Canção de Susannah (Song of Susannah) – Stephen King

Posted on

Oi! Antes de começar o post devo avisar que essa semana será especial: além das resenhas habituais de hoje e de quarta, teremos uma no sábado, então fiquem ligados. Estamos quase chegando ao fim de mais uma série aqui no blog, que é a “A Torre Negra”, mas ao invés dos sete livros iniciais, incluirei o oitavo, que se situa entre “Mago e Vidro” e “Lobos de Calla”, e que vou resenhar ao final dos sete originais (e aí explico como funciona essa de entrar no meio da série). Por enquanto, fiquemos com o sexto livro, “Canção de Susannah”.

Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

Depois de concluir sua missão em Calla, o ka-tet precisa se separar para encontrar Susannah (e Mia dentro dela) e salvar a rosa: Jake e Callahan vão atrás de Susannah e Rolland e Eddie vão atrás de Tower, para salvar o terreno. Os quatro vêm para o nosso mundo, e enquanto Jake e Callahan rumam para Nova York – onde Susannah e Detta estão lutando para manter Mia viva até que possa parir o chapinha -, Rolland e Eddie vão para o Maine, onde Tower simplesmente não parece colaborar. Nesse meio tempo, Susannah faz descobertas importantes sobre a Torre, e percebe que Mia entrou em um acordo em que não conhecia todas as cláusulas. O tempo está passando…

Bom, este é o segundo menor livro da série, e apesar de fazer parte da saga da Torre (e, consequentemente, da vida de Rolland), é centrado em Susannah e seus problemas para ter o bebê (ou chapinha, como Mia o chama). Como ele é centrado em Suze, acaba por ser um livro bem mais psicológico do que os anteriores, pois é na cabeça dela que muita coisa sobre a Torre e sobre cada uma das personagens se esclarece.

A personagem nova que aparece nesse livro é, de longe, a mais interessante de todas que vimos até agora: o próprio Stephen King. Explico: em 1999, King sofreu um acidente que o deixou entre a vida e a morte, e seus fãs ficaram preocupados que ele morresse sem terminar a história da Torre (quanto carinho, não?), que até ali só tinha chegado até “Lobos de Calla”. Toda a obra dele sofreu uma influência, direta ou indireta, desse acidente, e com sua maior empreitada/obra não podia ser diferente. Os pistoleiros devem se encontrar com King e convencê-lo a continuar escrevendo a história da Torre, para que possam chegar ao final de sua missão.

A escrita é tão excelente quanto o restante da série e os elementos psicológicos são de tirar o fôlego. Ainda assim, no meu ranking pessoal da série, este livro fica em 5º lugar. Não conseguiu me conquistar tanto quanto os outros, e foi, definitivamente, superado pelo último. Ainda assim é um ótimo livro e essencial para o entendimento da série: recomendo! Se tiverem a oportunidade, não deixem de conhecer a saga da Torre!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos e até a próxima!

Série “A Torre Negra”:

01 – O Pistoleiro

02- A Escolha dos Três

03- As Terras Devastadas

04- Mago e Vidro

05- Lobos de Calla

06- Canção de Suzannah

07- A Torre Negra

4.5 – O Vento Através da Fechadura

Para ajudar a entender os termos da série, clique aqui e acesse uma wiki que pode ajudar!


Lobos de Calla (Wolves of the Calla) – Stephen King

Posted on

Oi! Para a última resenha da semana resolvi continuar com uma série que está um tanto atrasada. Demorei com este livro porque o anterior foi realmente o meu preferido, e escrever a resenha dele me sugou um pouco a vontade de continuar resenhando a série; precisava de um tempo dela, mas agora cá estou para continua-la: hoje é dia de “Lobos de Calla”.

