Veronika Decide Morrer – Paulo Coelho

Oi! A semana começou e eu fiquei um tempão pensando no que ia resenhar. Eu li ontem um livro maravilhoso, de um autor nacional de que gosto muito, mas que ainda não está pronto pra ser resenhado. Resolvi fazer um contraste, e escolhi falar de um livro de um autor nacional, também, mas nem de longe tão amado quanto o outro. Vamos entender um pouco qual é a implicância com Paulo Coelho através de “Veronika decide Morrer”.

Essa não é a edição que eu li, mas achei a capa muito bonita!

Essa não é a edição que eu li, mas achei a capa muito bonita!

“Veronika é uma jovem igual a tantas outras. É bonita, não lhe faltam namorados e tem um bom trabalho. Sua vida transcorre sem maiores sobressaltos, sem grandes alegrias ou grandes tristezas. Mas ela não é feliz. Numa manhã de novembro, decide acabar com a própria vida e toma uma overdose de comprimidos. Ela, no entanto, sobrevive. Levada a uma clínica psiquiátrica, experimenta novos prazeres e encontra um novo sentido para a vida, quando talvez seja tarde demais para voltar atrás.”

Vou começar falando do livro de forma bem geral, só abordando a narrativa e as personagens mesmo: é fácil de ler, já que a narrativa do Coelho não pode ser classificada como uma das mais rebuscadas que eu já encontrei. Não estou criticando-o por isso, afinal existem razões para e escolha linguística que ele fez e acho, inclusive, que são razões válidas. As personagens acompanham essa ideia da facilidade de leitura, então ainda que exista certa complexidade em Veronika – ninguém que decide se matar é simples -, dá pra se sentir na pele dela e se identificar, ainda que você, como eu, nunca tenha atentado contra a própria vida nem cogitado a possibilidade. Como a história em si também é simples, o leitor médio lê, vê ali aquela dose de misticismo, de auto-ajuda e de romance e pensa, “encontrei um livro brilhante”, e assim perpetua-se o fenômeno Paulo Coelho, vendendo livros que ficam mais bonitos quando traduzidos em outras línguas – em italiano são maravilhosos! – e que atingem a massa que antes não lia. E eu me recuso a atacá-lo por isso!

A verdade é que eu também não sou a maior fã dele. Li alguns livros, achei que são rasos, muito cheios de misticismo barato pro meu gosto e que, de forma geral, simplesmente não se comunicaram comigo. Mas não vou ser eu a tirar o mérito do homem que fez com que as pessoas, finalmente, se interessassem por leitura. Muita gente mais velha hoje lê por causa dele, e se pra mim, assim como “50 tons de cinza” e “Crepúsculo” os livros dele são ruins, pelo menos levaram pessoas às livrarias – e eu posso sonhar com a possibilidade de que, eventualmente, elas vão encontrar coisas melhores nas prateleiras. “Veronika Decide Morrer” é simples e bobo, pra mim, mas pro resto do mundo, não: virou best-seller, filme e referência cult-adolescente, e eu fico sempre na esperança de que mais gente pegue gosto pela leitura, mesmo que através de livros mal vistos pela maioria (até, devo admitir, por mim).

Espero que tenham gostado! Boa semana para todos nós e até a próxima!


2 thoughts on “Veronika Decide Morrer – Paulo Coelho

  1. Oi, Nina.
    Eu nunca tive vontade de ler nenhum livro do Paulo Coelho, mas assim como você, reconheço que ele tem sua importância para a literatura! Como você destacou, muita gente começou a ler com seus livros e isso é sempre positivo!
    Beijos
    Camis

    • Oi Camis!

      Pois é, resolvi resenhar um livro dele porque cansei desse preconceito criado em torno de lendas: as pessoas nem leem e falam, e isso é muito errado, na minha opinião!

      Beijos!

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