Resgatado pelo Amor (Chesapeake Blue) – Nora Roberts

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Oi! Hoje é dia de dar continuidade para mais uma série, e na hora de escolher qual seria, descobri uma abandonada há anos sem conclusão. A “Trilogia da Gratidão” virou uma “quadrilogia” a pedido dos fãs, que queriam saber como ficaria Seth Quinn depois dos acontecimentos que mudaram sua vida, e hoje é de dia de resenhar esse livro e concluir o ciclo dessa série.

“Seth Quinn finalmente está em casa e foi uma longa jornada. Após uma infância terrível, em companhia da mãe viciada em álcool e drogas, ele foi acolhido pela família Quinn e cresceu com três irmãos mais velhos, que cuidaram dele com muito amor. Agora já adulto e voltando da Europa como um pintor consagrado, Seth pretende se estabelecer de vez na baía de Chesapeake, na costa de Maryland, junto de Cam, Ethan e Phillip, seus queridos irmãos, e também de suas cunhadas e sobrinhos, que tornam o clã dos Quinn uma saudável e abençoada confusão com destino à felicidade. Seth está de volta à casa azul e branca onde há sempre um barco no cais, uma cadeira de balanço na varanda e um cão correndo pelo quintal. Só que muita coisa mudou na cidadezinha de Saint Christopher desde que ele foi embora. Agora, o segredo que Seth manteve escondido durante muitos anos ameaçará vir à tona para destruir não apenas sua nova vida, mas também seu novo amor.”

Bom, quando descobri que esse livro existia, logo depois de ter terminado a trilogia, fiquei muito curiosa para ler e rever um pouco aquelas personagens de quem tanto gostei. Acabei por encontrá-lo na biblioteca perto da minha casa e devorei depressa. Tenho que dizer que a história ficou bem abaixo do nível da Trilogia, mas é até bem razoável.

A narração segue o mesmo estilo da Nora, então qualquer fã pode identificar seus traços de escrita ali. O que eu não gostei tanto é que, para agradar seus fãs e mostrar como Seth e sua família tinham ficado depois de tantos anos, rolou uma história meio forçada. Seth tem um grande segredo – que além de não ser grande é muito burro – e esse segredo pode magoar muitas pessoas, mas daí a destruir, como diz a sinopse oficial, é um grande pulo. Eu, particularmente, acredito que só mostrá-lo tentando se apaixonar e conviver amorosamente considerando-se seu passado seria suficiente, então em termos de história não gostei muito.

O que gostei mesmo de ver foram as personagens que tinham me agradado tanto: os irmãos e as cunhadas de Seth, especialmente o casal Anna e Cam, que tinha sido meu preferido. Achei que a moça por quem Seth se apaixona, Dru, é bem fofa, mas não tão marcante quanto Anna e Grace – entra, para mim, na mesma categoria de Sybill: legal mas não é lá grandes coisas. Vale a leitura para quem leu a trilogia e gostou, e ficou curioso para saber o que acontece com Seth, mas se não tiver vontade não tem problema, já que o terceiro livro já traz uma conclusão.

É isso por hoje! Espero que tenham gostado, boa semana para todos e até a próxima!

“Trilogia” da Gratidão:

1- Arrebatado pelo Mar

2- Movido pela Maré

3- Protegido pelo Porto

– Resgatado pelo Amor


Dead to the World – Charlaine Harris

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Oi! Hoje é dia de continuar mais uma série aqui no blog. Cheguei a considerar a hipótese de terminar alguma outra, mas esta anda meio enrolada em suas resenhas, então acabou sendo escolhida. Quem sabe isso me obrigue a ler os livros que restam até o final – não que me falte vontade para ler os 4 últimos, só falta mesmo encontrá-los na livraria na edição em que os compro (preguiça de encomendar…). Hoje é dia de “Dead to the World”.

Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

Bom, Sookie está feliz da vida com sua resolução de ano novo: não apanhar mais nem se meter em problemas por culpa de seres sobrenaturais. Aí ela encontra o Eric correndo nu, no meio da estrada de Bon Temps de madrugada, e descobre que ele, além de sem roupas, está sem memória – feito que ele conseguiu depois de enfrentar um clã de wiccas que o amaldiçoou. Agora ele corre perigo de sofrer a morte verdadeira se for encontrado por um de seus numerosos inimigos em tal estado, e Sookie acaba por se tornar sua guardiã e hospedeira até que Pam – a sócia de Eric – encontre uma solução para o problema de memória dele. Com isso a resolução de Sookie vai para o espaço, porque Eric pode até estar sem memória, mas continua sexy e continua um vampiro, o que a mete, de novo, em diversos problemas.

Esse livro foi muito divertido de ler, porque conhecemos um lado do Eric que seria completamente secreto se ele não perdesse a memória. Como ele é importante na hierarquia de poder dos vampiros, não é lá de mostrar fraquezas ou emoções, mas com a guarda baixa ele deixa Sookie – e nós, felizes leitores – entrevermos um lado bem diferente e interessante dele. É a personagem de grande destaque desse livro, junto com Sookie, que está cheia de tiradas boas, como sempre.

A narrativa segue a mesma linha dos outros livros da série que li até agora: divertida, sexy e ágil, além de sempre trazer uma pontinha interessante que já especulamos como vai repercutir nos próximos livros. Claro que é tudo incrivelmente previsível em alguns momentos, mas que importa? O objetivo dessa série não é edificar ninguém, é só divertir e fazer as moças solteiras desejarem alguns daqueles vampiros bonitões. Bem recomendado, esse livro – e essa série – vão te fazer rir bastante!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana e até a próxima!

The Southern Vampire Mysteries:

1- Dead Until Dark (Morto até o anoitecer)

2- Living Dead in Dallas (Vampiros em Dallas)

3- Club Dead (Clube dos Vampiros)

4- Dead to the World (Procura-se um Vampiro)

5- Dead as a Doornail (Olhos de Pantera)

6- Definitely Dead (Vampiros para Sempre)

7- All Together Dead (daqui em diante ainda não lançados no Brasil)

8- From Dead to Worse

9- Dead and Gone

10- Dead in the Family

11- Dead Reckoning

12- Deadlocked

13- Dead Ever After


Para Sempre de Azul: O Quarto Verão da Irmandade (Forever in Blue: The Fourth Summer of the Sisterhood) – Ann Brashares

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Oi! Dezembro chegou e 2013 está indo embora. Para ser sincera, mal posso esperar por 2014, e fico feliz por encerrar ciclos. Enquanto a passagem do ano não chega, um ciclo se fecha aqui no blog mesmo, ou seja, mais uma série termina de ser resenhada (é claro que há a controvérsia do 5º livro que eu não sei se lerei, mas até aqui é mais um fim). Vamos nos despedir das meninas em “Para Sempre de Azul: O Quarto Verão da Irmandade”.

Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“Enfim o último verão das Calças Viajantes. Lena mergulha na pintura, com medo que só venha a esquecer Kostos na hora em que voltar a vê-lo. Carmen tem uma amiga da faculdade que realmente quer um papel no teatro. Mas o que Carmen significa para ela? Bridget participa de escavações na Turquia e conhece um interessante professor de arqueologia, e Eric parece ficar distante em seus pensamentos à medida que o professor fica mais perto. Tibby deixa uma pessoa que ama para trás. Será que essa pessoa vai ficar onde ela deixou?”

Esse foi o livro que, provavelmente, mais me fez chorar, de toda a série. Aqui as meninas estão lutando com a vida adulta, sofrendo a ausência umas das outras, mas nem parecem capazes de perceber isso. Foi difícil ler e perceber que, mais do que tudo, elas precisavam das amigas mas não pareciam perceber isso. Me deu vontade de entrar na história e dar uma sacudida em cada uma delas, para que vissem como é precioso ter alguém que nos ama, que nos dá apoio e que entende nossas tristezas. Acho que essa angústia foi o que me fez ficar mais triste durante a leitura.