110925021SZ

“Depois de sair de uma Topeka alternativa e escapar do mago Randall Flagg, o ka-tet de Roland chega à vila de Calla Bryn Sturgis, onde encontram o Padre Callahan (“A Hora do Vampiro”, em inglês “Salem’s Lot”). O povo da cidade pede aos pistoleiros que o defenda da ameaça dos Lobos — cavaleiros mascarados que surgem uma vez a cada geração para roubar metade das crianças do local e devolvê-las semanas depois, física e mentalmente incapacitadas. Enquanto isso, na Nova York de 1977, a Corporação Sombra planeja atacar o terreno baldio onde floresce a Rosa, manifestação da Torre Negra no mundo atual. O ka-tet tem, então, duas missões: defender o povo da cidade de Calla e proteger a Rosa em Nova York; o relógio corre e o tempo diminui, e as duas missões são dificultadas pelo estranho comportamento de Suzannah, que está sofrendo as consequências de uma atitude que tomou no início da jornada pela Torre.”

Esse livro é bem carregado de tensão, já que o ka-tet descobre uma limitação de tempo entre a NY de 1977 e a cidade de Calla, o que significa que a batalha contra os Lobos deve terminar em um momento quase exato, e os planejamentos para essa mesma batalha são entremeados com viagens para proteger a Rosa. Além disso, o ka-tet percebe que Suzannah está grávida do demônio que a violentou em “As Terras Devastadas”, o que acaba criando outra “missão”: proteger Suzannah de si mesma, do bebê que carrega, e da mãe do bebê, uma personalidade chamada Mia, filha de ninguém, que está “morando” no corpo de Suze. Todas essas missões e tarefas já seriam motivo suficiente para deixar o leitor ligado, mas King não ia deixar tudo assim tão simples: o livro é recheado de referências – diretas e indiretas – a livros, filmes e HQs, além de entremeado com outro livro dele, “A Hora do Vampiro” (que eu ainda não li).

As personagens são as mesmas dos livros anteriores acrescidas dos moradores de Calla e do Padre Callaham. Gostei do Padre, que pelo resumo que ele faz de sua história parece um homem atormentado, mas minhas personagens preferidas foram as mulheres da cidade, que formam as “Irmãs de Oriza” e que mostram, de novo, o poder que as mulheres têm dentro de si (a maioria delas, inclusive, é mais corajosa que a maioria dos homens da cidade).

Gostei muito da história desse livro, mas ele foi o que me deu mais claramente a sensação de que eu só vou entender cada milímetro de narrativa no dia que ler/vir absolutamente tudo que King faz referência (não estou dizendo que isso é ruim, mas que a obra é bem mais complexa do que eu imaginei no início, quando comecei a ler). No meu ranking – bem pessoal – da série esse livro fica em 3º lugar, portanto mais do que recomendado.

Espero que tenham gostado! Bom restinho de semana e até a próxima!

Série “A Torre Negra”:

01 – O Pistoleiro

02- A Escolha dos Três

03- As Terras Devastadas

04- Mago e Vidro

05- Lobos de Calla

06- Canção de Suzannah

07- A Torre Negra

Para ajudar a entender os termos da série, clique aqui e acesse uma wiki que pode ajudar!


Mago e Vidro (Wizard and Glass) – Stephen King

Posted on

Oi! Hoje a resenha é – finalmente! – do meu livro preferido da série “A Torre Negra”, “Mago e Vidro”. Já aviso de antemão que o livro é bem triste e dramático, mas belíssimo! Stephen King me surpreendeu várias vezes ao longo da leitura da série com sua capacidade de contar vários tipos de histórias!

Torre.Negra.04-Mago.e.Vidro-Stephen.King-LivrosGratis.net

Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“A estranha e inesquecível odisseia de Roland de Gilead em busca da Torre Negra continua. No quarto volume da série imaginada por Stephen King, novos perigos ameaçam o destino de Roland. Mago e Vidro retoma a eletrizante narrativa interrompida em As Terras Devastadas. Depois de enfrentar a terrível ameaça do monotrilho Blaine, o último pistoleiro e seus seguidores desembarcam na cidade de Topeka, no Kansas, e retomam o caminho do Feixe de Luz que conduz à Torre Negra. Roland revela então aos companheiros a história de seu passado, e a trágica perda de seu grande amor de juventude, a bela Susan Delgado de Hambry, no baronato de Meijis.”

