Inocência Mortal (Innocent in Death) – J. D. Robb

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Oi! Não, não é miragem: aqui estou eu de volta, na minha primeira semana de recesso, pra fazer uma resenha novinha em folha. Aliás hoje é um dia bem legal: além de voltar a resenhar, que é algo que estava bem me fazendo falta, volto com o último livro da Série Mortal que foi traduzido no Brasil, o que significa duas coisas: 1- os próximos livros a serem resenhados serão já em acompanhamento das traduções no Brasil e 2- mesmo aos trancos e barrancos meu projeto deu certo – estou bem feliz de ver que essa minha mania de resenhar uma série toda não está perdendo propósito ou parando de funcionar! Em tempo, hoje é dia de “Inocência Mortal”.

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Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“A morte do pacato professor de história Craig Foster chocou os colegas da escola de elite onde lecionava, assim como traumatizou de forma irreparável as meninas de apenas dez anos que encontraram o corpo na sala de aula. A tenente Eve Dallas, acostumada a investigar mortes inesperadas, logo percebe que este é um caso de assassinato. O almoço do professor continha um ingrediente fatal: ricina, um poderoso veneno. Enquanto isso, entra em cena Magdelana Purcell, uma loura bela e esbelta, antiga paixão de Roarke, o multimilionário marido da tenente Dallas, da época em que ele atuava do lado errado da lei. Infelizmente, Roarke se mostra cego às óbvias manipulações da estonteante e nada inocente mulher, sensibilizado por sua figura curvilínea e seus flertes incontestáveis. Diante dos próprios problemas, Eve sente dificuldades em se concentrar no caso Foster. Mesmo assim, precisará pôr de lado sua raiva, seu ciúme e sua mágoa, porque a investigação ganhará contornos aterradores depois da ocorrência um segundo assassinato na escola — e isso, mais do que tudo, a levará a becos sem saída.”

Sabe um bom mistério policial? Daqueles que você fica desesperado pra saber o culpado, mas parece simplesmente impossível? É esse. Este foi, sem dúvida, um dos melhores livros da série, e os motivos são vários: o primeiro é o mistério em si – difícil de entender, com um assassino surpreendente e uma resolução daquelas nos 45 do segundo tempo. O segundo é a vida pessoal da Tenente e seu relacionamento com Roarke, que pela primeira vez passa por um problema que envolva uma terceira pessoa – e que inclui uma rara porém divertida parceria entre Eve e Summerset. E o terceiro é ver como, ainda que esteja cheia de problemas, nossa Tenente preferida ainda consegue trabalhar com competência e resolver os problemas que vão aparecendo. Eu gostei muito do livro, mas achei que certos pontos dele são bem pesados, então pode ser que nem todo mundo se empolgue da mesma forma que eu. Ainda assim, recomendo, recomendo, recomendo!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


Tamanho 44 Também Não é Gorda (Size 14 is Not Fat Either) – Meg Cabot

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Oi! Mais uma semana que começa e eu já tô toda bagunçada: acordei mais tarde do que devia e agora estou correndo contra o tempo pra terminar tudo que tenho pra fazer antes de correr pro trabalho! Tô mesmo precisada do recesso do meio do ano, mas como parece que chega o Natal mas não chega julho o jeito é me organizar e pisar fundo. Hoje é dia de “Tamanho 44 Também Não é Gorda”, segundo livro da série Heather Wells!

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Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“A ex-estrela pop Heather Wells está de volta, e como de costume vai se envolver em uma perigosa investigação. Ela é inspetora de um dormitório feminino da universidade de Nova York, e está acostumada com festas e brincadeiras estranhas das estudantes. Quando jovens começam a aparecer mortas no dormitório, Heather acha que pode ajudar, como já fez no passado. Mas quem está por trás desses assassinatos fará de tudo para se proteger e uma inspetora gordinha não ficará em seu caminho.”

