O Rei de Amarelo (The King in Yellow) – Robert W. Chambers

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Oi! Já tem outra semana acontecendo, cheia de novidades (e coisas pra eu resolver, pra variar). O mundo gira e eu continuo calma, no entanto! Espero que dure, e, enquanto isso, celebro com um livro que teria que ser muito ruim pra eu não gostar, já que tem todos os elementos que eu amo. É dia de “O Rei de Amarelo”.

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“‘O Rei de Amarelo’ é uma coletânea de contos de terror fantástico publicada originalmente em 1895 e considerada um marco do gênero. Influenciou diversas gerações de escritores, de H. P. Lovecraft a Neil Gaiman, Stephen King e, mais recentemente, o escritor, produtor e roteirista Nic Pizzolatto, criador da série investigativa True Detective cujo mistério central faz referência ao obscuro Rei de Amarelo. O título da coletânea faz alusão a um livro dentro do livro – mais precisamente, a uma peça teatral fictícia – e a seu personagem central, uma figura sobrenatural cuja existência extrapola as páginas. A peça ‘O Rei de Amarelo’ é mencionada em quatro dos contos, mas pouco se conhece de seu conteúdo. É certo apenas que o texto, em dois atos, leva o leitor à loucura, condenando sua alma à perdição. Um risco a que alguns aceitam se submeter, dado o caráter único da obra, um misto irresistível de beleza e decadência.”

Peguei este livro emprestado com meu primo Luan, que nos últimos anos tem tomado um gosto pela literatura que tem me dado orgulho. Ele o ganhou no nosso amigo oculto do ano passado, se não me engano, e me disse que era muito bom. Emprestei “O Poderoso Chefão” e “A Menina sem Qualidades” pra ele em troca deste aqui e foi um dos melhores “negócios” que eu fiz nos últimos tempos.

O livro contém contos que se relacionam – de forma mais ou menos direta à peça “O Rei de Amarelo”, que supostamente leva à loucura quem a lê, já que uma de suas características é reunir tudo que há de mal e perverso a ser conhecido. Aliás pessoas curiosas já deveriam saber que vão ler a coletânea de contos e que vão querer ler a peça original que, logicamente, jamais foi escrita. As narrativas não são longas, então não vou resenhar cada uma delas, já que estragaria a diversão da leitura em si, mas posso dizer que uma edição que tenha notas explicativas facilita pra quem não conhece as referências, assim não se fica tão perdido. Um livro cheio de elementos sombrios e de submundo (eu e esse meu amor estranho…), muito bem escrito e muito fácil de ler. Muito mais do que recomendado!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


Entrevista com o Vampiro (Interview with the Vampire) – Anne Rice

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Oi! Como foram de fim de semana? Os meus são curtos, já que trabalho aos sábados pela manhã, então acabo por sempre tentar aproveitar ao máximo, antes que chegue ao fim. Hoje é um dia importante e cheio de coisas, então espero conseguir cumprir com tudo. Como já estou toda enrolada vamos, sem mais delongas, ao que interessa. É dia de “Entrevista com o Vampiro”.

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“O tempo é agora. Estamos em uma pequena sala, face a face com o Vampiro, enquanto ele despeja a carga repugnante, erótica e mágica das confissões sobre os primeiros 200 anos de sua existência de morto-vivo. Ele fala com simplicidade, tranquila e delicadamente, da noite em que, sendo ainda herdeiro – jovem, educado e romântico – de uma grande fazenda na Louisiana, deixou a existência humana, conduzido pelo brilhante e sinistro Lestat para a outra vida “sem fim”… aprendendo a se saciar, primeiro com o sangue dos galos e ratos capturados nas ruas devassas de Nova Orleans, e, mais tarde, com o sangue de seres humanos. Das plantações oitocentistas do Luisiana aos becos sombrios e cenários sumptuosos de Paris, do Novo Mundo à Velha Europa, Claudia e Louis fogem de Lestat, o seu criador e companheiro imortal. E o cruel vampiro que tirara partido do desespero de Louis e da fragilidade da órfã Claudia, no bairro francês da Nova Orleãs assolada pela peste, move-lhes uma perseguição sem tréguas no submundo parisiense, entre a trupe Théâtre des Vampires do misterioso Armand e criaturas das trevas.”

