20 Poemas de Amor e uma Canção Desesperada (20 Poemas de Amor y una Canción Desesperada) – Pablo Neruda

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Oi! Vocês já se apaixonaram pelo título de um livro? Eu já, algumas vezes. Às vezes o título (ou a capa) é tão interessante que sinto que ele canta pra mim dentro da livraria ou da biblioteca, e fico ansiosa para ver se ele vai me amar de volta, me presenteando com um conteúdo tão belo quanto o chamariz da aparência inicial. O livro de hoje foi um que eu demorei a ler, mas que já me chamava há anos, com um título lindo que me conquistou o coração. É dia de “20 Poemas de Amor e uma Canção Desesperada”.

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“‘Os Vinte poemas de amor e uma canção desesperada são um livro doloroso e pastoril que contém minhas mais atormentadas paixões adolescentes, misturadas com a natureza envolvente do Sul da minha pátria. É um livro que amo porque, apesar de sua aguda melancolia, está presente nele o prazer de viver. Ajudaram-me a escrevê-lo um rio e sua desembocadura: o rio Imperial. Os Vinte poemas são o romance de Santiago, com as ruas estudantis, a universidade, o cheiro de madressilva do amor compartilhado.’ Pablo Neruda”

Como eu já contei aqui no blog algumas vezes, eu me formei em espanhol anos atrás, mas por falta de companhia pra praticar, na época, acabei por perder muito da minha habilidade de produzir na língua. Continuo sendo perfeitamente capaz de ler em espanhol, no entanto, então quando resolvi realizar meu desejo de conhecer esta história resolvi fazê-lo na língua original, e foi assim que passei algumas horas acompanhadas de poemas lindos, viscerais e cheios de sentimentos, já que paixões adolescentes costumam mesmo nos deixar mais românticos – e, no caso do Neruda, mais vocais e inspirados. Não dá pra resumir cada um dos poemas, nem há que se falar de personagens, mas dá pra dizer que é um livro lindo, cheio de uma beleza pura e até meio dolorida. Recomendo muito, pois gostei bastante – me senti amada de volta, depois de ter me apaixonado pelo título. Leiam! Não vão se arrepender!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!


Love & Misadventure – Lang Leav

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Oi! Mais uma semana que começa e aqui estou eu, usando poesias pra embelezar a tão temida segunda feira. É dia de resenhar um livro curtinho, doce e gracioso, que me caiu nas mãos do jeito mais inesperado dos últimos tempos! É dia de “Love & Misadventure”.

loveandmisadventure

“Lang Leav é uma poetisa e artista internacionalmente conhecida. Premiada com a cobiçada “Churchill Fellowship”, sua obra expressa os meandros do amor e da perda. Belamente ilustrado e cuidadosamente concebido, ‘Amor e Desventura’ irá levá-lo em um passeio de montanha russa através de uma relação malfadada – das iniciais borboletas no estômago passando pelo topo – até o mergulho devastador. Lang Leav tem uma capacidade irritante de ver dentro dos corações e mentes de seus leitores. Seu talento para traduzir emoções complexas com simplicidade surpreendente ganhou-lhe um culto de fãs devotos de todo o mundo.”

Eu estava passeando pelo We Heart It como eu já estou mais que acostumada a fazer, e me deparei com um poema que me partiu o coração e sacudiu a estranhas. A imagem era essa aqui:

jealousy

Não sei bem o motivo, mas parecia que ele estava me chamando, então fui atrás do livro. Acabei por achar a Lang e pesquisar sobre o trabalho dela, de que gostei bastante! Quero inclusive ler o outro livro dela que segue a mesma linha deste, porque fiquei realmente encantada! Em “Love e Misadventure” (que, infelizmente, ainda não foi traduzido para o português) os poemas contam uma história, e se você prestar bem atenção dá pra ver direitinho o início do relacionamento, a fase do amor estável e a queda, a morte do amor. É lindo e de partir o coração, e eu recomendo muito! É um tanto diferente do que estamos acostumados a ver por aí, e é difícil falar muito sobre narrativa, o que posso dizer é que até quem não entende muito de poesia vai curtir esse livro! Não tem como não se apaixonar!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


Teogonia (Θεογονία) – Hesíodo

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Oi! Primeiro gostaria de pedir desculpas: prometi uma resenha para sexta feira mas ela não foi publicada. É que eu faço as resenhas no dia, não as programo (salvo em ocasiões muito atípicas) e eu fiquei doente justamente na sexta. Ainda não estou cem por cento, mas dá pra resenhar numa boa – até porque, estou de molho em casa. A resenha de sexta passada sairá nesta sexta, não se preocupem. Por hoje, fiquemos com a “Teogonia”.

