Teogonia (Θεογονία) – Hesíodo

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Oi! Primeiro gostaria de pedir desculpas: prometi uma resenha para sexta feira mas ela não foi publicada. É que eu faço as resenhas no dia, não as programo (salvo em ocasiões muito atípicas) e eu fiquei doente justamente na sexta. Ainda não estou cem por cento, mas dá pra resenhar numa boa – até porque, estou de molho em casa. A resenha de sexta passada sairá nesta sexta, não se preocupem. Por hoje, fiquemos com a “Teogonia”.

teogonia

“Afora aquilo que ele conta sobre si mesmo em seus poemas, pouco se sabe sobre Hesíodo. É, aliás, pela referência que faz, em “Trabalhos e Dias”, ao fato de ter ganho um prêmio nos jogos fúnebres dedicados a Anfidamante, em Cálcis, que é definido cronologicamente o tempo em que o autor viveu — entre o final do século VIII a.C. e o início do século VII a.C. —, uma vez que a arqueologia comprova a existência de tais jogos nesse período. Segundo Werner Jaeger, foi justamente com Hesíodo que o subjetivo foi introduzido na literatura, o qual cita a si mesmo em suas obras e põe traços de sua história pessoal em seus cantos. Em Teogonia, o poeta fala sobre a origem do universo e a genealogia dos deuses e dos heróis (estes últimos são os nascidos da união de deuses com mortais). Muito do que sabemos sobre os antigos mitos gregos é graças a esse poema que, pela narração em primeira pessoa do próprio poeta, sistematiza e organiza as histórias da criação do mundo e do nascimento dos deuses, com ênfase especial a Zeus e às suas façanhas até chegar ao poder.”

Eu li esse livro, que é um grande poema inteiriço, para a faculdade, quando cursei uma matéria chamada Cultura Clássica. Sempre amei mitologia, como já contei aqui várias vezes, então não foi nenhuma surpresa que eu tenha gostado deste livro também, já que mostra de forma bem interessante a origem de tantos mitos que eu sempre li e ouvi por aí. Pode ser que o fato de ser um poema que conta uma história seja um tanto confuso pra quem não está acostumado, especialmente porque as rimas não são evidentes pra nós – minha edição é bilíngue, tem o original em grego ao lado, mas eu não entendo NADA de grego, não tenho nem noção de pronúncia, e ainda assim achei bonito e instrutivo! Não há muito que se falar de personagens, mas posso dizer que os retratos dos deuses os fazem ainda mais fascinantes do que eles já sempre tinham sido. Recomendo esse livro com bastante força para os amantes da cultura e da mitologia da Grécia Antiga! É realmente imperdível!

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


2 thoughts on “Teogonia (Θεογονία) – Hesíodo

    • Oi Camis!

      Estou melhor, mas ainda não totalmente bem, infelizmente!

      Que bom que gosta dessas resenhas um tanto diferentes! Eu leio muita coisa que não é exatamente moda, e gosto de compartilhar!

      Beijos!

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