Carrie, a Estranha (Carrie) – Stephen King

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Oi! É segunda, o dia mais odiado do mundo, mas eu estou feliz: é minha última semana de trabalho do ano e logo entrarei de férias. Ando mesmo precisando de um descanso e vai ser bem vindo poder passar um tempo em casa e em paz – nada de viagens pra mim desta vez, infelizmente. Ainda que meu humor esteja bom, sei que a maioria das pessoas detesta segundas, então escolhi um livro pra combinar com esse clima. É dia de “Carrie, a Estranha”.

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“Solitária, ela carrega dentro de si um ódio cada dia mais profundo. Carrie seria apenas mais uma entre várias adolescentes angustiadas, não fosse um detalhe: ela possui poderes sobrenaturais devastadores. Consegue fazer as coisas se moverem, e esse é o seu jogo, o seu poder o seu pecado. Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicam. A vendeta vem a tona de forma furiosa e amedrontadora que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos.”

Eu acho que todo mundo já deve ter pelo menos ouvido falar neste livro. É um dos mais famosos do King, e, não sem motivo, é parte do Desafio da Rory. Eu já queria lê-lo há anos, e tê-lo no desafio foi juntar a tampa com a panela. Já contei que passei a gostar mesmo do King quando li “A Torre Negra”. Ando querendo ler mais e mais coisas dele, e Carrie aumentou essa vontade, porque foi o primeiro livro que ele escreveu e, apesar de seguir o estilo que o caracterizou, é, obviamente, mais cru e menos amadurecido. É o retrato de um King mais novo mas não menos talentoso, e eu fiquei bem admirada de ver como ele escrevia bem mesmo no início da carreira.

A narrativa se divide entre excertos de um livro escrito sobre a história de Carrie, relatos investigativos do FBI sobre paranormalidade – especialmente de pessoas como a protagonista – e uma narração em terceira pessoa que acompanha a história em si, e que é a única a seguir os eventos “em tempo real”, já que os outros se tratam de relatos dos acontecidos feitos anos depois. Apesar de parecer confuso, não é, e dá pra acompanhar bem o que acontece, além de dar pra se sentir mal pela pobre menina que, depois de anos de bullying, acaba por se vingar dos que a feriram. Esta é, afinal, uma história de terror com base nos maus tratos sofridos por uma adolescente, e não podemos esquecer deste detalhe.

As personagens são muito reais e tangíveis, e é impossível não ter sentimentos fortes sobre elas. Não posso dizer que tive personagens preferidas ou que detestei, só posso dizer que, juntas, elas formaram um time que fez de Carrie um clássico realmente imperdível. É um livro de terror, então pode não ser para todos, já aviso. Ainda assim, recomendo! Acho que todos temos que conhecer histórias assim!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


O Iluminado (The Shining) – Stephen King

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Oi! Desculpem pela demora pra sair a resenha hoje; estou aproveitando os últimos dias de férias pra descansar no meu horário biológico normal -que infelizmente não é o mais comum no mundo… Escolhi pra hoje um livro que foi presente de aniversário, e que eu amei! É dia  de “O Iluminado” (que, ó novidade, virou filme).

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“Danny Torrance não é um menino comum. É capaz de ouvir pensamentos e transportar-se no tempo. Danny é iluminado. Será uma maldição ou uma bênção? A resposta pode estar guardada na imponência assustadora do hotel Overlook. Quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador no velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeiras. Não mais o sofrimento da esposa, Wendy. Tranquilidade e ar puro para o pequeno Danny livrar-se das convulsões que assustam a família. Só que o Overlook não é um hotel comum. O tempo esqueceu-se de enterrar velhos ódios e de cicatrizar antigas feridas, e espíritos malignos ainda residem nos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança. É uma sentença de morte. E somente os poderes de Danny podem fazer frente à disseminação do mal.”

Bom, eu na verdade comecei a ler esse livro anos atrás, através da biblioteca pública da minha cidade, mas tive que parar por algum motivo que não lembro. Quando a Ivy me deu o livro de presente no ano passado eu fiquei super feliz e tratei de devorá-lo. A narração é bem compreensível é tranquila, estilo clássico do King. A história dá medinho mas não é tão apavorante que não dê pra ler. Pra evitar medos maiores eu nunca a lia de noite, no entanto! Hahaha!

As personagens são muito boas, e eu gostei particularmente do Jack Torrance, que foi desenvolvendo a loucura lentamente; achei que esse desenvolvimento acompanhou bem o clima da história e as personagens, então formou um conjunto bem harmônico. Gostei do próprio hotel também, já que ele é uma personagem (e das mais apavorantes, diga-se de passagem), e de Dick Halloran, o outro iluminado da história. Danny e Wendy não são personagens ruins, mas não são tão legais quanto as outras três que eu já mencionei. Não achei que as personagens secundárias foram tão interessantes assim, por isso não menciono ninguém em particular. Depois de muitos anos da publicação do livro e do sucesso que ele fez – ainda mais depois de virar um filme (que o King detestou) – uma continuação foi escrita, mostrando Danny adulto, anos depois dos eventos que aconteceram no Overlook. Ainda não tive a chance de ler, mas pretendo fazê-lo assim que der! No todo é um livro bem legal, que eu recomendo bastante, especialmente pra quem quer ler uma boa história de terror!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana pra todos nós e até a próxima!