As personagens são as mesmas dos livros anteriores, e é parte da maravilha do livro perceber como cada uma delas evoluiu. Gosto particularmente da Lena, que passa de uma menina tímida e ansiosa no primeiro livro para uma mulher bem resolvida e madura no último – ainda que mantenha traços de sua tristeza e melancolia interiores (gosto disso também, pois se isso sumisse a personagem seria bem descaracterizada e aí todo o trabalho se perderia).

A escrita é aquela característica da Ann: clara, concisa, cheia de emoções e de lições importantes. Pra ler de coração cheio, mente aberta e sair da leitura com a sensação de que a vida começa agora, e que temos que valorizar quem está à nossa volta. Não leia essa série com o preconceito de que é infanto-juvenil e por isso você não vai gostar: ela tem lições importantes, é bem escrita e divertida, apesar de ter muitos momentos de choro. Muito mais do que recomendada!

É isso, mais um ciclo que se fecha. Espero que tenham gostado, boa semana para todos nós e até a próxima.

Série “A Irmandade das Calças Viajantes”:

1- A Irmandade das Calças Viajantes

2- O Segundo Verão da Irmandade

3- Meninas de Calças: o Terceiro Verão da Irmandade

4- Para Sempre de Azul: o Quarto Verão da Irmandade

5- Sisterhood Everlasting (ainda não publicado no Brasil)

IMDbs do primeiro e do segundo filme.


A Torre Negra (The Dark Tower) – Stephen King

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Você fala a verdade, sai, e eu digo obrigado.

Stephen King – A Torre Negra

Oi! Semana começando e uma série que vai terminando: depois dessa resenha de hoje só falta mais um livro, lançado anos depois da conclusão da série e que não é essencial para o entendimento da história da Torre. Explicarei isso melhor na próxima resenha, por enquanto vamos ficar com “A Torre Negra”, último livro da série homônima.

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Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

Recomeçando onde o livro anterior parou, Roland e Eddie estão no Maine enquanto Jake, padre Callahan e Susannah estão em Nova York. Depois de se encontrar com Susannah e se despedir do padre, Jake encontra um caminho de volta para o Mundo Médio, para onde também voltam Roland e Eddie. Faltando pouco para chegar à Torre e fugindo de Mordred Deschain, o filho de Roland com Mia, filha de ninguém (o Chapinha), o ka-tet tem que enfrentar os agentes do Rei Rubro enquanto o caminho individual de cada um vai sendo traçado.

Terminar a série foi, para mim, muito dolorido. É o tipo de história que realmente te prende, e ao mesmo tempo que eu queria saber o final e ver como a saga da Torre terminava, não queria me despedir das personagens às quais me apeguei.

A narrativa é ótima, e a mistura de mitologias só deixa o livro mais rico – procurem por “Mordred” no google e vão entender do que estou falando. Gosto muito da escrita do King, e mesmo que não fique tão fã das histórias de terror pelas quais ele ficou realmente famoso, sei que “A Torre Negra” é uma história que vai ficar comigo.

As personagens são as mesmas dos livros anteriores, com acréscimos ocasionais de personagens secundárias que ajudam a história a andar. Dessas secundárias gostei muito de Cullum, que ajuda Roland e Eddie a encontrar o caminho dentro do Maine. Além disso gostei bastante da participação do próprio King nesse volume. É melhor que a participação no livro anterior, certamente.

A série se encerra nesse livro, e o próximo a ser resenhado, “O Vento Através da Fechadura” se passa, na realidade, entre “Mago e Vidro” e “Lobos de Calla”, mas se você não quiser não precisa lê-lo; vou explanar um pouco mais sobre isso na resenha dele.

