Xōgum (Shōgun) – James Clavell

Capa_Xogum.pdfOlá pessoas! Tudo bem com vocês? Então, o post de hoje é especial. O motivo é o seguinte: tem muito tempo que eu tô com esse livro nas mãos (mais ou menos duas semanas) e eu demorei muuuito pra lê-lo, por falta de tempo mesmo, mas aproveitei o fim de semana e ‘me joguei’ na leitura, e PRECISO vir aqui recomendar pra vocês! Trata-se de Shōgun, ou Xōgum aqui no Brasil, do James Clavell.

Poucas vezes na minha vida eu li algo que me fizesse sentir tão… vulnerável! Eu consegui me sentir na pele das personagens de uma forma que eu adoro, apesar de saber que me deixa meio fragilizada. Não sei se acontece com vocês, mas quando eu entro demais em uma personagem e saio de repente, parece que eu fui jogada em uma realidade paralela que eu não conheço. Não é exatamente uma boa sensação, mas é totalmente verdadeira. Desculpem pelo… desabafo, mas eu não tinha como evitar… o que eu posso dizer é que esse livro merece a atenção de vocês! Não tenham medo do tamanho dele, prometem? Sei que essa primeira parte ficou meio confusa, mas eu acho que meu lado escritora fala mais alto quando escrevo sobre esse tipo de literatura…

Bom, o livro fala sobre o Japão, nos anos 1600, em um delicado momento político: o táicum, uma espécie de grande chefe, abaixo apenas do imperador na hierarquia, morreu a pouco tempo, e o conselho de regentes está dividido especialmente entre os daimios(que são como se fossem senhores feudais japoneses) Toranaga e Ishido. Um desconfia do outro, e ninguém realmente sabe se eles vão se manter apenas como regentes até que o herdeiro do táicum, Yaemmon, de apenas 7 anos possa assumir o poder, ou se o que eles querem é a famosa posição de Xōgum, que seria ainda mais importante que o táicum. Sei que isso é meio confuso, já que não estudamos história japonesa na escola, mas a Wikipédia pode dar uma ajudinha a entender melhor.

Bom, nesse contexto, o navio do capitão inglês John Blackthorne encalha nas praias japonesas. Nem ele nem sua tripulação entendem bem o que está acontecendo, e tudo o que eles querem é fazer comércio por ali. Só que o comércio é dominado pelos Jesuítas portugueses – que estão dominados pelos espanhóis, transformados em um só país e em guerra com os ingleses, que não são mais católicos. Deu pra ver a confusão armada, né?

O livro se desenvolve em meio a iminente guerra entre Toranaga e Ishido e o amor que nasce entre Blackthorne e Mariko, a esposa do mais violento capitão de Toranaga. Além do desenvolvimento desse amor, vemos como Blackthorne vai deixando de ser inglês e se tornando japonês, bem aos poucos, mas aprendendo e gostando dos novos costumes.

Nem preciso reiterar que eu amei o livro, né? É simplesmente genial, eu queria muito escrever desse jeito, de verdade! É um livro clássico, já que foi escrito em 1975 e relata tão bem a história do Japão. Depois desse livro, me rendo a James Clavell, e aviso: vou ler tudo dele que encontrar, e volto pra contar ;)

No mais, não se esqueçam: é um livro histórico, com um tamanho – aleluia! – que eu aprecio muito – tem 1039 páginas – e muita informação sobre um assunto em especial, e é meio melancólico mais para o final, então, se não gosta de um desses elementos, já foi avisado.

Quero destacar que existe uma continuação para esse livro, mas eu não a tenho. A edição que eu ganhei – obrigada, mamãe! – é da Sextante, então vou esperar que eles publiquem a segunda parte, pra eu ter um conjuntinho… mas não garanto que vou esperar pra ler!

Desculpem pela enormidade do post, mas esse livro merecia! Beijos a todos, espero que tenham gostado, e tenham uma ótima semana!


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