teogonia

“Afora aquilo que ele conta sobre si mesmo em seus poemas, pouco se sabe sobre Hesíodo. É, aliás, pela referência que faz, em “Trabalhos e Dias”, ao fato de ter ganho um prêmio nos jogos fúnebres dedicados a Anfidamante, em Cálcis, que é definido cronologicamente o tempo em que o autor viveu — entre o final do século VIII a.C. e o início do século VII a.C. —, uma vez que a arqueologia comprova a existência de tais jogos nesse período. Segundo Werner Jaeger, foi justamente com Hesíodo que o subjetivo foi introduzido na literatura, o qual cita a si mesmo em suas obras e põe traços de sua história pessoal em seus cantos. Em Teogonia, o poeta fala sobre a origem do universo e a genealogia dos deuses e dos heróis (estes últimos são os nascidos da união de deuses com mortais). Muito do que sabemos sobre os antigos mitos gregos é graças a esse poema que, pela narração em primeira pessoa do próprio poeta, sistematiza e organiza as histórias da criação do mundo e do nascimento dos deuses, com ênfase especial a Zeus e às suas façanhas até chegar ao poder.”

Eu li esse livro, que é um grande poema inteiriço, para a faculdade, quando cursei uma matéria chamada Cultura Clássica. Sempre amei mitologia, como já contei aqui várias vezes, então não foi nenhuma surpresa que eu tenha gostado deste livro também, já que mostra de forma bem interessante a origem de tantos mitos que eu sempre li e ouvi por aí. Pode ser que o fato de ser um poema que conta uma história seja um tanto confuso pra quem não está acostumado, especialmente porque as rimas não são evidentes pra nós – minha edição é bilíngue, tem o original em grego ao lado, mas eu não entendo NADA de grego, não tenho nem noção de pronúncia, e ainda assim achei bonito e instrutivo! Não há muito que se falar de personagens, mas posso dizer que os retratos dos deuses os fazem ainda mais fascinantes do que eles já sempre tinham sido. Recomendo esse livro com bastante força para os amantes da cultura e da mitologia da Grécia Antiga! É realmente imperdível!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


Sonetos (Shakespeare’s Sonnets) – William Shakespeare

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“If this be error and upon me proved,

I never writ, nor no man ever loved.”

Soneto 116 – Shakespeare

Oi! Como foram de feriado? O meu foi ótimo e deu pra colocar muita coisa em dia – inclusive um pouco de descanso! Não se preocupem com as duas resenhas que não foram feitas nesse período, elas serão devidamente compensadas. A resenha de hoje é uma homenagem a seu autor: hoje é aniversário de morte de Shakespeare, um dos mais famosos escritores do mundo, e um dos meus autores favoritos. Até hoje, resenhei apenas suas peças; hoje é dia de falar de seus sonetos.

“Soneto é uma composição poética de 14 versos, em geral rimados e dispostos em quatro estrofes, duas de quatro versos e duas de três. Ao que tudo indica, o soneto foi criado na Sicília, onde era cantado da mesma forma que as tradicionais baladas provençais. Essa composição poética aderiu nos tempos modernos ao humanismo e também à devoção barroca. Os Sonetos (Sonnets) de Shakespeare, um dos maiores dramaturgos da literatura universal, são uma coletânea de 154 sonetos que, em plena era elizabetana, entre 1593 e 1600, figuram entre as mais belas e importantes obras em língua inglesa. Os temas abordados, na maioria dos sonetos, são o amor, o ciúme, a morte, o mistério e outras paixões do ser humano.”

Shakespeare é considerado o grande autor inglês, representando a Inglaterra como nenhum outro antes. Suas peças são adaptadas até hoje, mais do que as de qualquer outro autor no mundo, e suas obras são estudadas com constância. Quase todo mundo conhece um resumo de pelo menos algumas de suas peças (notadamente “Romeu e Julieta”, “Hamlet” e “Sonho de Uma Noite de Verão”), mas poucos realmente leem as obras completas e menos gente ainda lê os sonetos. Uma pena, pois são realmente lindos.

Dos 154 sonetos, meus preferidos são o 116 e o 148, mas outros também me emocionaram muito. Pra quem não está acostumado a ler poesia pode ser um pouco complicado no início, mas, se se pensar que as metáforas são muito usadas e que nem sempre a ideia iniciada termina em um verso só, fica mais fácil. Explicar um soneto – ou qualquer poema, por sinal – já tiraria dele toda a graça, então essa não é a intenção desta resenha. O que eu quero é incentivá-los a experimentar esse tipo de literatura, que moveu tantos amores e tantas pessoas ao longo dos anos – e que, eu acredito firmemente, vai continuar a mover por muitos mais.

Sempre que eu leio um dos sonetos, consigo ver a beleza dele, mesmo que eu não necessariamente goste do conjunto da obra. Existem muitos livros que trazem só os sonetos de Shakespeare, sem as peças que o tornaram tão famoso, então vale a pena procurar e experimentar um tipo de leitura diferente! Eu recomendo!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos e até a próxima!