Todo Mundo que Vale a Pena Conhecer (Everyone Worth Knowing) – Lauren Weisberger

Oi! Com tanta coisa para fazer nos últimos tempos, não tinha nem me dado conta de que sexta feira que vem é feriado. Fiquei pensando, então, como ia fazer com as resenhas de reposição de fevereiro. Não decidi ainda, mas aviso vocês na quarta. Enquanto isso, vamos para a resenha de hoje, de Lauren Weisberger, autora de “O Diabo Veste Prada”, hoje é dia de “Todo Mundo que Vale a Pena Conhecer”.

“Bette Robinson só anda apressada pelas ruas de Manhattan, correndo pra baixo e pra cima, em seu emprego “semi-escravidão” no banco UBS. Ela já está cansada das 80 (!) horas de trabalho semanais, do cubículo claustrofóbico e das detestáveis frases-do-dia de seu igualmente detestável chefe. Aos 27 anos, a impulsiva Bette tem a certeza de que não vai sentir saudades do emprego. Ela decide se arriscar: simplesmente pede demissão, diz adeus e bye-bye. Graças a um tio colunista social, Bette conhece a diretora da Kelly & Company, a agência de RP e Eventos mais bacana de Nova York. De uma hora para outra, ela tem um emprego novinho em folha, cuja principal exigência é ver e ser vista. As novas responsabilidades de Bette passam a ser – morra de inveja! – frequentar as boates mais descoladas de Nova York e organizar as festas mais concorridas, de preferência as que atraiam celebridades como Jerry Seinfeld, Jay-Z e James Gandolfini. Mas é claro que tudo tem um preço, e, no caso de Bette, pode ser sua integridade e sua felicidade.”

Quando escolhi esse livro na livraria, foi na esperança de ler algo bem parecido com “O Diabo”, e considerando-se que era da mesma autora, parecia a escolha certa. Minhas expectativas não foram exatamente cumpridas, vou explicar o motivo.

Começando pelas personagens hoje, Bette é uma moça que esconde as coisas: esconde que faz parte de um clube do livro que só fala de “romances trash”, esconde da melhor amiga, Penelope, sua opinião sobre seu recém-noivado, esconde esconde esconde. No fim, acabei achando que ela não sabe o que quer da vida – o que é ok, difícil é saber o que você quer – e que, por isso, se deixa levar por qualquer sugestão que dão a ela. Sammy, o cara que se torna seu interesse amoroso, é o juiz: por ter se mantido fiel à cidadezinha onde nasceu, acha que é melhor que todos aqueles que preferem mudar de lugar e profissão. Penelope, a melhor amiga, é cega para os defeitos do noivo, e prefere acreditar que o casamento vai ser super feliz, ainda que as evidências digam o contrário. No fim, só gostei do tio de Bette, Will, e do marido dele, Simon, já que pelo menos os dois são coerentes.

A história é um problema, também: fiquei com a distinta impressão de que a autora, querendo repetir o sucesso de “O Diabo”, tentou escrever um universo muito similar, e o tiro saiu pela culatra: o livro parece uma cópia barata e com uma história meio forçada. Se as situações de Andy e Miranda eram baseadas no mundo real, as situações de Bette parecem exageros cruéis do que acontece no meio – ainda que eu não duvide que sejam reais. No fim, apesar dos momentos divertidos que Bette nos proporciona, especialmente no início da narrativa, não gostei muito do livro. É uma leitura pra quem quer só passar o tempo, mas mesmo assim eu sugeriria outros: esse daqui é bem decepcionante, infelizmente.

Espero que tenham gostado! Bom fim de semana para todos e até a próxima!


Tem algo a acrescentar?