Danny Torrance“:

01- O Iluminado

02- Dr. Sono


O Vento Pela Fechadura (The Wind Through the Keyhole) – Stephen King

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Oi! O fim do ano está tão próximo, que quase dá para tocá-lo com os dedos estendidos, e eu mal posso esperar! Nesse meio tempo, tenho resenhas muito legais e um post muito especial pra sair, então fiquem ligados! Pra concluir mais uma série – vão ficar pelo menos cinco para serem concluídas em 2014 – hoje trago o último volume da série “A Torre Negra” a ser lançado, mas que deve ser lido – se você não leu a série ainda – entre o quarto e o quinto livro. Explico tudo mais pra frente no post, não se preocupem. Hoje é dia de “O Vento Pela Fechadura”.

Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

“No meio do caminho entre o Palácio Verde e Calla, o pistoleiro Roland Deschain e seu ka-tet – Jake, Susannah, Eddie e Oi, o trapalhão – são obrigados a acampar numa cidade fantasma. Caso contrário, seriam congelados com a chegada súbita e mortal de uma borrasca, tempestade única ao Mundo Médio. Para afastar o tédio da espera, Roland distrai o grupo com uma história de seu passado. Porém, no centro dessa lembrança, o jovem Roland, do passado, também narra uma fábula de sua infância, registrada em seu livro favorito: “O vento pela fechadura”. A lenda do menino Tim e suas aventuras em busca do mago Merlyn acabam revelando muitas verdades sobre Gilead, o Mundo Médio e o Pistoleiro.”

Bom, esse livro narra uma pausa entre os acontecimentos de “Mago e Vidro” e “Lobos de Calla“, onde os pistoleiros correm riscos com uma tempestade perigosíssima, que só existe no Mundo Médio. Quando Roland resolve contar mais um pedaço de sua juventude, acaba por narrar uma história que era sua preferida quando criança, assim, “O Vento Pela Fechadura” é uma história dentro de uma história dentro de uma história.

As personagens são basicamente o ka-tet, com a adição de uma personagem tão minúscula que nem vale mencionar, mas dentro do passado de Roland acabamos por conhecer outro de seus companheiros de infância, Jamie de Curry, que o acompanha na missão em que é enviado pelo pai. As personagens secundárias nesse livro até são interessantes, mas foi de Jamie que gostei, pois é bem diferente de Alain e de Cuthbert, os outros amigos do passado de Roland.

Sobre a história em si, o que posso dizer é que fiquei dividida. A história é até interessante e bem narrada, não nega seu autor; além disso, pude matar as saudades dos pistoleiros, e essa foi a melhor parte, mas a verdade é que mesmo que a história seja boa, ela era completamente desnecessária para a série em si. Não é que ela não traga novos elementos e informações interessantes sobre a busca da Torre, mas eu simplesmente fiquei com a sensação de que, se esse livro não tivesse existido, não teria feito muita diferença. Assim, gostei do livro e logicamente o recomendaria para quem quer conhecer a série da Torre com toda a completude, mas se você leu a série e não sabe se quer ler esse livro, não se sinta obrigado: a verdade é que dá pra passar sem ele!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos e até a próxima!

Série “A Torre Negra”:

01- O Pistoleiro

02- A Escolha dos Três

03- As Terras Devastadas

04- Mago e Vidro

05- Lobos de Calla

06- Canção de Suzannah

07- A Torre Negra

4.5- O Vento Através da Fechadura

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A Torre Negra (The Dark Tower) – Stephen King

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Você fala a verdade, sai, e eu digo obrigado.

Stephen King – A Torre Negra

Oi! Semana começando e uma série que vai terminando: depois dessa resenha de hoje só falta mais um livro, lançado anos depois da conclusão da série e que não é essencial para o entendimento da história da Torre. Explicarei isso melhor na próxima resenha, por enquanto vamos ficar com “A Torre Negra”, último livro da série homônima.

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Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

Recomeçando onde o livro anterior parou, Roland e Eddie estão no Maine enquanto Jake, padre Callahan e Susannah estão em Nova York. Depois de se encontrar com Susannah e se despedir do padre, Jake encontra um caminho de volta para o Mundo Médio, para onde também voltam Roland e Eddie. Faltando pouco para chegar à Torre e fugindo de Mordred Deschain, o filho de Roland com Mia, filha de ninguém (o Chapinha), o ka-tet tem que enfrentar os agentes do Rei Rubro enquanto o caminho individual de cada um vai sendo traçado.