Este segundo livro da série traz um novo mistério (mais um caso de assassinato) que também acontece no Conjunto Residencial onde a Heather trabalha – e agora ela já não está mais em estágio probatório, já foi contratada. Como os problemas na vida pessoal da ex-cantora pop só parecem aumentar (o ex namorado está prestes a se casar mas não para de ligar para ela, seu pai, o ex presidiário, aparece para uma visita surpresa e o cara por quem ela é apaixonada não dá a mínima para ela), Heather resolve que vai investigar este assassinado também. O mistério em si é bem interessante e eu não posso reclamar dele, mas posso falar sobre meu descontentamento com a Heather. Já explico: quando eu li a série era bem mais nova e não tinha noção de algumas coisas que tenho hoje. Uma dessas coisas é a ideia de amor próprio e respeito próprio. Tenho uma visão bem particular sobre esse assunto, mas o que eu posso dizer de forma resumida é o seguinte: se você quer odiar seu corpo isso é só com você; ninguém deve te dizer qual relação ter com você mesmo, e se isso te prejudica ou não é você quem tem que saber e medir. Isso posto, você não pode julgar nem odiar os corpos alheios! Não quer gostar de si mesmo? Ótimo, vá em frente. Mas não ache que você é melhor do que os outros. Esse discurso todo é por causa da Heather, que parece não entender essa regra!

Sendo uma personagem “acima do peso”, era de se esperar que a Heather não fosse julgar os outros pela aparência, mas não é o caso! Colocar no mesmo saco todo mundo que é magro, ainda por cima com o estereótipo de fútil é bem cruel! Aliás é totalmente absurdo e me deixou muito indignada! É um bom livro? É sim, em termos de história, mas a protagonista, de quem eu tanto tinha gostado no primeiro livro, caiu no meu conceito ligeiramente… ainda assim é uma série que eu recomendo: é fácil e leve e agradável de ler!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!

Mistérios de Heather Wells:

01- Tamanho 42 Não é Gorda

02- Tamanho 44 Também Não é Gorda

03- Tamanho Não Importa

04- Tamanho 42 e Pronta Para Arrasar

05- A Noiva é Tamanho 42


Tamanho 42 Não é Gorda (Size 12 is Not Fat) – Meg Cabot

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Oi! Preciso pedir desculpas pela falta de resenha na quarta feira, mas eu tive uma semana complicada – tão complicada que eu nem pude vir aqui na sexta pra compensar. De qualquer modo aqui estou pra começar mais uma série – é, eu sei. É dia de “Tamanho 42 Não é Gorda”, primeiro volume dos “Mistérios de Heather Wells”.

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Capa em que o livro foi lançado aqui e capa depois que foi relançado. Eu tenho a primeira, mas acho a segunda muito mais bonita!

“Heather Wells está no fundo do poço: perdeu seu namorado, nenhuma gravadora se interessa por suas músicas, ganhou peso e só entra em roupas tamanho 42, o pai está atrás das grades e a mãe fugiu para Buenos Aires com suas economias – e seu agente! Mas, aos poucos, as coisas parecem que vão se ajustar. Ela consegue um novo emprego como inspetora em uma faculdade de Nova York e está feliz com seu novo manequim. Mesmo sem o glamour e glória dos dias de ídolo teen, tudo parece ter melhorado. Ou será que ela está enganada? De uma hora para outra, uma estudante morre misteriosamente no poço do elevador do conjunto estudantil em que ela trabalha. Os policiais e a diretoria estão prontos para declarar a morte como acidente, mas Heather conhece os adolescentes, e meninas não brincam com elevadores. Ainda que ninguém esteja muito interessado em ouvir suas suposições – mesmo depois que outras estudantes aparecem mortas de maneiras igualmente corriqueiras e sutilmente sinistras -, Heather decide entrar numa enlouquecida caçada para descobrir a verdade. À primeira vista, a vida de detetive pode parecer uma irresistível aventura, com altas doses de adrenalina, mas a realidade é potencialmente perigosa. Alguns riscos podem ser fatais e nada é capaz de irritar mais um assassino do que uma ex-estrela pop corpulenta enfiando o nariz onde não é chamada…”

Eu comecei a ler essa série porque, à época, estava numa fase bem Meg Cabot e achei que a ideia de ler uma autora de que gostava falando sobre investigação policial – um tipo de leitura que eu amo – parecia uma boa ideia. E foi! Descobri na série da Heather um monte de personagens legais que foram evoluindo de livro pra livro, fazendo com a que leitura fosse bem orgânica e fácil – ainda que eu ache que os assassinatos sejam um tanto forçadamente centrados no alojamento (não no primeiro livro, mas do terceiro em diante essa sensação ficou bem forte em mim). Nesse primeiro livro conhecemos bem a Heather e um pouco da vida dela quando ainda era uma ídola teen. Ela cresceu (para cima e para os lados) e passou por várias situações que a deixaram com a segurança em si mesma lá em baixo, mas que ela está recuperando aos poucos, trabalhando num lugar legal e tentando recriar sua vida. Minha personagem preferida é a própria protagonista, porque a narrativa da Meg não a transformou numa vítima chorona e covarde, mas numa mulher forte e que batalha pela própria felicidade. É um livro um tanto diferente dos outros que a Meg já escreveu, mas ainda dá pra identificar o estilo dela ali – e se encantar, como eu me encantei! Recomendo fortemente!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!

