O Senhor das Moscas (Lord of the Flies) – William Golding

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Oi! Mais uma semana lotada de coisas pra fazer começa hoje, e segunda é meu dia mais cheio, então aproveito a meia horinha antes do almoço pra colocar as resenhas em dia! Hoje é dia de uma distopia ótima, que li no início desse ano, “O Senhor das Moscas” (que eu li em inglês).

lordoftheflies

“Um grupo de crianças e adolescentes. após um acidente, vai parar em uma ilha deserta. Os jovens, aos poucos, vão se reunindo num grande grupo. Em assembléia, os meninos designam um líder. Longe dos códigos que regulam a sociedade dos adultos, esses jovens terão de inventar uma nova civilização, alicerçada exclusivamente nos recursos naturais da ilha e em suas próprias fantasias. Até aí este romance poderia ser lido como simples aventura infanto-juvenil, cheia de caçadas, banhos de mar e, ao final, a descoberta de um tesouro escondido por piratas. Mas não é o que ocorre. Apesar dos esforços iniciais de organizar uma sociedade auto-suficiente e equilibrada, o bando vai progressivamente cedendo à vida dos instintos, regredindo às pulsões de violência e de morte. A disputa pelo poder é um dos estopins da desordem. E o paraíso do “bom selvagem” acaba em carnificina.”

É muito comum ver este livro sendo citado em séries de TV e filmes americanos que falem do Ensino Médio, já que ele é leitura obrigatória para alunos deste nível de ensino, então não é surpreendente que ele tenha sido citado em Gilmore Girls e virado parte do Desafio da Rory. Eu já queria lê-lo há anos, e foi uma grata surpresa poder juntar o útil ao agradável.

“O Senhor das Moscas” é uma distopia. Vou admitir que quando o via em filmes e pensava em ler eu não tinha ideia do que se tratava, muito menos imaginava que o livro fosse como é, então descobrir do que se tratava a obra e como o autor desenvolveu uma espécie de Robinson Crusoé ao contrário (ou assim me dizem que foi. Não posso dar certeza porque ainda não li, mas não duvido que seja mesmo o caso). De qualquer modo o livro me impressionou muito, porque combina uma história interessante e inteligente a uma narrativa completa e complexa, que me deixou intrigada e presa. Há certo lirismo nas palavras de Golding, ainda que o livro não possa ser exatamente chamado de cândido. Não é para inciantes, mas os amantes de uma boa distopia – especialmente se amarem um submundo, como é meu caso – vão adorar conhecer a história dos meninos que cedem aos próprios instinto primitivos de uma forma brutal e cruel, mas muito real e possível. Não dá pra eu falar de personagens preferidas porque achei que todas formaram um conjunto muito orgânico e possível dentro das possibilidades apresentadas na narrativa. O que eu posso dizer é que gostei muito e que recomendo – mas fica o aviso de que há partes de virar o estômago dos despreparados. Felizmente, não era meu caso!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!