante dizer que alguns momentos de pequenas confusões antigas – e que não conhecemos nos livros anteriores – são narrados aqui. As personagens são as mesmas e o livro é exatamente o que promete ser: um reencontro com amigos queridos que deixamos na infância. Delicioso de ler e muito divertido, eu recomendo bastante!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!

Série Os Karas:

1- A droga da obediência

2- Pântano de sangue

3- Anjo da morte

4- A droga do amor

5- Droga de americana!

6- A Droga da Amizade


A Parede Branca do meu Quarto – Marina Oliveira

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Oi! Este blog anda mesmo uma bagunça, com resenhas saindo em dias que não eram pra sair, por isso peço desculpas! Hoje vim fazer minha mea culpa e redenção resenhando um livro que estava na minha espera há tempos já – eu o li no dia em que ganhei da autora e amiga querida – e que ficou esperando o post de lançamento. Sem mais delongas, aqui está o que eu achei de “A Parede Branca do meu Quarto”!

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“Após ter um vídeo postado no Youtube sobre o surto psicótico que teve durante uma prova, Mariana Vilar virou uma celebridade da internet. Infelizmente, isso não trouxe nenhuma vantagem para a vida dela: foi expulsa do colégio antigo, perdeu o contato com o melhor amigo e, agora, ainda tem que aguentar as pessoas perguntando a todo tempo se a conhecem de algum lugar. Chega a hora de cursar o terceiro ano do Ensino Médio, não vai ser fácil. Novo colégio, rodeado de pessoas diferentes. Os desafios surgem e as inquietudes aumentam. Mariana começa a perceber que as experiências e desejos que guiavam o seu comportamento antes, de repente não fazem mais sentido. Entender as mudanças que vão desde belos momentos afetivos até estranhas festas da elite brasiliense será uma questão de sobrevivência.”

Primeiramente eu preciso esclarecer que, sendo a Marina minha amiga ou não, este blog apresenta SEMPRE o que eu realmente penso sobre os livros que eu leio. Isso dito, posso continuar com calma a falar sobre o que eu gostei e o que eu não gostei na obra sem que vocês pensem que estou puxando o saco dela. Sim, eu adorei o livro! Quando o peguei pra ler fiquei feliz de sentir entre as mãos e de ler uma história que me interessasse tanto a ponto de me fazer terminar em poucas horas e com uma satisfação enorme. A escrita da Marina é leve, divertida e cheia de reflexões importantes e bonitas sobre situações pelas quais todos passamos na vida, mas que às vezes não sabemos analisar bem. A história é não só boa e divertida como também plausível, poderia muito bem acontecer com qualquer um de nós ou mesmo com alguém que conheçamos. Isso dito, vem minha primeira ressalva em relação ao livro: uma determinada família tem um sobrenome estrangeiro, o que, pra quem mora em Brasília, é bem comum, mas o fato de o sobrenome ser inglês/americano me fez torcer o nariz, porque não é o mais comum aqui na capital federal e me deixou com uma pontinha de agonia. Implicância besta, eu sei, mas é pra vocês não dizerem que eu não vi defeito nenhum. A história se passar em Brasília foi muito especial, já que é sempre uma delícia ler sobre um lugar que você conhece bem!

Em relação a combinação de personagens e história, a única outra coisa que me incomodou, no entanto, foi o comportamento ligeiramente não-orgânico da protagonista, Mariana. Eu sei que ela é uma adolescente e que está passando por mudanças – hormonais e de caráter -, mas às vezes sentia que a personagem era duas em uma, e isso me deixava meio chateada com ela. Do meio da narrativa em diante tudo fica bem mais suave, e aí eu passei a gostar mesmo dela! Minhas personagens preferidas foram a avó dela e o Maurício, mas não vou contar os motivos, senão estraga o livro.