Eu já tinha tentado ler outro livro na Anne Rice quando estava no Ensino Médio, mas, por motivos que não me lembro, não cheguei a concluir a leitura. Muitos anos depois, já na segunda graduação da faculdade, resolvi começar as Crônicas Vampirescas, e peguei este livro para ler. Não lembro se foi na biblioteca da faculdade, mas é bem possível que sim. De qualquer modo, eu o li lentamente, com uma calma que raramente tenho, porque a escrita da autora me passou uma sensação enorme de vagareza. Não é algo ruim! Acho até que contribuiu para o clima da história, e não fiquei incomodada. Acho que a única coisa de que não gostei muito foi das personalidades dos próprios vampiros, que por algum motivo não bateram muito com a minha… Não é um livro para qualquer um! Há que se ter paciência e gosto para o sobrenatural, mas para quem gosta das duas coisas, eu mais que recomendo, já que é um “novo” clássico!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!

As Crônicas Vampirescas:

01- Entrevista com o Vampiro

02- O Vampiro Lestat

03-A Rainha dos Condenados

04- A História do Ladrão de Corpos

05-Memnoch

06-O Vampiro Armand

07- Merrick

08- Sangue e Ouro

10- A Fazenda Blackwood

11-Cântico de Sangue

12- Príncipe Lestat

13- Paraíso de Sangue


Carrie, a Estranha (Carrie) – Stephen King

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Oi! É segunda, o dia mais odiado do mundo, mas eu estou feliz: é minha última semana de trabalho do ano e logo entrarei de férias. Ando mesmo precisando de um descanso e vai ser bem vindo poder passar um tempo em casa e em paz – nada de viagens pra mim desta vez, infelizmente. Ainda que meu humor esteja bom, sei que a maioria das pessoas detesta segundas, então escolhi um livro pra combinar com esse clima. É dia de “Carrie, a Estranha”.

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“Solitária, ela carrega dentro de si um ódio cada dia mais profundo. Carrie seria apenas mais uma entre várias adolescentes angustiadas, não fosse um detalhe: ela possui poderes sobrenaturais devastadores. Consegue fazer as coisas se moverem, e esse é o seu jogo, o seu poder o seu pecado. Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicam. A vendeta vem a tona de forma furiosa e amedrontadora que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos.”

Eu acho que todo mundo já deve ter pelo menos ouvido falar neste livro. É um dos mais famosos do King, e, não sem motivo, é parte do Desafio da Rory. Eu já queria lê-lo há anos, e tê-lo no desafio foi juntar a tampa com a panela. Já contei que passei a gostar mesmo do King quando li “A Torre Negra”. Ando querendo ler mais e mais coisas dele, e Carrie aumentou essa vontade, porque foi o primeiro livro que ele escreveu e, apesar de seguir o estilo que o caracterizou, é, obviamente, mais cru e menos amadurecido. É o retrato de um King mais novo mas não menos talentoso, e eu fiquei bem admirada de ver como ele escrevia bem mesmo no início da carreira.

A narrativa se divide entre excertos de um livro escrito sobre a história de Carrie, relatos investigativos do FBI sobre paranormalidade – especialmente de pessoas como a protagonista – e uma narração em terceira pessoa que acompanha a história em si, e que é a única a seguir os eventos “em tempo real”, já que os outros se tratam de relatos dos acontecidos feitos anos depois. Apesar de parecer confuso, não é, e dá pra acompanhar bem o que acontece, além de dar pra se sentir mal pela pobre menina que, depois de anos de bullying, acaba por se vingar dos que a feriram. Esta é, afinal, uma história de terror com base nos maus tratos sofridos por uma adolescente, e não podemos esquecer deste detalhe.

As personagens são muito reais e tangíveis, e é impossível não ter sentimentos fortes sobre elas. Não posso dizer que tive personagens preferidas ou que detestei, só posso dizer que, juntas, elas formaram um time que fez de Carrie um clássico realmente imperdível. É um livro de terror, então pode não ser para todos, já aviso. Ainda assim, recomendo! Acho que todos temos que conhecer histórias assim!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


O Médico e o Monstro (The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde) – Robert Louis Stevenson

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Oi! Achei que o fim de semana me deixaria de melhor humor – ledo engano. Como continuo desanimada e beirando a tristeza, escolhi um livro que tem vários elementos dos dois sentimentos – além do terror. É dia de “O Médico e o Monstro” (ainda que essa tradução seja tremendamente inadequada e adequada, ao mesmo tempo).

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“É quando o Sr. Utterson, um seco advogado de Londres, confere o testamento de seu velho amigo Henry Jekyll que suas suspeitas são despertadas. Qual é a relação entre o correto e respeitável Dr. Henry Jekyll e do malvado Edward Hyde? Quem matou o distinto MP, Sir Danvers? Estaria Jekyll sendo chantageado – e se sim, o que poderia ter feito para ser objeto de tal extorsão? Seria Hyde o monstro que assombra as ruas de Londres, cometendo crimes atrozes? Tantos questionamentos acabam por se explicar de forma surpreendente, assustadora e trágica.”