O livro basicamente conta a história de amor de Susan e Roland. O Pistoleiro começa narrar sua história mais ou menos na página 100 e termina quase no final, e é nessa narrativa dele, finalmente, que podemos entender até onde ele vai pela Torre. A primeira coisa que eu gostei nessa história foi o fato de poder montar uma cronologia melhor da história do Roland. Até aqui só tinha vislumbres do que tinha acontecido com ele desde que se tornara um pistoleiro, e “Mago e Vidro” preencheu bem essas lacunas. A segunda coisa de que gostei muito foi a oportunidade de conhecer seus amigos de escola, companheiros de seu primeiro ka-tet, Curthbert Allgood e Alain Johns; Bert se parece bastante com Eddie no jeito brincalhão que tanto irrita Roland, e Alain lembra Jake, com sua sensibilidade fora do comum. A terceira coisa que me encantou, e que tornou esse livro meu preferido, foi a história de amor de Roland e Susan.

Susan é uma moça bela e corajosa, que é obrigada pela tia, Cordelia, a fazer coisas que não quer para “ajudar a família”, como por exemplo se comprometer a ser amante do Prefeito Hart Thorin. Ela se apaixona por Roland, que entrou na cidade disfarçado, e acaba por ajudá-lo com a missão que, originalmente, o levou ao baronato de Mejis. Os dois se tornam amantes, e Roland, com a ingenuidade de um menino de 14 anos, tenta manter a relação em segredo ao mesmo tempo em que faz as investigações ordenadas pelo pai e tenta lidar com os Caçadores do Grande Caixão, uma estranha irmandade que parece ter uma influência maligna na cidade de Hambry. Como acontece com quase todos que se envolvem com Roland, o destino de Susan não é feliz, mas não vou dizer o que acontece. O que vou dizer é que, se você está lendo a série e chegou até aqui, já deve ter notado que não dá pra abandonar a leitura. E se você, como eu, for muito “manteiga derretida”, seu coração vai se partir, muitas vezes e em muitos pedaços! Leiam, se puderem! É uma série maravilhosa, o livro é super bem escrito e Stephen King me fez sentir com 14 anos de novo, experimentando o primeiro amor (e um bem dramático, diga-se de passagem!).

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos e até a próxima!

Série “A Torre Negra”:

01 – O Pistoleiro

02- A Escolha dos Três

03- As Terras Devastadas

04- Mago e Vidro

05- Lobos de Calla

06- Canção de Suzannah

07- A Torre Negra

Para ajudar a entender os termos da série, clique aqui e acesse uma wiki que pode ajudar!


Marina (Marina) – Carlos Ruiz Zafón

Posted on

“A veces dudo de mi memoria y me pregunto si únicamente seré capaz de recordar lo que nunca sucedió.

Marina, te llevaste todas las respuestas contigo.”

Carlos Ruiz Zafón – Marina

Oi! O livro que vou resenhar hoje é praticamente um atestado de egocentrismo. Uma curiosidade a meu respeito: adoro meu nome. O significado dele, as características a ele atribuídas, o som… eu sei que isso provavelmente é meio doido, mas adoro quando estou lendo um livro e uma Marina aparece, meu coração até dá um salto! Adoro ver as milhões de Marinas que podem existir por aí, e adoro quando são personagens de livros. Por mais incrível que pareça, no entanto, esse não foi o motivo para eu escolher ler esse livro (pelo menos não o motivo principal). Eu já tinha lido “A Sombra do Vento”, também do Zafón, e tinha adorado, então, resolvi que esse seria o próximo. Na época ele ainda não tinha sido traduzido, então eu li em espanhol mesmo, tamanha a agonia pra conhecer a história que já era famosa fora do Brasil.

Em “Marina” conhecemos Óscar Drai; ele é o narrador, e conta a maior história que aconteceu em sua vida, quando era um jovem de 15 anos. Óscar vivia em um internato e gostava de andar pelas ruas de Barcelona e se encantar pela arquitetura dos casarões da cidade, muitos deles abandonados. Um dia, um desses casarões fascina tanto ao rapaz que ele entra. Lá dentro, uma voz belíssima e um relógio de bolso quebrado e muito antigo chamam sua atenção, mas algo ou alguém aparece na sala de estar e o assusta. Quando retorna à casa para devolver o relógio, que levou por acidente e que tem atormentado sua conciência como sendo o produto de um roubo, conhece Marina, uma jovem de olhos cinzentos que vive na casa com seu pai, Germán e o gato Kafka. Ela o leva a um cemitério, onde uma mulher vestida em um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora, despertando a curiosidade dos dois jovens. A partir daí os dois entram em uma aventura macabra pelas ruas da cidade, procurando a resposta para o mistério da mulher vestida de negro, enquanto Óscar tem que descobrir o mistério que cerca Marina, por quem ele se vê mais e mais apaixonado.