Terminar a série foi, para mim, muito dolorido. É o tipo de história que realmente te prende, e ao mesmo tempo que eu queria saber o final e ver como a saga da Torre terminava, não queria me despedir das personagens às quais me apeguei.

A narrativa é ótima, e a mistura de mitologias só deixa o livro mais rico – procurem por “Mordred” no google e vão entender do que estou falando. Gosto muito da escrita do King, e mesmo que não fique tão fã das histórias de terror pelas quais ele ficou realmente famoso, sei que “A Torre Negra” é uma história que vai ficar comigo.

As personagens são as mesmas dos livros anteriores, com acréscimos ocasionais de personagens secundárias que ajudam a história a andar. Dessas secundárias gostei muito de Cullum, que ajuda Roland e Eddie a encontrar o caminho dentro do Maine. Além disso gostei bastante da participação do próprio King nesse volume. É melhor que a participação no livro anterior, certamente.

A série se encerra nesse livro, e o próximo a ser resenhado, “O Vento Através da Fechadura” se passa, na realidade, entre “Mago e Vidro” e “Lobos de Calla”, mas se você não quiser não precisa lê-lo; vou explanar um pouco mais sobre isso na resenha dele.

Uma série excelente, com uma mitologia fantástica e que, se demora pra te prender, quando o faz não te deixa mais. Muito mais do que recomendado!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos e até a próxima!

Série “A Torre Negra”:

01 – O Pistoleiro

02- A Escolha dos Três

03- As Terras Devastadas

04- Mago e Vidro

05- Lobos de Calla

06- Canção de Suzannah

07- A Torre Negra

4.5 – O Vento Através da Fechadura

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Canção de Susannah (Song of Susannah) – Stephen King

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Oi! Antes de começar o post devo avisar que essa semana será especial: além das resenhas habituais de hoje e de quarta, teremos uma no sábado, então fiquem ligados. Estamos quase chegando ao fim de mais uma série aqui no blog, que é a “A Torre Negra”, mas ao invés dos sete livros iniciais, incluirei o oitavo, que se situa entre “Mago e Vidro” e “Lobos de Calla”, e que vou resenhar ao final dos sete originais (e aí explico como funciona essa de entrar no meio da série). Por enquanto, fiquemos com o sexto livro, “Canção de Susannah”.

Pode conter spoilers involuntários dos livros anteriores

Depois de concluir sua missão em Calla, o ka-tet precisa se separar para encontrar Susannah (e Mia dentro dela) e salvar a rosa: Jake e Callahan vão atrás de Susannah e Rolland e Eddie vão atrás de Tower, para salvar o terreno. Os quatro vêm para o nosso mundo, e enquanto Jake e Callahan rumam para Nova York – onde Susannah e Detta estão lutando para manter Mia viva até que possa parir o chapinha -, Rolland e Eddie vão para o Maine, onde Tower simplesmente não parece colaborar. Nesse meio tempo, Susannah faz descobertas importantes sobre a Torre, e percebe que Mia entrou em um acordo em que não conhecia todas as cláusulas. O tempo está passando…

Bom, este é o segundo menor livro da série, e apesar de fazer parte da saga da Torre (e, consequentemente, da vida de Rolland), é centrado em Susannah e seus problemas para ter o bebê (ou chapinha, como Mia o chama). Como ele é centrado em Suze, acaba por ser um livro bem mais psicológico do que os anteriores, pois é na cabeça dela que muita coisa sobre a Torre e sobre cada uma das personagens se esclarece.

A personagem nova que aparece nesse livro é, de longe, a mais interessante de todas que vimos até agora: o próprio Stephen King. Explico: em 1999, King sofreu um acidente que o deixou entre a vida e a morte, e seus fãs ficaram preocupados que ele morresse sem terminar a história da Torre (quanto carinho, não?), que até ali só tinha chegado até “Lobos de Calla”. Toda a obra dele sofreu uma influência, direta ou indireta, desse acidente, e com sua maior empreitada/obra não podia ser diferente. Os pistoleiros devem se encontrar com King e convencê-lo a continuar escrevendo a história da Torre, para que possam chegar ao final de sua missão.

A escrita é tão excelente quanto o restante da série e os elementos psicológicos são de tirar o fôlego. Ainda assim, no meu ranking pessoal da série, este livro fica em 5º lugar. Não conseguiu me conquistar tanto quanto os outros, e foi, definitivamente, superado pelo último. Ainda assim é um ótimo livro e essencial para o entendimento da série: recomendo! Se tiverem a oportunidade, não deixem de conhecer a saga da Torre!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos e até a próxima!

Série “A Torre Negra”:

01 – O Pistoleiro

02- A Escolha dos Três

03- As Terras Devastadas

04- Mago e Vidro

05- Lobos de Calla

06- Canção de Suzannah

07- A Torre Negra

4.5 – O Vento Através da Fechadura

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