Este livro também faz parte do Desafio da Rory, e fez parte das minhas leituras do primeiro semestre do ano. Achei que ia encontrar um livro grande e chato, cheio de morais vitorianas, com aquele terror besta que sequer dá medo. Fiquei feliz de ser provada errada, já que o livro (que é bem curtinho, na realidade) não é chato nem cheio de lições de moral apresentadas de forma óbvia e moralista – não me entendam mal: elas existem!, só foram melhor disfarçadas do que eu esperava. Ainda assim tenho que dizer que o terror em si não é de assustar, e olha que eu já contei aqui que não vejo filmes do gênero, o que me faz fraquinha pra sustos.

Superficialmente o livro fala das transformações do médico em seu alter-ego, o “monstro” – aspas porque, afinal de contas, monstro aqui é uma referência à personalidade de Hyde, não à sua aparência. Não sei o que dá nas pessoas que acham que o uso dessa palavra em livros da Era Vitoriana significa que a personagem é um monstro de verdade (vide “Frankenstein“, que, coitado, ganhou estereótipo de monstro-feioso-verde-e-costurado)… de qualquer modo, ainda que haja essa questão da tradução e do que implica para os leitores, a história é realmente boa! Cavando abaixo da superfície encontramos tantos questionamentos interessantes que a divisão do médico “em dois” passa a ser realmente superficial, enquanto o que essa divisão implica moralmente passa a ser muito mais interessante. As personagens são bons conduítes para as discussões que o livro propõe, então a combinação da história, da narrativa e daqueles que a protagonizam criam um livro interessante e (pelo menos pra época) diferente e inovador. Recomendo!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


O Iluminado (The Shining) – Stephen King

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Oi! Desculpem pela demora pra sair a resenha hoje; estou aproveitando os últimos dias de férias pra descansar no meu horário biológico normal -que infelizmente não é o mais comum no mundo… Escolhi pra hoje um livro que foi presente de aniversário, e que eu amei! É dia  de “O Iluminado” (que, ó novidade, virou filme).

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“Danny Torrance não é um menino comum. É capaz de ouvir pensamentos e transportar-se no tempo. Danny é iluminado. Será uma maldição ou uma bênção? A resposta pode estar guardada na imponência assustadora do hotel Overlook. Quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador no velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeiras. Não mais o sofrimento da esposa, Wendy. Tranquilidade e ar puro para o pequeno Danny livrar-se das convulsões que assustam a família. Só que o Overlook não é um hotel comum. O tempo esqueceu-se de enterrar velhos ódios e de cicatrizar antigas feridas, e espíritos malignos ainda residem nos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança. É uma sentença de morte. E somente os poderes de Danny podem fazer frente à disseminação do mal.”

Bom, eu na verdade comecei a ler esse livro anos atrás, através da biblioteca pública da minha cidade, mas tive que parar por algum motivo que não lembro. Quando a Ivy me deu o livro de presente no ano passado eu fiquei super feliz e tratei de devorá-lo. A narração é bem compreensível é tranquila, estilo clássico do King. A história dá medinho mas não é tão apavorante que não dê pra ler. Pra evitar medos maiores eu nunca a lia de noite, no entanto! Hahaha!

As personagens são muito boas, e eu gostei particularmente do Jack Torrance, que foi desenvolvendo a loucura lentamente; achei que esse desenvolvimento acompanhou bem o clima da história e as personagens, então formou um conjunto bem harmônico. Gostei do próprio hotel também, já que ele é uma personagem (e das mais apavorantes, diga-se de passagem), e de Dick Halloran, o outro iluminado da história. Danny e Wendy não são personagens ruins, mas não são tão legais quanto as outras três que eu já mencionei. Não achei que as personagens secundárias foram tão interessantes assim, por isso não menciono ninguém em particular. Depois de muitos anos da publicação do livro e do sucesso que ele fez – ainda mais depois de virar um filme (que o King detestou) – uma continuação foi escrita, mostrando Danny adulto, anos depois dos eventos que aconteceram no Overlook. Ainda não tive a chance de ler, mas pretendo fazê-lo assim que der! No todo é um livro bem legal, que eu recomendo bastante, especialmente pra quem quer ler uma boa história de terror!

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana pra todos nós e até a próxima!

Danny Torrance“:

01- O Iluminado

02- Dr. Sono