O livro, apesar de não parecer (nem pela sinopse, nem pelo clima da história), é um livro infantil, ou pelo menos era isso que o Zafón queria que ele fosse. As personagens principais, Óscar e Marina me tomaram o coração, e o pai dela, Germán, entrou na lista de personagens mais corajosos que eu acompanhei. Não posso falar das personagens secundárias sem dar spoilers da história, mas posso dizer que gostei muito de todas: são sombrias, bem construídas e até bem realistas, apesar do clima meio sobrenatural em que suas histórias individuais se encontram. Adorei o livro, de verdade, e recomendo. Mas ele é meio lúgubre, então, pra quem procura algo bem animado pra ler, passe longe desse aqui. Deixe pra quando estiver preparado pra mistérios e um amor ingênuo e doce.

Sobre a Marina do livro? É tudo aquilo que queríamos ser em situações como as que ela vive: corajosa e compassiva, mesmo que tenha ataques de raiva, de vez em quando. Uma personagem muito humana, de que gostei bastante (e nem só por dividirmos o nome).

Minha cópia do livro.

Minha cópia do livro. Para ampliar, clique na imagem.

Espero que tenham gostado! Até a próxima e boa semana!


Fallen (Fallen) – Lauren Kate

Posted on

Oi gente! Eu estava enrolando com Fallen há séculos no computador, até comentei lá no “Essa Semana”, quando ontem a noite dei uma bronca em mim mesma: “vamos Marina, coragem!” e recomecei a leitura do livro, que por sinal, me cativou! Aliás me cativou taanto que quase escrevi uma resenha à uma hora da manhã, vê se pode! Me acalmei, fui dormir e vim hoje dividir com vocês minha opinião sobre o livro! Antes eu tenho que avisar que o “Essa Semana” dessa semana deve vir na segunda feira, pra ficar mais certinho, ok? Não sei ainda como vou ter que fazer!

Bom, sobre o livro… aqui conhecemos a história de Luce, uma garota introspectiva e muito triste, que está sendo mandada pelos pais para o internato “Sword & Cross” depois de ter sido acusada de algo que ela não fez. Ou pelo menos ela acha que não… o fato é que ela não se lembra do que aconteceu, e isso a perturba intensamente!

Luce foi perseguida por sombras a vida toda, e por isso ela foi mandada para vários psicólogos por seus pais, que aparentemente querem o melhor pra ela – eu digo aparentemente porque não gostei deles. Ela os adora, mas achei que são dois idiotas #prontofalei -, sendo que assim ela chega a “Sword & Cross”. Lá ela conhece dois garotos que viram sua cabeça, dividindo o coração dela. Daniel Grigori é um garoto sombrio e calado, que tenta de todas as formas se afastar de Luce, sem sequer conhecê-la, e Cam é um garoto animado, que parece instantaneamente encantado com Luce. Só que como ela vai fazer para decidir a quem seu coração pertence?

Eu adorei o livro. Como a Ju lá do Lost disse na resenha dela sobre Fallen, é um livro que, se você nunca soube que era sobre anjos, você só ia saber mais pro final. O que eu mais gostei é que, quando os anjos efetivamente aparecem como anjos, eles se parecem muito com aquilo que eu teria como o anjo ideal da literatura – são parecidos com os anjos de um livro que eu escrevi antes mesmo dessa onda sobrenatural aparecer (abafa que eu sou pseudo-escritora).

Bom, eu recomendo a leitura, é um romance misterioso e muito fofo, que derrete o coração da gente! Não vou esperar por Torment – a continuação de Fallen – que já está aqui no computador, pronto pra ser lido! Beijos a todos e até a próxima!