Fahrenheit 451 (Fahrenheit 451) – Ray Bradbury

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Oi! Eu sei que já está tarde e que a resenha costuma sair pela manhã, mas minhas turmas de quarta feira acabaram, e hoje é aniversário do meu pai, o que significa que eu passei o dia passeando, depois de acordar tarde e almoçar com ele. Antes tarde do que nunca, então, e hoje é dia de “Fahrenheit 451”.

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“A obra de Bradbury descreve um governo totalitário, num futuro incerto mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instaladas em suas casas ou em praças ao ar livre. O livro conta a história de Guy Montag, que no início tem prazer com sua profissão de bombeiro, cuja função nessa sociedade imune a incêndios é queimar livros e tudo que diga respeito à leitura. Quando Montag conhece Clarisse McClellan, uma menina de dezesseis anos que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo, ele percebe o quanto tem sido infeliz no seu relacionamento com a esposa, Mildred. Ele passa a se sentir incomodado com sua profissão e descontente com a autoridade e com os cidadãos. A partir daí, o protagonista tenta mudar a sociedade e encontrar sua felicidade.”

Esse livro faz parte do Desafio da Rory, então entrou na minha lista desse ano por isso. Depois que o li, entendi porque se tornou um clássico distópico – ainda que não seja muito conhecido no Brasil. A sociedade futurística que o livro mostra é simplesmente apavorante: imagine viver sem livros? Viver numa sociedade em que eles sejam banidos, considerados crime? Eu não viveria bem num lugar assim, certamente entraria no grupo dos depressivos – não sei se sou corajosa o suficiente para entrar no grupo dos que liam escondidos…

A narrativa flui fácil, e dá pra entender depressa qual é o contexto em que acontece a história. As personagens são do tipo que você entende logo, e com as quais se identifica – ou não – bem depressa. Minha personagem preferida foi a Clarisse, mas o próprio Guy não me conquistou muito. Não sei porque raio de motivo, mas não achei que nenhuma personagem foi particularmente especial – talvez a história em si fale mais alto que uma personalidade individual, não sei bem. De qualquer modo, gostei da leitura e recomendo muito!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!