Uma série excelente, com uma mitologia fantástica e que, se demora pra te prender, quando o faz não te deixa mais. Muito mais do que recomendado!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos e até a próxima!

Série “A Torre Negra”:

01 – O Pistoleiro

02- A Escolha dos Três

03- As Terras Devastadas

04- Mago e Vidro

05- Lobos de Calla

06- Canção de Suzannah

07- A Torre Negra

4.5 – O Vento Através da Fechadura

Para ajudar a entender os termos da série, clique aqui e acesse uma wiki que pode ajudar!


Canção de Susannah (Song of Susannah) – Stephen King

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Oi! Antes de começar o post devo avisar que essa semana será especial: além das resenhas habituais de hoje e de quarta, teremos uma no sábado, então fiquem ligados. Estamos quase chegando ao fim de mais uma série aqui no blog, que é a “A Torre Negra”, mas ao invés dos sete livros iniciais, incluirei o oitavo, que se situa entre “Mago e Vidro” e “Lobos de Calla”, e que vou resenhar ao final dos sete originais (e aí explico como funciona essa de entrar no meio da série). Por enquanto, fiquemos com o sexto livro, “Canção de Susannah”.

Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

Depois de concluir sua missão em Calla, o ka-tet precisa se separar para encontrar Susannah (e Mia dentro dela) e salvar a rosa: Jake e Callahan vão atrás de Susannah e Rolland e Eddie vão atrás de Tower, para salvar o terreno. Os quatro vêm para o nosso mundo, e enquanto Jake e Callahan rumam para Nova York – onde Susannah e Detta estão lutando para manter Mia viva até que possa parir o chapinha -, Rolland e Eddie vão para o Maine, onde Tower simplesmente não parece colaborar. Nesse meio tempo, Susannah faz descobertas importantes sobre a Torre, e percebe que Mia entrou em um acordo em que não conhecia todas as cláusulas. O tempo está passando…

Bom, este é o segundo menor livro da série, e apesar de fazer parte da saga da Torre (e, consequentemente, da vida de Rolland), é centrado em Susannah e seus problemas para ter o bebê (ou chapinha, como Mia o chama). Como ele é centrado em Suze, acaba por ser um livro bem mais psicológico do que os anteriores, pois é na cabeça dela que muita coisa sobre a Torre e sobre cada uma das personagens se esclarece.

A personagem nova que aparece nesse livro é, de longe, a mais interessante de todas que vimos até agora: o próprio Stephen King. Explico: em 1999, King sofreu um acidente que o deixou entre a vida e a morte, e seus fãs ficaram preocupados que ele morresse sem terminar a história da Torre (quanto carinho, não?), que até ali só tinha chegado até “Lobos de Calla”. Toda a obra dele sofreu uma influência, direta ou indireta, desse acidente, e com sua maior empreitada/obra não podia ser diferente. Os pistoleiros devem se encontrar com King e convencê-lo a continuar escrevendo a história da Torre, para que possam chegar ao final de sua missão.

A escrita é tão excelente quanto o restante da série e os elementos psicológicos são de tirar o fôlego. Ainda assim, no meu ranking pessoal da série, este livro fica em 5º lugar. Não conseguiu me conquistar tanto quanto os outros, e foi, definitivamente, superado pelo último. Ainda assim é um ótimo livro e essencial para o entendimento da série: recomendo! Se tiverem a oportunidade, não deixem de conhecer a saga da Torre!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos e até a próxima!

Série “A Torre Negra”:

01 – O Pistoleiro

02- A Escolha dos Três

03- As Terras Devastadas

04- Mago e Vidro

05- Lobos de Calla

06- Canção de Suzannah

07- A Torre Negra

4.5 – O Vento Através da Fechadura

Para ajudar a entender os termos da série, clique aqui e acesse uma wiki que pode ajudar!