Mistérios de Heather Wells:

01- Tamanho 42 Não é Gorda

02- Tamanho 44 Também Não é Gorda

03- Tamanho Não Importa

04- Tamanho 42 e Pronta Para Arrasar

05- A Noiva é Tamanho 42


Nascimento Mortal (Born in Death) – J. D. Robb

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Oi! Eu sei que não é sexta e que ainda temos uma semana em abril, mas já que eu me atrasei um pouco com as resenhas da Série Mortal, resolvi que era hora de consertar isso. Estou tentando pôr a vida de cabeça pra cima, pelo menos em algumas áreas… Hoje é dia de “Nascimento Mortal”, 23º livro da série a sair aqui no Brasil.

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Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“A tecnologia avançou de forma extraordinária na Nova York do ano 2060, mas o nascimento dos seres humanos ainda ocorre exatamente como no início dos tempos. A tenente Eve Dallas, apesar de estar investigando o duplo homicídio de um casal de funcionários de uma importante firma de contabilidade, precisa ajudar sua melhor amiga Mavis Freestone, grávida de oito meses, a preparar o chá de bebê para o herdeiro que chegará em poucas semanas. Mas esse não é o único favor que Eve fará a ela. Mavis faz questão que a tenente investigue o desaparecimento de Tandy Willowby, uma das gestantes de sua turma de preparação de parto. Quando Eve entra no apartamento de Tandy e descobre o presente para o chá de bebê de Mavis sobre a mesa, embrulhado e intocado, junto da bolsa da maternidade já pronta, seu instinto aponta para um possível sequestro.”

Eu achei esse livro sensacional, um dos melhores da série, por alguns motivos bem simples: o primeiro é ver que o caso principal era interessante e intrigante; o segundo foi ver que o caso “secundário” era tão instigante quanto o principal; o terceiro foi ver os dois casos se interligando; e o último, mas ao mesmo tempo maior de todos, foi ver a Eve (e o Roarke) lidando com o nascimento do bebê da Mavis – e a perspectiva de ter uma criança na vida deles. Eu já disse várias vezes que um dos pontos altos da série é ver como o casal 20 da NY de 2050 e qualquer coisa lida com seus demônios, fantasmas e vidas pessoais, então quando um livro traz isso de forma mais evidente é sempre legal! As personagens que amamos continuam aqui e muitos acontecimentos pequenos e fofos fazem com que o livro seja cheio de momentos adoráveis que entram no coração pra sempre! Recomendo, como sempre!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


Recordação Mortal (Memory in Death) – J. D. Robb

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Oi! Nem acredito que é a última semana do ano! O clima de festividades e férias me pegou de jeito, e ando descansando sempre que posso. Quando sentei pra começar a resenha me dei conta de como o projeto da Série Mortal está funcionando bem: mais duas resenhas e estaremos em dia com os lançamentos dos livros no Brasil! Nesse sentimento de serenidade, é dia de “Recordação Mortal”.

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Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“Em Recordação Mortal, a corajosa tenente Eve Dallas é forçada a mergulhar de volta em seu passado. Trudy Lombard, uma mulher cruel e oportunista que diz ser sua mãe, aparece na Central de Polícia e desperta as piores lembranças na tenente, fazendo-a relembrar o tempo em que era atormentada e torturada diariamente. Mas parece que Eve não foi a única a sofrer nas mãos de Trudy, e talvez alguém esteja em busca de vingança.”

Esse livro foi um dos melhores da série, porque conhecer o passado da Tenente geralmente significa que a relação dela com o Roarke é ainda mais reforçada. Apesar de novas personagens não serem introduzidas, um pouco mais de cada uma das que já conhecemos é mostrado. Uma coisa que eu notei que gosto é ver Eve desesperada com compras de ocasiões especiais – nesse caso, Natal -, então acho que vou acabar por gostar dos livros que narrem esse tipo de situação. Não tem muito mais o que dizer sobre o livro, a não ser que as personagens e a narrativa continuam boas e divertidas. Boa continuidade pra série e muito mais que recomendado!

Espero que tenham gostado! Boa semana final pra todos nós e até a próxima!