Vidas Secas – Graciliano Ramos

Oi! É quarta e eu estou atrasada para a resenha de hoje! Desculpem-me! É que com o fim do semestre e vários acontecimentos importantes na minha vida se aproximando, acabo por ter menos tempo para resenhar – e ler, infelizmente! Ainda assim estou aqui, pra falar de um livro que jurava que já tinha aparecido aqui. A prova de que nem sempre gostamos dos clássicos é “Vidas Secas”, livro de hoje.

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“O que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e um futuro. Apesar desse sentimento de transbordante solidariedade e compaixão com que a narrativa acompanha a miúda saga do vaqueiro Fabiano e sua gente, o autor contou: “Procurei auscultar a alma do ser rude e quase primitivo que mora na zona mais recuada do sertão… os meus personagens são quase selvagens… pesquisa que os escritores regionalistas não fazem e nem mesmo podem fazer …porque comumente não são familiares com o ambiente que descrevem…Fiz o livrinho sem paisagens, sem diálogos. E sem amor. A minha gente, quase muda, vive numa casa velha de fazenda. As pessoas adultas, preocupadas com o estômago, não tem tempo de abraçar-se. Até a cachorra [Baleia] é uma criatura decente, porque na vizinhança não existem galãs caninos”.”

Eu li esse livro para a faculdade, para uma matéria que deveria falar sobre a literatura brasileira de uma forma geral mas que, infelizmente, ficou presa no tema da seca. Não que não seja um tema riquíssimo, mas a verdade é que fica um tanto cansativo ouvir uma romantização de situações – seca, fuga – que sabemos não serem exatamente super românticas, e aí eu já estava cansada da matéria no segundo mês de aulas.

O primeiro texto literário que lemos foi Vidas Secas, de que eu não gostei. A história de Fabiano e sua família fugindo da seca tem seus momentos de brilho narrativo, especialmente se considerarmos o cuidado com que Graciliano construiu a história (reza a lenda que os capítulos podem ser lidos em qualquer ordem e a história ainda será compreensível), mas a história é cansativa e maçante, com personagens que não me conquistaram. Talvez tenha sido meu filtro afetivo, que é extremamente alto, talvez o ambiente, talvez as circunstâncias que eu vivia na época, mas a verdade é que não guardo boas lembranças desse livro. Não o recomendo, porque acho que ser clássico não é sinal de ser chato, portanto dá pra achar coisas melhores pra ler.

Espero que tenham gostado! Bom resto de semana para todos nós e até a próxima!


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