Antes de acabar a resenha, preciso falar da capa, linda linda! A arte foi feita por uma amiga da Marina, e representa uma flor de Ipê, que é quase um patrimônio cultural de Brasília – são árvores lindas, com uma simbologia maravilhosa, já que florescem em plena seca, quando tudo parece morto. Não deixa de ser um contraponto lindo pra história, e eu achei a escolha super apropriada, já que o livro se passa aqui! Só gostaria que a editora desse uma olhadinha um pouco maior antes da próxima impressão – porque eu sei que teremos muitas! O livro é ótimo! – porque eu achei erros de gramática na primeira metade do livro, e isso não pode, né? À parte essas poucas e pequenas ressalvas, o livro é simplesmente incrível! Recomendo muito, demais, bastante, e fico feliz de poder dizer que foi escrito por uma amiga minha!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


Lançamento do livro “A Parede Branca do meu Quarto”

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Oi! Este post deveria ter sido publicado na sexta feira, mas eu tive um problema pra descarregar as fotos e acabei atrasando… é, não anda fácil ser blogueira não-tecnológica! Não ia deixar, no entanto, de falar dessa data tão especial: quarta feira passada, 21 de outubro, rolou o lançamento do livro da minha amiga Marina Oliveira, “A Parede Branca do meu Quarto”. Eu mostrei o livro no instagram do blog no dia que chegou, e o devorei, mas estava segurando a resenha até depois do dia do lançamento – o que significa que ele vai aparecer por aqui já já! Nesse meio tempo, vem conferir comigo um pouquinho de como foi a noite de autógrafos da minha amiga e (fina!) escritora publicada.

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Eu e a Marina nos conhecemos quando fomos estagiárias no MRE, e acabamos ficando amigas por termos gostos parecidos – línguas estrangeiras, leitura, música, prenome… Ela é formada em jornalismo mas tem talentos que se espandem bem além de uma área só: ela canta, escreve, bloga… é multitarefas e multitalentos, e quando eu vi que o livro dela estava sendo publicado já fui logo ficando ansiosa pra comprar e ler. Qual não foi minha surpresa quando ela me deu um exemplar autografado e com uma mensagem linda de viver antes mesmo do lançamento oficial! Fiquei super orgulhosa e me achando a criatura importante!

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O lançamento aconteceu no restaurante “Carpe Diem”, que fica na 104 Sul. O lançamento já começou a arrasar começando pelo lugar, super bem escolhido! O “Carpe Diem” é muito lindo, com um espaço muito bacana pra esse tipo de evento e com comida deliciosa – eu não jantei por lá, tinha sido um dia corrido e eu só fui mesmo ver a Marina.

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A Thesauros montou um estande de vendas do lado de fora do espaço para eventos onde o livro estava sendo vendido, e as pessoas formavam uma fila para tê-lo autografado e tirar foto com a autora. Vou dizer que essa fila não acabava nunca, da hora que eu cheguei até a hora que fui embora estava cheia de gente – minha amiga já é famosa e cheia de fãs, que orgulho!

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Muita gente foi prestigiar a Marina, inclusive a ex chefe dela do Ministério das Relações Exteriores – onde nós duas nos conhecemos quando éramos estagiárias. Foi bem legal vê-la por lá, e mais incrível ainda ver que tinha gente de todas as idades pra conhecer a história da Mariana (protagonista do “A Parede”).

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Os pais da Marina estavam lá, super orgulhosos da filhota, e eu pude conhecê-los, já que ainda não tinha tido a chance. São uns queridos: posaram pra fotos, contaram do meu blog pra todo mundo e estavam conhecendo todo mundo na fila, além de dar toda a assistência pra estrela da noite. Amei conhecê-los!

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O lançamento foi super legal e a Marina foi super atenciosa com todo mundo! Mesmo ocupada como estava ela assinou livros, distribuiu abraços e sorrisos e tirou fotos com todo mundo. Uma querida! O que eu posso dizer é que aguardem que a resenha sai logo logo e vocês vão poder conhecer um pouco mais sobre “A Parede Branca do meu Quarto” e sobre a Marina!

Se quiserem ver mais fotos do lançamento, é só conferir a página do blog no facebook! Tem um álbum um tanto mais completo por lá!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!

Acompanhe a Marina Oliveira e o “A Parede Branca do meu Quarto” nas redes sociais!

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